Convivendo

Se chorei ou se sofri, o importante é que emoções eu vivi!

“…se chorei ou se sofri…

o importante é que emoções eu vivi!

(Roberto Carlos)

Tenho comigo, meus queridos, em minha mais humilde crença, que a inteligência emocional se dá justamente através de como nos resolvemos diante das emoções, quero dizer, sendo elas boas ou nem tanto, sempre prevalecerá o aprendizado e isso pode levar tempo, claro, mas mesmo assim temos em conta o desafio de atravessar o momento embalados num misto de dor, incerteza e fé.

Em nossas vidas atravessamos, vivemos, passamos, por momentos dos mais diversos quando se trata de emoções, e muitos deles tão conflitantes que podem pôr em cheque verdades que tínhamos como pré-estabelecidas, julgamentos errôneos de nós mesmos e um sem fim de amargura que pode resultar mais adiante em problemas de saúde, tirando-nos o sabor de viver cada dia como se fosse uma novidade, uma dádiva, uma benção!

Sabe quando éramos crianças e tudo nos parecia novidade? Então, muitas vezes perdemos esse encantamento diante da vida já que em nossa cabeça a ideia do bom, do final feliz, se confunde às lutas diárias, ao sabor amargo das perdas, traições e competição… Mas por que manter esse ânimo tão para baixo? Para quê?

Um dia desses eu vi uma garotinha com seus não mais que seis anos correndo atrás de um carro, abanando suas mãos num gesto feliz e sorridente, mandando beijos ao seu amigo, no carro… Fiquei imaginando há quanto tempo não faço isso… Quer dizer, não necessariamente dar tchauzinho para meus amigos, correndo atrás do carro (ué… E por que não?), mas há quanto tempo não tenho despertado para as emoções mais simples e prazerosas, aquelas que nos fazem rir à toa, que nos fazem “bobos” adorados e que nos rejuvenescem… Nossa, agora me convenci mesmo a correr atrás do carro do meu amigo!

Temos o dever de cuidar de nós mesmos, sermos felizes por opção e não deixar a tal da peteca cair… Devemos prezar por nós mesmos e termos em nós mesmos o maior dos aliados; não importa o que lhe fizeram no passado, não importa o que pensam ou o que digam sobre você; somente você tem o poder de viver a sua vida como quiser e deixar de se preocupar com a opinião alheia é uma questão de inteligência; até de saúde!

Sorria mais, corra mais atrás dos carros, seja mais amigo de si mesmo e então você terá amigos a sua volta… Diga o que que está sentindo, diga não quando necessário for e saiba mais sobre você. Deixe, de verdade, o passado para trás! Se resolva com o seu presente, com o que você de fato tem e perdoe-se quando não estiver pronta a perdoar os demais. Seja fiel a você e aos seus sentimentos e respeite-se desde o momento em que acorda até o momento em que vai dormir.

Não recorde sobre o mal que lhe fizeram, não pense naqueles que lhe causaram algum dano; ao invés disso procure pensar naquilo que você se tornou depois desse chacoalhão da vida e o que ainda pode fazer por si mesmo: ocupe-se com você, se dê a chance de buscar novos caminhos e inicie uma mudança a cada dia, seja ela externa ou interna… Tanto faz, só não fique estagnado!

E por último: não se envergonhe de nada que tenha feito: empodere-se dizendo que bem ou mal você aprendeu com o fato. Seja feliz amigo e viva a sua vida como você merece. Seja muito feliz! Adiante, sempre!

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Sobre o autor

Claudia Sinibaldi Bento

Claudia Sinibaldi Bento

Sou Claudia Sinibaldi Bento, paulistana, graduada em direito e pós graduada em relações internacionais. Sou defensora dos direitos das mulheres e crianças, tenho colaborado com ONGs de muitas partes do mundo.

Minhas experiências me ensinaram que, mais do que ajudar, você aprende com aqueles que necessitam de ajuda e jamais falar de direitos humanos deve ser um tabu ou um lugar comum.

Não, defender os direitos do outro é primar pela dignidade e conscientização de que uma nação só será igualitária quando todos receberem o mesmo tratamento e forem todos percebidos como seres humanos, porque somos todos entes dotados de deveres e direitos, estas sim, são condições que nos fazem titulares dos direitos à vida, à dignidade, à integridade física e moral e à liberdade.

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