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Setembro Amarelo: O que é Centro de Valorização da Vida?

Duas pessoas se abraçando
Eu Sem Fronteiras
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Escrito por Eu Sem Fronteiras

Uma das instituições mais sérias do país no combate ao suicídio é o Centro de Valorização da Vida, mais conhecido como CVV.

O suicídio é um problema de saúde pública mundial, combatido no Brasil na campanha Setembro Amarelo. Conheça melhor o CVV e a sua relação com essa campanha.

O que é o Centro de Valorização da Vida

Girassol em um campo
Renda Eko Riyadi/Pexels

O Centro de Valorização da Vida é uma associação civil de filantropia, sem fins lucrativos, fundada em 1962 por Jacques Andrè Conchon. Foi reconhecida como Utilidade Pública Federal em 1973, mantenedora e responsável pelo Programa de Valorização da Vida e Prevenção ao Suicídio. O programa é conhecido pelo slogan “Como vai você?”, que presta serviço gratuito de apoio emocional ao cidadão, sob total sigilo e anonimato, em todo o país.

No início, o CVV foi influenciado pelos Samaritanos Internacionais, grupo inglês fundado em 1953 pelo reverendo Chad Varah. Atualmente é associado ao Befrienders Worldwide e participou da elaboração da Política Nacional de Prevenção ao Suicídio do Ministério da Saúde, com quem mantém um termo de cooperação de linha nacional gratuita de prevenção ao suicídio desde 2015.

A instituição recebe contribuições financeiras de voluntários, de pessoas da comunidade e de diversos segmentos da sociedade como forma de se manter, pois não está vinculada ao governo, a partido político ou a qualquer religião.

Como funciona o Centro de Valorização da Vida?

Pessoa segurando mão de outra pessoa
Pixabay/Pexels

Atualmente, o CVV conta com mais de 120 postos e 3.400 voluntários das mais variadas formações preparados para prestar atendimento. Eles se revezam 24 horas diárias, 365 dias por ano, independentemente se for sábado, domingo, feriado ou festividade.

Os voluntários são preparados por meio de curso gratuito, presencial em uma das sedes ou virtualmente, para prestar uma escuta atenta a qualquer pessoa que procure o Centro de Valorização da Vida para ser ouvida ou obter apoio emocional sem críticas ou julgamentos.

Para ser voluntário, é necessário ter no mínimo 18 anos, pelo menos quatro horas disponíveis por semana e vontade de ajudar pessoas, sabendo que atuará como plantonista por telefone, chat, e-mail ou num dos postos do CVV. A inscrição pode ser feita no link https://www.cvv.org.br/voluntario/.

Também é possível ser voluntário-especialista, que auxilia com conhecimentos e habilidades na divulgação e na captação de recursos e tecnologias para o CVV. Nesse caso, o contato deve ser feito pelo e-mail [email protected]

O Centro de Valorização da Vida ainda cria e apoia programas e ações comunitárias que viabilizam grupos de ajuda emocional, atuam para o autoconhecimento e facilitam grupos de ajuda mútua de familiares e amigos de vítimas do suicídio. Também desenvolvem palestras para jovens e adolescentes como forma de prevenção ao suicídio e rodas de conversa sobre convivência e problemas emocionais. Saiba mais em: https://www.cvv.org.br/cvv-comunidade/.

O CVV Francisca Júlia, de São José dos Campos, tem a característica de uma comunidade terapêutica (hospital), cujo objetivo é amparar pessoas em crises suicidas, transtornos mentais e dependência química. A unidade opera com leitos, ambulatórios e centros de convivência e é conveniada ao Sistema Único de Saúde.

Como entrar em contato com o CVV? O atendimento do CVV, dependendo do meio utilizado, é feito durante 24 horas por dia, todos os dias. Saiba como entrar em contato:

Pelo telefone 188 – 24 horas por dia, sem custo de ligação.

Pessoalmente num dos mais de 120 postos de atendimento, cujo endereço pode ser obtido por meio do link https://www.cvv.org.br/postos-de-atendimento/. Funciona em horário comercial e está temporariamente suspenso em função da pandemia da Covid-19.

Via chat, acessando o link https://www.cvv.org.br/chat/, nos seguintes horários de atendimento: de segunda a quinta-feira, das 9h da manhã à 1h da madrugada; às sextas-feiras, das 15h às 23h; aos sábados, das 16h à 1h da madrugada; e aos domingos, das 17h à 1h da madrugada.

Por e-mail, no qual, da mesma forma que nos demais, são assegurados total respeito, anonimato e o sigilo das informações. O atendimento não é virtual, um voluntário responderá à mensagem. Para acessar, basta usar o link: https://www.cvv.org.br/e-mail/.

O Setembro Amarelo e o Centro de Valorização da Vida

Mãos unidas com fita amarela em formato de luta contra à depressão
123RF | Thitarees

Inspirada em 10 de setembro, Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, instituído em 2003, surgiu a campanha Setembro Amarelo, adotando o mês como o de combate a esse problema mundial de saúde pública.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, nove em cada dez mortes por suicídio podem ser evitadas, e por isso a prevenção é primordial, justificando a campanha.

O Centro de Valorização da Vida trabalha o ano todo contra esse grave problema e intensifica suas ações durante o Setembro Amarelo, tendo iniciado a campanha aqui no Brasil em 2015. Durante o mês, vários segmentos da sociedade contribuem com informações, caminhadas e iluminação de monumentos e prédios na cor amarela.

É possível acessar pelo link do CVV, https://www.cvv.org.br/conheca-mais/, gratuitamente, um conjunto de vídeos sobre o suicídio, produzidos pela entidade, numa linguagem fácil e que favorece o diálogo, sem preconceitos ou tabus sobre o tema. São eles: vídeos direcionados para os jovens, vídeos direcionados a pais e educadores e vídeos para quem deseja ser um facilitador de grupos de apoio a sobreviventes do suicídio.

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Como meio de levar informação acessível e rápida à população, estão disponíveis no mesmo link acima alguns arquivos sobre o assunto desenvolvidos pelo CVV e pelo Ministério da Saúde.

No site do CVV ainda há, por meio do link: https://www.cvv.org.br/links-uteis/, a possibilidade de acessar os sites de muitas instituições que combatem o suicídio na campanha do Setembro Amarelo e durante todo o ano com diversas ações.

Individualmente, por meio do conhecimento sobre o assunto e exercitando uma atenção cuidadosa e amorosa sobre quem está à nossa volta, podemos colaborar para prevenir esse mal que acarreta uma morte a cada 40 segundos no mundo todo. Essa é a segunda causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos, ficando atrás apenas das decorrentes de acidentes de trânsito, de acordo com a OMS. Se formos considerar o âmbito dos familiares e amigos das vítimas, a extensão do problema é ainda maior.

Buscar informação, autoconhecimento e fortalecimento para evitar momentos de depressão e de baixa autoestima e olhar para o semelhante no sentido de identificar as necessidades de ajuda são instrumentos para prevenir o suicídio. Valorize a sua vida e a de quem você estima!

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