Energia em Equilíbrio

Reiki Celta: ciclos e transições

reiki celta
Tereza Gurgel
Escrito por Tereza Gurgel
Os antigos povos observavam os diversos ciclos no decorrer do ano, pois a sua sobrevivência dependia de antecipar os momentos adequados, tanto para a caça quanto para plantar, colher e deixar a terra descansar, para depois se iniciar um novo plantio.

Os celtas puderam organizar, ao longo do tempo, uma “roda do ano” bastante exata e completa. Da observação das mudanças climáticas e o caminho do Sol durante o ano, veio a primeira noção das principais fases do ano: primavera, verão, outono e inverno – e celebrações intermediárias entre as estações, ocorridas durante os solstícios e equinócios.

Além das mudanças do trajeto do Sol no firmamento, os celtas também prestavam grande atenção aos movimentos da Lua e as diversas transformações os inspiraram a instituir celebrações conhecidas como Esbats.

Na mente celta, estes ciclos maiores espelhavam também os ciclos constantes que afetavam toda criação: animais e seres humanos também nasciam, cresciam, procriavam, envelheciam e morriam. Vivendo em harmonia com a Natureza, a morte era entendida como o encerramento de uma fase, mas não era a última: assim como a semente deveria ser enterrada no solo, desaparecendo por um tempo e reaparecendo na forma de broto, também os outros seres vivos seguiam a mesma ordem universal.

Foto de um grande campo aberto e verde. Ao fundo há o sol se pondo.

Ao morrer, a energia que animava o ser retornava à fonte, Nwyvre, o éter, o poder criador do mundo material, de onde tudo procedia. Nwyvre era o fluido cósmico, emanado da Luz Divina, e a sua união com os elementos (fogo, terra, água e ar) criava a Vida.

O ponto culminante da vida se encerrava com a “morte”do ano velho (celebrado no dia 31 de outubro, o Samhain), a passagem entre o mundo visível e o mundo imaterial era aberta nesta data. Se não fossem feitas as oferendas corretas, os espíritos dos mortos causariam danos aos vivos. Máscaras grotescas eram talhadas em vegetais e iluminadas com velas em seu interior, para afugentar espíritos hostis (esse costume deu origem às máscaras feitas com abóboras, comuns nas celebrações do Halloween). Em determinadas colinas consideradas sagradas (conhecidas como “sidh”), eram acesas fogueiras para agradar os espíritos ancestrais, facilitando a sua passagem pelo portal aberto rumo ao mundo dos espíritos, o “País do Verão”.

Criança segurando uma abóbora. A abóbora está com um desenho de rosto esculpido nela.

Essa morte conduzia imediatamente ao renascimento, prenunciado no festival de Yule (correspondente ao solstício do inverno, celebrado em 21 ou 22 de dezembro). O Sol, que chegou no seu ponto mais baixo em seu trajeto no firmamento em Samhain, agora começava lentamente a subir no firmamento, prenunciando o início do renascimento da criação. Essa celebração influenciou a origem do Natal cristão, em tempos remotos. A “criança sagrada”, filho da Grande Deusa, o “rei-Sol” prometido traz a esperança de volta aos corações, dando energia para que as pessoas se libertem de tudo o que está desgastado. A maior e mais bonita árvore da floresta era especialmente enfeitada para celebrar a promessa do renascimento.

Assim, os antigos celtas compreendiam que morrer conduzia ao renascimento e renascer era o início de um novo crescimento, rumo ao desaparecimento.

Na prática do Reiki Celta, devemos observar estes elementos que compunham a “alma celta”. Isto nos ajuda a trazer para a nossa realidade um pouco do profundo conhecimento ancestral e também nos permite viver mais de acordo com os ritmos naturais da Terra, da qual nos afastamos cada vez mais, esquecendo de nossa verdadeira origem e propósito.

Referências
Roda do Ano – Wikipedia;
“Reiki Celta – Antiga Sabedoria para os Tempos Atuais” – M. Tereza do A. G. O. Ramos – AGbook – São Paulo – https://agbook.com.br/book/232552–Reiki_Celta.

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Sobre o autor

Tereza Gurgel

Tereza Gurgel

Formada em Psicologia (F.F.C.L. São Marcos - SP). Filiada à ABRATH (Associação Brasileira dos Terapeutas Holísticos) sob o número CRTH-BR 0271. Atua na área Holística com Reiki, Terapia de Regressão e Florais de Bach. Mestrado em Reiki Essencial Metafísico e Bioenergético Usui Reiki Ryoho, Shiki, Tibetano e Celtic Reiki. Ministra cursos de Reiki e atende em São Paulo (SP).

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