Convivendo

Porque devemos praticar o perdão

Silhueta de mulher pulando num campo, se livrando de uma corrente no tornozelo.
choat / 123rf
Escrito por Karin Flores

O perdão sempre foi e sempre será um sentimento que faz parte da nossa trajetória de vida. Às vezes é fácil perdoar, mas muitas vezes, dependendo do trauma ou da intensidade da dor, esse sentimento sublime parece não estar ao nosso alcance.

Como terapeuta, escuto muito essa pergunta pertinente: “Mas como posso perdoar alguém que muito mal me fez, me traiu, ou me machucou?”.

Parece ser impossível quando, equivocadamente, associamos o perdão com aceitar ou concordar com o mal que nos foi feito.

Acontece que perdoar está longe disso! Perdoar não significa aceitar nem mesmo se calar diante da dor. Perdoar é um sentimento que está, antes de mais nada, direcionado a nós mesmos e não ao outro. Quando perdoamos somos capazes de nos libertar da dor que carregamos e assim deixamos de sofrer.

E, para alcançar o perdão, é preciso que pratiquemos também o autoperdão. Um faz parte do outro, pois perdoando nos perdoamos também por não mais precisarmos sentir raiva, ódio ou tristeza.

A Técnica da Programação Neurolinguística (PNL) nos ensina 5 passos para o processo do perdão.

Par de mãos brancas femininas segurando uma flor amarela.
Lina Trochez / Unsplash

O primeiro passo é praticar a Empatia. Ter empatia é se colocar no lugar do outro, usar os sapatos do outro, para poder entender por que o outro agiu da maneira que agiu. Importante se faz ressaltar que quando o outro pratica o mal é porque existe algo de mal dentro daquela pessoa que ela não conseguiu lidar.

O segundo passo é a Responsabilidade. Isso significa ter consciência da parte que é nossa responsabilidade. Refletir sobre qual foi a parte que contribuímos para que aquilo pudesse acontecer e tomar consciência para que isso não mais aconteça.

O terceiro passo é a Aceitação. Não significa aceitar o mal, longe disso. Mas sim aceitar o agora, o que temos no momento, e aceitar que o que aconteceu passou e que é preciso seguir em frente, para que não fiquemos presos no sentimento de sofrimento.

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O quarto passo é o foco do Perdão. Nesse passo, encontramos motivos para entender que perdoar é melhor do que se vingar ou continuar vibrando no sofrimento. A melhor opção que temos é nos libertar.

E o último passo do processo do perdão é a Gratidão. Sim, a gratidão. Não pelo sofrimento, mas pelo aprendizado. Todo sofrimento nos traz crescimento, todo aprendizado nos coloca um passo adiante na estrada da vida, para que nos tornemos mais fortes e possamos crescer e amadurecer.

Praticar o perdão é se amar, se deixar curar e, principalmente, se libertar!

Sobre o autor

Karin Flores

É graduada em Direito.
Pós-graduada em Psicologia Transpessoal e Constelação Sistêmica Familiar.
Tem formação em Novas Constelações Quânticas, em Psicanálise Clínica, Terapia Holística Integrada e Espiritualidade na Prática Clínica
Certificada em Reiki e ThetaHealing.

É criadora do método Constelação Espiritual Evolucionista.

Faz trabalho voluntário com crianças, jovens e adultos há mais de dez anos. Atualmente, conduz o Projeto Social Online Encontro de Cura - para saber mais acesse o instagram @encontro.de.cura

Atendimentos:
▪︎Constelação Espiritual Individual
▪︎Tratamento Sistêmico com Florais de Bach

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