Autoconhecimento

Se liberte da dor e se entregue ao meu amor!

Andreia Ferrari
Escrito por Andreia Ferrari


Se não vai pelo Amor… Tem mesmo que ser pela dor? E por que tanta dor? Será que não nos acostumamos com a dor? Será que nossa sina é aprender sempre pela dor? Ou será que escolhemos essa sina porque acreditamos nela?

Sempre ouvi:

“Se não vai pelo Amor, vai pela dor…”

Será que, de tanto ouvirmos isso, acabamos achando mesmo que, porque tropeçamos, merecemos sofrer? Da onde vem isso?

Do que ouvimos quando criança na família, escola, igreja?

Tudo junto misturado!

E aí o que aprendemos no passado fica qualificando os pensamentos que saltam da cachola, e adivinha?

Penso, logo existo!

mulher pensando com um ponto de interrogação no fundo da parede cinza

Criou seu próprio Frankenstein de tanto pensar nele! Os fantasmas do passado deram vida à sua criatura! Então damos a mão para o sofrimento, afinal, é como aprendemos a viver…

Sabe, minha alma inquieta fica batendo aqui na porta da consciência:

-Ei! Será que não dá pra ser mais fácil, mais leve?

Um projeto novo, um término de relacionamento, seja qual for o caminho, temos que pegar a trilha do difícil, pesado e sofrido?
Confesso que estou cansada dessa dor, busquei por todos os caminhos o amor e só o que achei foi dor de codinome “Frustração”, “Srta. Solidão”, “Sra. Exaustão”! É pesado demais carregar nosso Frankstein particular! Porque a pele dele é feita das dores dos meus ancestrais e de todo inconsciente coletivo que também acredita na dor…

Até que…

A gente decide se aventurar pelo amor e cortar essa ilusão que existe dor em tudo e pra tudo!

A alma entra em “lúcidos devaneios” se lembrando da época de infância que a vida era recheada de dias fofos, coloridos e deliciosos como algodão doce!

-E se desse pra viver na leveza da criança?

-Precisa doer tanto pra curar, pra aprender, pra transformar?

-Será que minha mente não romantiza o sofrimento?

Qual o botão que desliga essa fábrica interna de criar dor?

Limpa uma, outra aparece…

 

E por que reaparece? Porque ela ainda está lá, a crença que não há cura sem dor, a crença imposta pelas vozes que habitam nossa criatura! O ensinamento religioso de que a dor limpa a alma e que merecemos tê-la como companhia, pois somos pecadores!

Somos laçados e lançados no pecado…

Pecadores e predadores de nossa própria consciência do que realmente somos!

Como ir pelo Amor se acreditamos tanto que somos dor?

Ao mais ínfimo sinal de leveza, lá vem a sensação de culpa por se permitir… Ser leve é algo proibido! Essa é a mensagem subliminar que captamos em nossa sociedade!

O ócio criativo simplesmente não tem vez numa cultura capitalista, não fazer “nada” e dar um pouco de descanso para cabeça é falta de produtividade! Desde a revolução industrial, aceitamos a ideia de produzir em quantidade. A gente produz muito, inclusive uma montanha de pensamentos que são companheiros fiéis à nossa rotina acelerada, um amontoado de coisas pra fazer, correndo contra o relógio, aquele marcador de metas que fica no pulso descompassando nosso relógio biológico, natural e instintivo…

Tô sem tempo!

Sem tempo pra quê? Pra quem?

Ampulheta de areia no meio do deserto.

E aí, quando nos permitimos encostar o corpo num sofá gostoso com nossa caneca de chá, pra simplesmente não fazer nada, vem de repente aquele mal estar, uma sensação desconfortável, como se alguém estivesse a todo momento nos espionando e prontos para nos descobrir! Sim é o nosso Frankstein particular dizendo:

-Aha! Peguei você! Fica aí sem fazer nada enquanto a casa tá uma bagunça, inúmeros relatórios pra entregar!!! Você aí toda bela e folgada enquanto… ( a lista é gigante)

Já sentiram isso?

A obrigação de sempre fazer, de produzir, nos coloca num espaço de servidão!

“Somos servos da sociedade e predadores de nossa própria natureza, da nossa essência”

Esse ritmo instalado de maneira tão artificial não nos permite sentir …

Como chegar no amor incondicional (aquele que não tem condição pra existir, sabe?) se estamos anestesiados nesse acúmulo de informações, atribuições diárias, quantidades?

Então a dor vem, o corpo grita que algo não tá bem…

A dor vem, subjugando nossa capacidade de criar outras realidades… E se pudesse ser mais leve o caminho?

E como ser mais leve se levamos tanta bagagem?

Mulher sentada em cima de muitas bagagens no meio de estrada.

Sabe, eu não achei o caminho do Amor por onde andei simplesmente porque não é uma caminhada, e sim um voo!

O amor se encontra no vácuo!

Sabe aquele lugar que a mente insiste em te tirar quando está sem fazer “nada”?

Pois é, foi aí que eu encontrei …

Fui empurrada de um penhasco, tive que jogar a mala pesada…

Minha criatura que tanto me apeguei, meu Frankenstein particular, que entrava sempre comigo no casulo de vítima, saltou junto, mas se desfez! O Sol devorou seu corpo, virou pó!

A realidade Solar é fulminante ao exército das ilusões que vagam no planeta…

Não teve jeito, tive que me desapegar dele…

Eu ali caindo…

Só Eu? Sem vozes? Sem controle?

Uau!

Esse voo rumo ao amor incondicional é mesmo assustador!
Só me restava mesmo soltar tudo o que eu sabia e confiar naquele desconhecido misterioso chamado ” instinto feminino” que me guiava naquele voo assustadoramente libertador!

– Solta e confia!

Confiar em quem? Não há terra firme, estou em queda livre, só como companhia os ventos uivantes ecoando em mim:

– Confia! A cura pelo amor é um voo rasante que coloca a alma na maravilhosa aventura de SER quem se É! Você é o Amor Incondicional! Pra achar, tem que aprender a voar!

E aí? Vai saltar??? Se precisar de ajuda pra se liberar dos traumas e toda bagagem pesada, fala comigo!

Andréia Ferrari


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Sobre o autor

Andreia Ferrari

Andreia Ferrari

É terapeuta holística , tecendo a harmonização do ser por meio de terapias vibracionais e de frequência do som, coaching emocional e técnicas de programação neurolinguística.

Master Practitioner em PNL, Coach Emocional, Praticante de terapias vibracionais há mais de 20 anos.

Facilitadora do “Curandeiras”- Círculos do Sagrado Feminino. Idealizadora dos projetos “Cantos e Encantos” e “Chá de Amor”- acolhimento para gestantes, canalizadora de cantos de cura, formada na Arte do Ser Cantante por Cecília Valentim.

Além disso, também atua como Coach de empoderamento feminino, Master Practitioner em PNL, Barras de Access, Terapeuta Holística e Vibracional.

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