Autoconhecimento Energia em Equilíbrio Meditação Yoga

Quem é você?

Alessandra Sofia
Escrito por Alessandra Sofia
Chego na minha turma de segunda, aos poucos os alunos vão chegando também, estendendo seus tapetes, formamos uma roda, dou três toques no sino tibetano e começamos.

Hoje nós vamos falar sobre Svadhyaya, quarto Niyama, que pode ser traduzido do sânscrito como autoestudo, autoconhecimento.

Peço que alguém se proponha a responder à pergunta:

“Quem é você?”

A primeira voluntária me responde:

– Sou uma pessoa que não termina as coisas.

A segunda diz:

– Sou casada, tenho dois filhos, e coitado do meu marido, passo o dia dando bronca nele, sou muito brava.

Todos rimos…

Começo então com a metáfora da cebola. Imagine que somos uma cebola…

Nas primeiras camadas vão os rótulos: sou assim, sou assado. Algum dia na vida escutamos alguém dizer algo sobre nós, então nos apegamos a isso como uma verdade inquestionável e nos comportamos de acordo com isso, se alguém diz algo, justificamos, “eu sou assim”.

E os papéis?

Mãe, pai, avô, avó, filho, filha, irmão, irmã, chefe, empregado, aluno, professor, amigo, marido, esposa…

Imagine que cada papel que você exerce seja só mais uma camada dessa cebola.

Nós nos descrevemos através destes rótulos e papéis.

Mas vamos pensar um pouquinho, você sempre foi você, porém nem sempre foi mãe/pai, ou chefe/empregado, ou esposa/marido. Se de repente seus pais já não estão aqui, e você já não é mais filho(a), você não deixa de ser você, certo?

Tudo isso, na verdade, são papéis que você exerce na sua vida. Tanto que às vezes a sua personalidade até muda de um papel para o outro. O você mãe/pai é diferente do você amigo(a), por exemplo.

No yoga, existe uma busca por trás de todos estes “eus”, como se a cada expiração fosse possível descascar um personagem.

Então, ali no coração da cebola, existe uma essência.

Ela é comum a todos nós, alguns só têm mais camadas para retirar.

Lá no fundo todo mundo só quer ser feliz. Todo mundo é bom e tem compaixão pelo próximo. Lá no fundo…

…Então, pratique-a!

Hari Om.

Sobre o autor

Alessandra Sofia

Alessandra Sofia

Meu primeiro contato com o Yoga foi aos 20 anos, quando iniciei aulas no estilo Swasthya Yôga. Queria aprender umas posturas diferente e de quebra ficar mais calma, pois estudava Administração e trabalhava muito, estava sempre correndo. Fiz um tempo e parei, por questão financeira.

Aos 23 anos, logo após ter minha primeira filha, fui morar em Jundiaí, queria emagrecer o peso da gravidez e comecei a fazer personal trainer, mas não estava satisfeita.

Foi quando comecei a sentir que minha vida não caminhava para um lugar que fizesse sentido para mim. Resolvi voltar para o Yoga. Consegui uma professora que fosse em casa e me ensinasse enquanto minha pequena dormia. Ela ensinava Hatha Yoga,e me fez conhecer o outro lado do yoga.

Essa parte, abaixo da superfície, que pode mudar a sua vida e a forma como você lida com ela. Entendi que todos aqueles asanas(posturas) tem apenas um objetivo, preparar o seu corpo e a mente para a meditação. E então a meditação te propõe um sentimento de unidade, conecta você à sua espiritualidade. Pra mim, essa consciência me trouxe o sentido da vida, a felicidade.

Então, em 2015, iniciei minha Formação de Professora de Hatha Yoga pelo IEPY (Prof.Marcos Rojo) que possui dupla titulação com a Escola de Kaivalyadhama, na India, centro de excelência em pesquisa e estudos sobre yoga. Em paralelo realizei uma formação de Aerial Yoga, que trabalha anti gravidade através da suspensão do corpo.

Buscando mais auxilio nas práticas tratativas complementares ( holísticas) fiz cursos de Reiki, Meditação, Vedanta, Neurofisiologia da Meditação, Quiropraxia e me formei como Massoterapeuta em 2017.

Em 2017, fiz também um curso especifico de Yoga Asthanga Vinyasa, uma prática de yoga considera forte.

Desde o inicio de 2016 leciono Yoga regularmente, e iniciei recentemente em um projeto de Yoga no Leite, no Hospital Emílio Ribas (Centro de Infectologia).

Hoje, mas do que nunca acredito nos efeitos da prática realizada com regularidade. Não importa o que te faz estender o tapetinho, se é uma dor nas costas, o estresse, uma busca de auto conhecimento ou até por fins estéticos, a própria prática em si, aos poucos te mostra o seu potencial. E ela te surpreende…

“Pratique e tudo virá!” ( Pattabhi Jois)

E continuando este caminho das Terapias Integrativas estou iniciando a formação em Acupuntura também. Acredito que tanto a Medicina Oriental como a filosofia yogi cada dia mais está se aproximando e agregando a medicina atual. Para mim, este é o futuro para o trabalho de uma longevidade saudável!

Hari Om

Aulas particulares e em grupo
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