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Será possível encontrar alguém que me faça feliz?

alguém que me faça feliz

Ao falar de relacionamentos, tem se tornado cada vez mais corriqueiro ouvir queixas sobre como os relacionamentos contemporâneos não funcionam. Ambos os sexos parecem insatisfeitos, e não raro ouvimos que “está muito difícil encontrar alguém que me faça feliz”, alguém “bom o bastante para mim”.

Esses conceitos se tornam cada vez mais cristalizados, por isso, é importante falar sobre eles.

Esse mito do amor romântico, do par perfeito, alma gêmea, outro ser capaz de salvar nossas vidas e trazer nossa felicidade, assim como acontece nos contos de fadas, remetem ao amor platônico. O amor platônico vive na fantasia, é da ordem da idealização, não permite que o outro se apresente como é.  É um amor narcísico, pois aquele que ama, ama unicamente suas próprias criações imaginárias do outro, pressupõe como ele é, como deveria ser.

Não cabe ao outro corresponder a essas fantasias, sempre seria uma tentativa impossível e frustrada de se relacionar, pois não tem como o outro tornar-se algo que é fruto de uma produção sua. Sempre haverá algo que falta a ele, que não cabe dentro da fantasia construída com tanto esmero.

Assim, os amores acabam, ou terminam antes de começar, pois nunca houve uma possibilidade de real intimidade. Para que ocorra intimidade, é necessário compreender a existência do outro, que este também traz sua história de vida, seus problemas, suas dores, alegrias, seus desejos, ele não vive exclusivamente para satisfazer suas necessidades, para trazer o que lhe falta.

Ao pensarmos nas mulheres, como muitas foram criadas até então, e nas construções sociais, torna-se mais fácil compreender a angústia em torno do tema relacionamentos.

Mulheres comumente são instituídas a acreditar que precisam de alguém do sexo oposto para completá-las, alguém mais forte, alguém que seja provedor, protetor, amoroso, e que vai trazer toda realização e felicidade que precisam. Sem o casamento, é como se a mulher não tivesse cumprido um dos seus maiores papéis sociais.

Isso se torna mais confuso nos dias de hoje, quando a mulher tem mais opções, mais escolhas, outros papéis que precisa ou quer cumprir. Ela pode se questionar a respeito dessa máxima. Entender os relacionamentos sob outra perspectiva, já não mais uma imposição, um dever, e sim, uma escolha.

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Se um indivíduo projeta seu ideal de felicidade nas mãos de outrem, este vai falhar nesta árdua tarefa, pois ninguém pode trazer a felicidade suprema para outra pessoa. Cabe a cada um amadurecer, buscar seus caminhos, aquilo que se quer, que se deseja, assumir as responsabilidades sobre sua vida, compreender as faltas do outro, assim como as suas, e buscar relações sadias, de cumplicidade.

Sobre o autor

Danielle Navas Munoz

Graduada em Psicologia pela Universidade Metodista de São Paulo. Especialista em Psicopedagogia, pela mesma instituição. Especialista em Psicanálise pela Faculdade de Medicina do ABC. Oito anos de experiência em Psicologia Clínica, e seis anos atuando como Psicóloga Educacional.

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