Espiritualidade

Somos a soma de nossos antepassados

Mulher deitada em um gramado olhando para suas mãos
Francesca Zama/Pexels
Fernanda Colli
Escrito por Fernanda Colli

Dia de Finados, Dia de Los Muertos, Halloween. Muitos nomes são dados para as festividades e celebrações que ocorrem durante os dias 31 de outubro e 2 de novembro. Não há cientificidade nas datas, muitas vezes a utilizam para atacar religiões e princípios; o fato é que independente de todo o contexto ao redor dessas datas, seja religioso, seja ideológico ou não, trata-se de um momento em que o ser humano escolheu para homenagear quem já se foi.

Alguns vestem fantasias, outros fazem brincadeiras e saem a pedir doces, e muitos utilizam o dia para uma breve reflexão recheada de lembranças do que se foi.

Uma vez que a morte também é uma parte integrante de nossa jornada chamada vida, faz sentido que as pessoas de todo o mundo, de todas as culturas e origens diferentes tenham suas próprias festas reservadas para honrar aqueles que já faleceram. A data, que simboliza a lembrança e o legado de quem já se foi, é marcada por diversos costumes.

Mulher na floresta com o braço em direção ao sol
David Monje/Unsplash

O ser humano é portador de sensações e de uma alma que é constantemente construída e descontruída. Temos que despertar, independentemente de qualquer vivência ou crença, para nossa gratidão pelo o que veio antes, no caso, nossos antepassados.

Mokiti Okada, mentor da Fundação com seu nome, é pontual quando diz:

“Nós, que vivemos atualmente, não somos seres surgidos do nada, sem relação com nada. Na verdade, representamos a síntese de centenas ou milhares de antepassados e existimos na extremidade desse elo. Somos, portanto, seres intermediários de uma sequência infinita, formando uma existência individualizada no tempo. Em sentido amplo, somos um elo da corrente que une os antepassados com as gerações futuras; em sentido restrito, somos uma peça como a cunha, destinada a firmar a ligação entre nossos pais e nossos filhos (…).”

Considerando os dizeres de Mokiti Okada, nossa relação com os antepassados assume um caráter de reciprocidade. Ou seja, assim como somos influenciados por eles em diversos aspectos da vida, nossas atitudes no cotidiano também produzem efeito direto sobre sua condição no mundo espiritual.

Sendo assim, nosso estado de espírito, como nossas alegrias, se tornam a alegria dos antepassados e nossas tristezas, sua infelicidade.

Mulher se olhando no espelho
Min An/Pexels

Devemos fazer a seguinte reflexão: “Como sou a síntese de meus antepassados, as posturas que venho adotando estão contribuindo para a transformação e elevação do seu nível de consciência e espiritualidade, ou será que venho apenas repetindo de forma automática esses padrões de comportamento que se perpetuam geração após geração?”.

A partir desse princípio, notamos a verdadeira homenagem e gratidão com os nossos antepassados, reconhecendo sua importância na formação individual e até em sua atuação na história e de como vivemos o dia a dia. O que sentimos é o que eles sentem. Portanto, devemos procurar preencher nossos dias com alegria e proporcionar alegria a outras pessoas.

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Cuidar e preocupar-se verdadeiramente com a felicidade e bem-estar dos familiares e de nossos semelhantes são práticas que alegram os antepassados.

Dessa forma, vamos conduzir nossos antepassados a este estado de espírito paradisíaco, buscando viver de forma alegre, sorrindo e provocando muitos sorrisos nas pessoas com nosso amor e práticas altruístas.

Sobre o autor

Fernanda Colli

Fernanda Colli

Pedagoga, psicopedagoga, arte-educadora, membro da IOV Brasil, pesquisadora sobre a importância da educação e cultura para evolução da sociedade. Trabalhos e artigos publicados sobre a importância da preservação de nossa identidade. Atua em projetos de manutenção e fomento da cultura popular.

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