Psicologia Setembro Amarelo

Previna-se: Setembro Amarelo

Símbolo do Setembro Amarelo sobre grama verde e um pé humano ao lado.
Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras
De acordo com uma divulgação da OMS (Organização Mundial de Saúde), em 2018, a cada 40 segundos uma pessoa comete suicídio no mundo, o que transforma o suicídio na segunda maior causa de morte entre pessoas de 15 a 29 anos de idade. Os números assustam, mas infelizmente compõem uma realidade que precisa vir à tona e gerar comoção e conscientização. A OMS estabeleceu a meta de reduzir em 10% os casos de mortes por suicídio até 2020. Por isso é que o mês de setembro se tornou Setembro Amarelo, o mês mundial de prevenção do suicídio.

Iniciando suas primeiras atividades no Brasil em 2014, o Setembro Amarelo foi uma iniciativa do CVV (Centro de Valorização da Vida), do CFM (Conselho Federal de Medicina) e da ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria). Em 4 anos, o Setembro Amarelo já conseguiu estimular a divulgação da causa por meio da iluminação de monumentos famosíssimos, como Cristo Redentor, no Rio de Janeiro (RJ), o Congresso Nacional e a ponte Juscelino Kubitschek, em Brasília (DF), o estádio Beira Rio, em Porto Alegre (RS), a Catedral e o Paço Municipal de Fortaleza (CE), Ponte Anita Garibaldi, em Laguna (SC) e o Palácio Campo das Princesas em Recife (PE), além de ações de rua que são promovidas todos os anos, como caminhadas, passeios ciclísticos, passeios de motos e palestras em locais públicos de várias cidade brasileiras.

Mulher sentada no chão com a cabeça abaixada.

No país, num período de 9 anos (de 2007 a 2016), 106.374 pessoas morreram em decorrência do suicídio.
 Para realizar projetos de prevenção, o Ministério da Saúde afirmou que ampliará as Redes de Atenção Psicossocial (RAPS) em cidades onde há alto índice de suicídio, além do apoio ao CVV. Em 2017, 2 milhões de pessoas ligaram de maneira gratuita para o número 188, que oferece apoio emocional e de prevenção do suicídio. O serviço opera 24 horas e também está disponível por e-mail e chat.

Contudo, mais do que projetos de valorização da vida e de discussão sobre saúde mental, também é preciso entender que doenças psicológicas são graves e podem levar ao suicídio. A OMS afirma que já foi reconhecido um vínculo entre suicídio e problemas de saúde mental, como depressão, que é, inclusive, considerada o “mal do século” pelo organização. O transtorno mental se apresenta com um sentimento de tristeza profunda e também com a perda da vitalidade. Isso faz com que se apresentem sintomas que causam o sofrimento e que afetam a qualidade de vida social, familiar ou profissional de quem sofre.

Para prevenir a depressão: 

Tenha cuidado com altos níveis de estresse e não guarde tudo para si. É muito saudável compartilhar as dificuldades do dia a dia. Distraia-se! Leia, aprenda coisas novas, tenha hobbies e se divirta, pois isso ajuda a manter a cabeça ativa e livre de pensamentos negativos ou de preocupações excessivas. O otimismo, ladeado de bom senso, assegura o bem-estar emocional.

Cuidar do seu organismo e da sua saúde física também se reflete na saúde mental, então pratique atividade física regularmente, porque estudos atestam que as atividades incentivam a liberação de hormônios e de outras substâncias importantes para a manutenção do humor. Até a dieta influencia nas emoções, então vale apostar num cardápio que conte com azeite de oliva, peixes, frutas, verduras e oleaginosas (nozes, castanhas…). As gorduras e os antioxidantes presentes nesses alimentos estão associados à maior proteção e conservação das redes de neurônios, fazendo com que a comunicação entre as células nervosas funcione bem.

Psicóloga atendendo uma mulher em seu consultório.

Para tratar a depressão: 

Após o diagnóstico dado por meio de testes e de questionários realizados por profissionais, o distúrbio pode ser considerado leve, moderado ou grave. O tratamento pode ser feito em conjunto pelos profissionais psiquiatras e psicólogos, pois são prescritos medicamentos antidepressivos, que ajudam a regular a química cerebral. A depressão pode durar semanas, meses ou anos, e é imprescindível que o acompanhamento psicológico continue mesmo após a prescrição de remédios, pois, uma vez que a pessoa passa por uma crise, maior é o risco de mais crises ao longo da vida. Assim sendo, o profissional buscará levantar as causas do problema e como ele poderá ser resolvido.

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Terapias e tratamentos alternativos: 

Entre os tratamentos alternativos existem os que são denominados “físicos” e os chamados “naturais”, que são ervas e suplementos, mas estes não possuem eficácia comprovada. Além disso, existem estudos que apontam a acupuntura e a musicoterapia como coadjuvantes na recuperação do bem-estar emocional defasado pela depressão. A recomendação de um estilo de vida saudável permanece para o tratamento da doença. É preciso manter uma dieta equilibrada (existem alimentos, como banana, amendoim, aveia e leite, que aumentam os níveis de triptofano; outras substância, como o magnésio, estimulam a produção de hormônios do bem-estar) e prática regular de atividade física, uma vez que isto eleva o ânimo e a energia. Vale encontrar algum exercício que seja prazeroso para você, como a dança.

 

Mulher em posição de lótus meditando.

Tratamentos físicos: 

Acupuntura – Auxilia contra os efeitos colaterais dos antidepressivos;

Fototerapia – É a exposição à luz de forte intensidade, como a do sol, por 30 minutos diários. Tem efeito antidepressivo comprovado. A fototerapia é particularmente eficiente quando utilizada para a chamada depressão sazonal, que é aquele tipo de depressão que sempre volta numa determinada época do ano;

Ioga – Estudos comprovaram as vantagens da ioga em casos de ansiedade, que costuma se apresentar junto com os transtornos depressivos, além disso a prática mostra muitos benefícios e praticamente nenhum efeito negativo;

Meditação – Proporciona autoconhecimento e controle dos sentimentos, o que pode melhorar a confiança e a autoestima;

Reiki – Técnica que proporciona relaxamento e bem-estar, podendo ser útil para combater sintomas da depressão.

Esteja atento à sua saúde e ao seu próprio bem-estar. Não fique calado caso perceba que precisa de ajuda. Em casos extremos, o CVV dá suporte por meio do telefone 188, que funciona em todo o território nacional, 24 horas por dia e de forma gratuita. Converse com amigos, familiares e nunca deixe de procurar um profissional.

Escrito por: Julia Delgado Santos da equipe EuSemFronteiras

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