Autoconhecimento Comportamento

Yoga: desistir ou continuar

Back view of attractive Afro American girl in sportswear sitting in lotus position while doing yoga
Juliana Ferraro
Escrito por Juliana Ferraro
Como professora e praticante de Yoga já passei por este momento muitas vezes:

Alunas que começam a praticar com muita empolgação e vontade.

Se dedicam muito e sentem mudanças na vida.

Desaparecem.

Algumas somem sem dar notícias.

As que aparecem de novo e explicam porque pararam tem um tema comum: o Yoga começou a incomodar.

Nesta prática a gente começa a mexer com o corpo. E a partir do corpo físico vamos para a mente. O corpo energético. As memórias, os traumas. As dores psicológicas.

É preciso mexer na ferida pra poder limpar. Não adianta tampar a ferida com um monte de curativo, porque toda vez que você abrir, vai doer mais. E tem tantas coisas guardadas dentro do nosso corpo que ficam armazenadas por anos e anos. Vidas, até.

Começamos a abrir espaço no corpo e a liberar sensações, algumas são muito agradáveis. Outras não. Praticar Yoga não é um mar de rosas o tempo todo. O nosso intuito é chegar neste ponto, o de estar sempre internamente felizes, independentemente das condições externas.

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Para chegar neste ponto, o da verdadeira liberdade – precisamos passar por um longo caminho. Cada pessoa tem o seu e um tempo diferente. Somos todos únicos.

Mas todos precisamos passar por esse caminho. O Yoga funciona como um acelerador de partículas, porque de alguma forma a gente provoca a limpeza e o aparecimento de padrões arraigados.

Esses padrões podem aparecer como forma de dor física. Lesões aparecem para a gente descobrir como é a postura física – e mental – viciada. E a lesão vem pra ensinar como melhorar isso. Adianta parar de praticar? Claro que não!

Parar de praticar quando aparecem os desconfortos é igual andar pra trás. Imagine que você começou a atravessar um túnel. Ele tem uma luz no final, mas pra chegar é preciso andar um certo tempo pelo escuro, mas não adianta nada voltar pro começo do túnel.

É claro que você não é mais a mesma pessoa, mas o trabalho fica no meio. E o curativo não acaba. Precisa ter coragem mesmo pra praticar Yoga, ver o que incomoda e o que precisa ser mudado no dia a dia. Desfazer padrões, mesmo os que causam sofrimento, tiram da zona de conforto e dói.

Mexer nas cicatrizes que pareciam curadas faz parte do processo do Yoga e de nos tornarmos pessoas melhores pra gente e pro mundo.

Não fuja de você mesma. Invista em você!

Pratique, observe, peça ajuda sempre que quiser desistir. E siga firme! Porque vale a pena!

Sobre o autor

Juliana Ferraro

Juliana Ferraro

Juliana Ferraro é psicóloga por formação e viajante por amor às coisas novas da vida. Seu contato com diferentes línguas e culturas começou quando ela ainda trabalhava no Club Méditerranée. Depois fez um mochilão pelo mundo em busca de autoconhecimento. Em pouco mais de um ano conheceu diversos países asiáticos, em especial a Índia, onde fundou uma paixão profunda pela yoga e pela meditação. No Brasil: morou, deu aulas de yoga e se formou como massoterapeuta, em Paraty, RJ. Foi nessa época que concluiu quatro cursos de dez dias de meditação Vipassana e se aprofundou na prática de Ashtanga Yoga. Hoje, ela está estudando Ashtanga Yoga no KPJAYI, em Mysore, Índia. E dá aulas de Ashtanga Yoga online.

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