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Dia Mundial da Saúde: que ela esteja em cada lar desse planeta

Estetoscópio em um fundo amarelo sobre um coração vermelho
leolintang / Getty Images / Canva
Escrito por Márcia Leite

Estamos vivendo tempos de grandes desafios na área da saúde, nacional e mundial! Parece que entramos em um túnel longo, cheio de espinhos, obstáculos, desvios sem saída, e temos grande dificuldade de enxergarmos a luz lá no final!

Muitos realmente não querem encarar todos os problemas com os quais precisamos lidar, e isso tem causado inúmeros distúrbios psicológicos, os quais até somos incapazes de perceber, dentre eles fobias, estresse, síndromes dos mais variados tipos.

O bombardeio de notícias ruins sobre o governo, a briga política, a quantidade de pessoas enfermas, os que se recuperaram, os que se foram, a fome, o desemprego, o desespero, o escárnio, o descaso, os problemas diários se sobrepõem àquelas que nos trazem esperança.

Somos obrigados a buscar outras maneiras de sairmos dessa situação, mas depois de mais de um ano nessa tortura, as alternativas vão se tornando escassas.

No início, era uma quantidade infindável de lives dos artistas favoritos, os amigos e familiares sempre compartilhavam os links nas redes sociais. As reuniões virtuais pipocavam como se fosse novidades e tudo era motivo para agendar uma conversa coletiva na tela de um computador ou de um celular. Quem não estava habituado a essa tecnologia teve de se adaptar, uns com maior facilidade que outros.

Mulher sorridente fazendo uma videochamada
Dean Drobot / Canva

Teve família que organizou até um roteiro de qual botão tinha que ser apertado quando se quisesse atender a uma ligação de vídeo. Novos aprendizados ocupavam o tempo de muitas pessoas. Não podemos nos esquecer a fase do desapego e da arrumação dos armários da casa, e também o desenvolvimento de dotes culinários, nos quais nunca dava tempo para tentar investir.

Lidar com a nova estética pessoal foi outro item bastante festejado, pelo fato de salões de cabelereiros, parques e academias estarem fechados, os fios brancos foram brotando e aparecendo, assim como os quilinhos a mais ou sinais mais profundos do sedentarismo.

Foram veiculados diversos programas onde se debatiam somente os estragos da doença em si, com explicações sobre possíveis situações de contágio e a prevenção mais adequada. Até hoje se fala em medicamentos, que podem ou não ajudar aos pacientes, porém ainda há uma grande interrogação pela frente, tirando o sono dos especialistas.

As vacinas estão no mundo, ainda em número pequeno à disposição para os mais de 7 bilhões de pessoas que seguem tentando se proteger do contágio. Continua sendo a grande esperança, já se mostrando eficaz na redução de doentes graves em países que estão à frente no processo de imunização.

Há os insanos, que desafiam tudo com festas clandestinas, manifestações contrárias às medidas do governo (incluem-se nesses grupos algumas autoridades), falas desconexas sobre um ser inatingível, altamente “resistente” ou “imune” ao ser invisível, que causa o terror na maioria da população.

Mas e depois de passarmos por tudo isso? Como vamos lidar com o período pós pandemia!

Conversando com amigos e parentes, vejo um grande objetivo comum: festejar a vida! Sim, estar com as pessoas queridas, poder respirar livremente, bater perna por aí, sem rumo, sem medo, sem máscara.

Mãos abrindo uma máscara descartável.
Orachon Paksuthiphol / Getty Images / Canva

Acho que vai faltar data disponível nas agendas de muita gente.

Encontros marcados há muito tempo poderão ser realizados. Formaturas adiadas; casamentos reagendados ou diminuídos; gestações postergadas. Abraços e beijos guardados no coração. Aquele costume latino de estar mais próximo poderá ser reativado.

O futuro se tornando mais palpável é sinal de esperança e que força a nós, humanos, nos agarramos fortemente no dia de amanhã, porém sem deixar que as preocupações nos façam deixar de viver o presente.

Coragem, confiança, alegria de estarmos vivos em cada dia que passa precisam estar em nosso mantra cotidiano. Medo, todos nós carregamos, uns mais, outros menos, mas deixarmos que ele nos domine está fora dos nossos planos. Individualmente, podemos parecer fracos e insuficientes diante do grave momento. Se nos mobilizarmos de forma única e coletiva, veremos o quanto poderemos fazer para chegarmos à vitória robusta, consistente, longeva.

Cobrar de quem é necessário, ajudar quem mais precisa, agradecer sempre, avançar com alegria e destemidamente é nosso maior desafio.

Sigamos de mãos dadas, enfrentemos nosso hoje com bravura, o amanhã será próspero, saudável e feliz!

Que a saúde seja tratada com seriedade e discernimento por todos!

Sobre o autor

Márcia Leite

Graduada em Farmácia e atualmente estudante da área de Humanas, mostro interesse em diversos temas. Incomodada com questões sociais e que mexem com a convivência e a saúde das pessoas.