Arteterapia Saúde Integral

De criança ao adulto, que tipo de pessoa me transformei?

Celso de Godoy Junior

Conforme as propostas Arteterapêuticas já realizadas com essas participantes, favoreceu-se trabalhar as suas experiências de infância, explorando as suas grandes realizações, aprendizagens e conflitos em geral. Dessa forma, é de grande enriquecimento resgatar esses potenciais e lapidar gradualmente as suas dificuldades que podem, desde então, estar afetando negativamente as suas experiências e convivências em geral.

Com isso, iniciamos essa oficina terapêutica ouvindo música:

Paciência – Lenine

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não para

Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso, faço hora, vou na valsa
A vida é tão rara

Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
E o mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência

Será que é tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (Tão rara)

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para (a vida não para não)

Será que é tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (tão rara)

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida é tão rara (a vida não para não… a vida não para)
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência

Com o término da música, cada participante foi orientada a fazer um  porta retrato, através do uso de uma imagem de revista, refletindo as memórias da sua infância, as boas aprendizagens que adquiriram quando criança e o que aprenderam na infância e ainda trazem negativamente em suas atitudes atuais e desejam mudar esses comportamentos.

Nestes instantes, foram disponibilizados diferentes materiais artísticos; colas coloridas, fitas decorativas, canetas hidrocor e adesivos diversos.

Com isso, cada pessoa se concentrou em suas lembranças e confecções artísticas, utilizando diferentes materiais em geral.

Durante essas produções, o ambiente foi enriquecido com belos sons, músicas instrumentais que favoreceram o bem-estar e a concentração psíquica.

De acordo com esses trabalhos, além das expressões escritas, ambas trouxeram símbolos de equilíbrio, luz, amor e companheirismo.

Junto destes sentimentos protetores, também representaram a força da liberdade, a esperança e a atração pelo bem superior, espelhando o desejo em somar com as suas contribuições, mudanças, justiça e determinação em suas realizações […].

Para finalizarmos, ouvimos uma mensagem com os olhos fechados:

Quando você consegue enxergar a outra pessoa,

Conseguirá entender no que poderá ajudá-la;

Ajudando, você se ajuda a viver melhor.

Quando transmite o bem ao outro,

Primeiro, você se fortalece deste bem, para depois doar as boas energias às outras pessoas.

É preciso amar as pessoas

como se não houvesse o amanhã;

Pois só o amor,

Só o amor,

Transforma o que é verdade! – Renato Russo.

Ainda com os olhos fechados, foram orientadas a fazer uma respiração profunda.

Inspirando leveza e equilíbrio para dentro do seu corpo e da sua mente.

Inspirando e respirando,

preenchendo-se de Amor e Paz interior.

Com calma e tranquilidade, abriram os seus olhos e se dispuseram a acreditar e contribuir com a renovação da sua vida.

Resignificação, o ato de renovar o Eu interior, fortalecendo os seus potenciais e aprendendo a fazer seus males se transformarem em reflexões, aprendizados e crescimento da sua qualidade de vida!


Referências Bibliográficas

CARNEIRO, C. Arte, neurociência e transcendência. Rio de Janeiro: Wak Editora, 2010.

FURTH,G. M. O mundo secreto dos desenhos: uma abordagem junguiana da cura pela arte. São Paulo: Paulus, 2004.

ORMEZZANO, G. Educar com Arteterapia: propostas e desafios. Rio de janeiro: Wak Editora, 2011.

Sobre o autor

Celso de Godoy Junior

Celso de Godoy Junior

Atua há mais de seis anos nas áreas da Educação, Escritor e Terapeuta com foco em práticas resignificativas ao resgate da qualidade de vida pessoal, familiar, profissional e social. Além disso, também trabalha desde o início do ano de 2017, como Professor de Graduação de Pedagogia e Pós em Arteterapia e Psicopedagogia.

Paralelo as suas inúmeras experiências socialmente e em Escolas do Estado, Município e os múltiplos conflitos dos alunos, a falta de interesse nos estudos, desrespeito aos professores e demais desmotivações entre ambas as partes, realiza desde meados de 2018, um Projeto com Palestras Educacionais a Instituições do Ensino Básico, Superior e Empresas. Orientando cada professor, cuidadores e funcionários do meio corporativo, a maior conscientização em suas reações e ações positivas, capacitando-os sucessivamente para lidar com emoções perturbadoras, conseguirem manter relacionamentos saudáveis e resultados globais em suas experiências de vida.

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Ateliê terapêutico: em Bragança Paulista-SP