Autoconhecimento

5 problemas de autoestima que afetam muitas pessoas

Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras
Entender o comportamento humano é um dos maiores mistérios e desafios da humanidade, principalmente para quem é estudioso da área. Existem muitos transtornos que podem ser desencadeados e a lista de nomenclaturas só aumenta, ao longo dos anos. Um dos fatores mais comuns, tido como um gatilho para desencadear problemas que mexem com o estado psicológico de alguém, é a autoestima, que fica quieta em um canto, onde se camufla como inofensiva, mas carrega consigo um peso muito grande.

Ninguém está livre de lidar com a autoestima, pois, como seres humanos suscetíveis a dores e a momentos não tão agradáveis, há possibilidade de se desencadear algo maior dentro dessa esfera psicológica. Normalmente, os casos mais comuns ocorrem na adolescência, em que os acontecimentos se dão de forma mais intensa, em que se vive à flor da pele. A absorção de informações, sentimentos, amizades, amores, convívio com os pais, bullying, entre outros fatores, compõe uma série de pontos que vão se somando durante o percurso até a vida adulta, podendo conjurar, no meio do caminho, alguns demônios que insistem em nos confrontar, sobretudo em relação à aparência física.

Para ilustrar esse quadro, fizemos uma seleção com algumas situações que muita gente já viveu ou está vivenciando atualmente, detalhando como elas afetam o curso natural de nossas vidas. Se você se enquadra em algum dos casos, reflita, busque ajuda e deixe ir embora qualquer dilema que esteja te perturbando. Você merece e deve ser feliz!

Corresponder a um padrão imposto

Quem nunca se questionou em algum ponto da caminhada sobre a própria aparência, ao fazer comparações com as top models da revista ou com as garotas saradas de corpos torneados que ficam de enfeite nos programas de televisão, que atire a primeira pedra. Como humanos competitivos, sabemos que isso mexe de alguma forma com o nosso ego e esse é um artefato que as indústrias do marketing e do consumo sabem muito bem utilizar. De propagandas de cerveja a retoques no Photoshop, o que não falta é a busca pela perfeição. Em tempos de empoderamento feminino, o questionamento que fica é esse: qual é o preço a ser pago por tentar seguir esse estereótipo? Centenas de meninas se acham feias, buscam na magreza um meio de se sentirem bonitas, abrem mão da saúde, ficam doentes e depressivas por conta desse perfeccionismo exacerbado que não ajuda em nada.

Se considerar uma pessoa feia

Beleza é algo bastante subjetivo, mas, mesmo assim, de tempos em tempos as novas tendências surgem e, com elas, o que é considerado bonito muda e passa a dividir opiniões. Entretanto muita gente não consegue se encaixar nos novos moldes e conclui que está na categoria de pessoas feias. Algumas se sentem excluídas por pensarem assim, não interagem, se isolam e acreditam que desta maneira estarão escondendo sua feiura do mundo. Desenvolver amor-próprio é complicado, ainda mais quando há um coração ferido na jogada. Depois de um determinado tempo, as coisas tomam os rumos necessários e o que antes era visto como fraqueza se transforma em força. O belo está além de qualquer traço do rosto, está no bem, no coração e no que é agradável.

Se sentir indigno de um elogio

Você até se gosta e sente um carinho por sua história, no entanto, quando alguém solta um elogio, é a hora de se questionar e duvidar se tal gracejo foi verdadeiro ou não, já que muitos veem o ato como uma brincadeira ou um esforço do outro para agradar. Neste impasse de aceitar ou não um elogio, a sua mente já viajou para outros pensamentos, emaranhou as ideias em sua cabeça e ainda assim você continua se perguntando se é digna ou não do elogio que recebeu.

A doçura não tão doce da infância e o complexo de inferioridade

Possivelmente, o complexo de inferioridade começa a atacar já na infância, fase em que as crianças estão formando caráter e personalidade. Por mais doces e inofensivas que possam ser, todo o processo de desenvolvimento nessa idade é fortemente influenciado pelo modo como os pais as criam, com fatores externos que vão além de uma boa educação em casa, como diagnóstico de doenças psíquicas e transtornos, dentre outros elementos que influenciam muito a formação de uma criança. Nesse ponto, sofre quem bate e quem apanha, não tem para onde escapar. O grande problema é quando esse pesadelo atormenta até a fase adulta. Achar que não é capaz de arrumar um namorado, se diminuir porque se autodeclara burro ou longe de alcançar uma boa posição no mercado de trabalho, não fazer amigos por medo de ser rejeitado e por aí vai… Estes são apenas alguns dos motivos que levam muitas pessoas a buscar terapia e tratamentos do tipo.

A confusão causada pela adolescência

Se é na infância que nascem tais adversidades, é na adolescência que elas se intensificam. Ser adolescente é comportar uma cuca estranha num corpo estranho. Tudo se transforma, se agita, se estica, os papos mudam, o centro das conversas se foca em romance, meninos, meninas, sexo, corpo. É aqui que as neuras com o corpo surgem, os apelidos se arrastam pelos o quatro cantos, e o que era pra ser uma época rica em aprendizado e descobertas se torna um tormento sem fim.

Tudo varia de acordo com o contexto dos fatos. Se o seu caso exige uma abordagem profissional, não deixe de ouvir uma opinião médica. Desta maneira, dar os passos necessários para se tratar será uma tarefa muito mais simples.


Escrito por Juliana Alves da Equipe Eu Sem Fronteiras.

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