Comportamento Convivendo

Tem gente que precisa chocar e magoar para chamar a atenção!

Mulher com a expressão facial estressada e mãos segurando os cabelos.
Ion Chiosea / 123RF
Escrito por Fabiano de Abreu

Atitudes negativas de uma pessoa podem ser uma forma de chamar atenção. Antes de julgar o outro, é importante compreender e refletir sobre as razões que levaram a pessoa a tomar aquela atitude. Afinal, ela pode estar precisando de sua atenção e não soube chamar isso da maneira correta.

Quem nunca se deparou com uma situação em que uma pessoa, seja um familiar, um mero conhecido ou um colega de trabalho teve uma atitude negativa? Ainda mais quando não concordamos com aquilo que está acontecendo bem diante dos nossos olhos. Antes de repreender o outro pela forma infeliz de ter feito tal ação, é importante parar por um instante e entender as razões que levaram aquele indivíduo a agir daquela forma.

Tal conduta pode ser, na verdade, uma forma de aquela pessoa chamar atenção: há detalhes escondidos que nos escapam e, nos dias de hoje, vivemos tão absorvidos em nossos problemas individuais que nos falta disponibilidade e vontade para doar o nosso tempo e a nossa atenção ao outro. Além disso, é preciso compreender também que quando alguém reage negativamente com o intuito de chamar nossa atenção precisamos analisar mais a fundo a situação com discernimento e compreensão.

Se não somos capazes de discernir e entender qual é, necessariamente, a necessidade do outro, ao agir de tal maneira, acabamos realizando um mau julgamento e pioramos o cenário que já é desgastante por si só.

O que fazer então?

A chave para lidar com pessoas que, continuamente, tentam se promover com atitudes negativas é não revidar, não reagir e não levar para o pessoal. Devemos compreender a raiz do problema e tratar a partir daí.

É preciso lembrar que essas pessoas agem por impulso e não possuem domínio emocional, muito menos autoconhecimento para entenderem si mesmas nem sequer sabem, na verdade, quais são as suas verdadeiras necessidades, por isso tentam chamar nossa atenção de uma forma negativa, para que nós tentamos ajudá-los a descobrir o que, de fato, precisam.

Ou seja, eles estão gritando por ajuda.

Mulher grita submersa com as mãos unidas próximas ao peito.
Francesca Zama / Pexels

Quando uma pessoa se encontra nessa situação, inconscientemente ela está dizendo: ‘Por favor, me ajudem! Me salvem de mim mesmo! Eu não sei o que preciso e por isso me irrito tanto!”. Mas tal suporte não é tão fácil assim de ser alcançado. A maioria das pessoas é orgulhosa e não vai aceitar opiniões vazias ou meros achismos. Essas opiniões podem soar como julgamentos e deixá-las até mais nervosas.

O jeito é esperar pacientemente que se acalmem.

Passada a situação negativa, use a sabedoria para lidar com essa situação. É inteligente se afastar por algumas horas e esperar o melhor momento para conversar, um momento em que ambos estarão mais descontraídos e calmos, para voltar ao assunto de uma forma amigável, sem que essas pessoas entendam que estão sendo repreendidas, pelo contrário!

Assim, para obter bons resultados com pessoas impulsivas, elas precisarão sentir que estão sendo acolhidas e que, naquele momento, sua atenção está totalmente voltada para elas.

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Situações como essa são muito comuns. Podem acontecer com um filho, um marido, uma esposa, uma mãe ou um pai… Afinal, podem acontecer com qualquer pessoa. Por isso, antes de recriminar o outro, uma boa dose de paciência é fundamental: atitudes negativas podem não ser um retrato de uma personalidade malvada; podem ser apenas a única forma que conhecem de chamar sua atenção.

Como ajudar?

As pessoas que tentam chamar a atenção negativamente precisam de ajuda para descobrir quem são de verdade. E não é um caminho fácil, pois, dependendo do contexto em que a pessoa se encontra, o tipo de suporte deve ser dado por um profissional que auxilie no caminho do autoconhecimento: em vez de apontar o dedo e julgá-los, indique caminhos para que eles possam descobrir quais são as suas verdadeiras necessidades, porque, na maioria das vezes, eles não sabem quais são.

Sobre o autor

Fabiano de Abreu

Fabiano de Abreu Rodrigues é um jornalista, psicanalista, neuropsicanalista, empresário, escritor, filósofo, poeta e especialista em neurociência cognitiva e comportamental, neuroplasticidade, psicopedagogia e psicologia positiva.

Proprietário da agência de comunicação e mídia social MF Press Global, é também um correspondente e colaborador de várias revistas, sites de notícias e jornais de grande repercussão nacional e internacional.

Atualmente detém o prêmio do jornalista que mais criou personagens na história da imprensa brasileira e internacional, reconhecido por grandes nomes do jornalismo em diversos países. Como filósofo, criou um novo conceito que chamou de poemas-filosóficos para escolas do governo de Minas Gerais no Brasil.

Lançou os livros “Viver Pode Não Ser Tão Ruim”, “Como Se Tornar Uma Celebridade”, “7 Pecados Capitais Que a Filosofia Explica” no Brasil, Angola, Paraguai e Portugal. Membro da Mensa, associação de pessoas mais inteligentes do mundo, Fabiano foi constatado com o QI percentil 99, sendo considerado um dos maiores do mundo.

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