Convivendo

Será que “eles” sempre têm a razão?

Mulher mostrando algo no computador para homem ao seu lado
NESA by Makers/ Unsplash
Escrito por Giselli Duarte

Hoje gostaria de falar sobre algo que vem me chamando atenção há algum tempo. Será que aqueles dizeres sobre o cliente sempre ter razão e que os candidatos a uma determinada vaga são sempre vítimas são válidos? E o que isso tudo tem a ver com o autoconhecimento?

Você tem tempo? Porque hoje eu acho que vai ser um daqueles dias em que eu escrevo um ebook em forma de artigo (risos).

Se você é como eu e aplica as técnicas aprendidas nos cursos e nas terapias por aí, acaba colocando autoconhecimento na vida, 360 graus. Até porque se não for assim não faz sentido.

Trabalhando em algumas frentes, de um lado eu sempre lidei com clientes e de outro com colaboradores e até mesmo com candidatos, quando precisei supervisionar todo o processo de um determinado departamento. Conheci pessoas incríveis em todos os lugares e aprendi demais da conta com cada um! Ainda aprendo. Existem situações que eu já vivenciei e outras que me compartilharam, quando os assuntos são semelhantes aos dos quais já vamos falar.

Clientes sempre têm razão, será?

Notebook aberto na mesa com uma xícara de café ao lado e um bloco de notações
Andrew Neel/ Unsplash

Acredito que a afirmação acima foi criada e espalhada da mesma forma que muitas crenças limitantes também foram. Muita gente, enquanto na posição de cliente, acha mesmo que tem razão sobre tudo. Em alguns casos acabam inclusive perdendo o senso do respeito por achar que podem fazer qualquer coisa, pois afinal são clientes.

É importante dizer que os clientes têm, sim, razão, quando há uma razão acompanhada pela integridade, respeito mútuo e bom relacionamento entre ambas as partes.

Uma das redes sociais que mais mostram esses resultados é o Linkedin. Gosto das redes sociais pela democracia em poder compartilhar as opiniões, todavia tudo isso precisa ser feito com certo cuidado, pois assim como existem para uma exposição positiva, muitas vezes acabam sendo utilizadas para outras finalidades não tão positivas assim. Sem expor ninguém, mas talvez uma situação, é possível ouvir e compreender o outro quando há insatisfações em uma relação comercial.

Manter um cliente e entregar resultados é muito bom, melhor ainda quando cada um entende até onde vai a relação comercial, o cumprimento de cada papel sem prejudicar o outro.

Enquanto você estiver como FORNECEDOR(A), seja sempre cordial, solícita(o), saiba gerar encantamento na sua prestação de serviço e entregue um pouco mais do que o cliente espera. Entretanto, mantenha o botão do respeito e dos limites sempre ligados. Enquanto você estiver como CLIENTE, seja paciente, participativa(o), educada(o), ajuste o prazo em conjunto quando precisar, seja flexível e entregue o maior número de informações importantes que puder com relação àquilo que vocês estão trabalhando em conjunto (o trabalho nunca é apenas do fornecedor), todavia, mantenha o botão do respeito sempre ativado.

Não importa em qual mercado você atua, respeito e uma boa parceria são fundamentais para que a engrenagem do sucesso caminhe a todo vapor!

Você que lute

Mulher mexendo no computador ao lado de outra mulher
Priscilla Du Preez/ Unsplash

Imagine uma destas situações: o(a) candidato(a) se compromete a ir a uma determinada entrevista e depois de aprovado(a) desiste, some ou começa a trabalhar no concorrente logo após ser contratado na sua empresa.

Quem é empreendedor consegue sentir a insatisfação do que é arcar com esse ônus. Cá para nós, empreender no Brasil já é um grande desafio por si só. Muitas leis e burocracias acabam atrapalhando mais do que ajudando um(a) empreendedor/empresário(a). O(a) empreendedor(a) que faz tudo certinho como mandam as leis, têm de arcar com custos que não estavam programados, como uma saída repentina, quebra contratual ou até mesmo a desistência de uma entrevista em cima da hora. Isso pode gerar prejuízo a curto e talvez a médio prazo para ele(a). É importante ressaltar aqui que eu falo de casos em que as vagas, por exemplo, são idôneas e não abusivas.

Existe uma crença de que o empreendedor é rico, do ponto de vista material, por natureza. De que não sofre consequências, e se sofrer tudo bem, ele é empreendedor. Essa é uma grande ilusão e precisa ser levada à luz do conhecimento além do senso comum.

Luz à realidade

Mulher segurando uma xícara escrito "como uma chefe"
Brooke Lark/Unsplash

Atualmente, existem muitos casos de sucesso de empreendedores que deram a volta por cima, começando com pouco ou com quase nada, lidando com as dificuldades triplicadas pelo simples fato de pertencerem às classes C, D ou E ou ainda por serem negros, por exemplo. É tão emocionante quando vejo pessoas trilhando esse caminho do empreendedorismo, e que apesar das adversidades buscam a realização de seus objetivos, pois são movidas pelo seu propósito.

Por essas e tantas outras sinto a importância de cada vez mais haver uma junção de tudo o que existe (vida profissional, pessoal, afetiva, financeira, relação no trabalho, o que você come, como você se comunica etc.) com o autoconhecimento. Mais do que tudo, que o desenvolvimento humano seja autêntico e genuíno.

Buscar pelo aprimoramento faz de nós seres humanos extraordinários. Permitir adentrar neste Universo de autoconhecimento é primeiro se autoconhecer para depois conhecer o próximo. Entender e compreender que nada é “não estou nem aí para os resultados que eu causei em você, pois eu faço o que eu quiser”, mas sim “as minhas escolhas repercutem no seu espaço e por isso tomarei mais cuidado com tudo o que eu fizer para que nem eu nem você sejamos prejudicados com as minhas atitudes”.

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Quando falamos em criar um mundo melhor, a prática precisa ser integral. E quando se passa mais tempo no trabalho do que com a família a urgência em mudar os velhos paradigmas fala mais alto. Não é mesmo?

Propague o bem, invista no seu autoconhecimento e no do próximo por meio de terapias e até mesmo cursos, seja mais uma daquelas pessoas que agem amorosamente, independentemente da relação em que você se encontrar.

Seja um exemplo, dê exemplo e crie uma atmosfera de coisas boas.

Só temos a ganhar.

  • Giselli Duarte

    Giselli Duarte

    Fundadora da Terapeutas Digitais | Estrategista de Negócios
    [email protected][email protected][email protected](12) 99629-2906@giselliduarte_@app.terapeutas.digitaisgiselliduarte.comgiselliduarte.com/ensaios@nocaminhodoautoconhecimento@terapeutasdigitais@giselliduarte_1linkedin.com/in/giselliduartegiselliduarteeeeTerapeutasDigitais@Terap_Digitaisopen.spotify.com/show/1rpsi8CvX8mM6Fa1R3e2Hy?si=LCFtTezQQWSGWBo8HB3cJg&utm_source=whatsapp

    Giselli Duarte atua na interseção entre negócios, inovação, comportamento humano e comunicação estratégica, apoiando profissionais e empresas na construção de posicionamentos consistentes, no desenvolvimento de processos e na tomada de decisões relacionadas ao crescimento de seus negócios.

    É fundadora da Terapeutas Digitais®, empresa dedicada ao desenvolvimento de soluções para psicólogas e terapeutas. Ao longo dos anos, o projeto evoluiu e ampliou sua atuação, reunindo estratégia, comunicação, marketing, gestão, tecnologia, produtos digitais, mentorias, consultorias e outras soluções desenvolvidas especificamente para esse mercado.

    Também é fundadora da Prana Comunicação, marca por meio da qual atua com empresas de diferentes segmentos, integrando estratégia, comunicação, marketing e desenvolvimento comercial. O trabalho envolve áreas como posicionamento, planejamento, comunicação institucional, presença digital, produção de conteúdo, LinkedIn, e-mail marketing, prospecção B2B, materiais comerciais, sites e apoio ao desenvolvimento de novas oportunidades de negócio.

    Ao acompanhar empreendedoras ao longo dos anos, Giselli percebeu que determinados desafios de comunicação, vendas, posicionamento e gestão continuavam se repetindo mesmo após mudanças de estratégia. A partir dessa observação, criou o Método Origem, metodologia utilizada em suas mentorias, diagnósticos e projetos estratégicos para investigar o contexto em que determinados padrões, comportamentos e decisões foram construídos antes da definição de novas estratégias.

    Sua atuação parte da compreensão de que empresas são construídas por pessoas e que, por isso, determinados desafios empresariais também podem estar relacionados à forma como suas lideranças se comunicam, tomam decisões, estabelecem relações, respondem às mudanças e conduzem o próprio negócio. Essa perspectiva aproxima sua experiência em estratégia e gestão dos estudos desenvolvidos ao longo dos anos sobre comportamento humano.

    Giselli é formada em Marketing, possui MBA em Gestão Estratégica de Negócios e pós-graduações em Design Gráfico, Inteligência Artificial aplicada a Growth Marketing, Psicanálise Clínica, Inteligência Emocional e Constelação Familiar Sistêmica. Também possui extensão em Gestão de Projetos pela PUC-Rio e atualmente cursa Direito.

    Paralelamente à formação acadêmica e empresarial, desenvolveu uma extensa trajetória de estudos ligados ao desenvolvimento humano e às práticas integrativas. É formada em Hatha Yoga e Reiki Master e possui estudos e formações em meditação, atenção plena, técnicas de respiração, práticas contemplativas, Programação Neurolinguística (PNL) e outras abordagens integrativas. Já ministrou aulas de yoga e meditação e criou o projeto Pranayama, que reuniu yoga, meditação e surf.

    Ao longo de sua trajetória profissional, atuou em diferentes setores e contextos, passando por tecnologia, comunicação, marketing, área comercial, empreendedorismo, engenharia e startups. Essa diversidade de experiências contribuiu para uma visão multidisciplinar sobre gestão, posicionamento, inovação, comportamento, processos e desenvolvimento de negócios.

    Giselli também possui uma trajetória consolidada na escrita. É autora de quatro livros e coautora de sete obras, além de participar de outros projetos editoriais. Escreve para o portal Eu Sem Fronteiras desde 2016 e também publica artigos na Revista Statto. Sua produção aborda temas relacionados a comportamento humano, comunicação, empreendedorismo, espiritualidade, autoconhecimento e desenvolvimento pessoal.

    Também atua como instrutora de meditação nas plataformas internacionais Insight Timer e Aura Health, nas quais publica meditações guiadas, práticas de respiração e conteúdos relacionados à atenção, presença, yoga, autoconhecimento e desenvolvimento humano.

    Além da atuação empresarial, Giselli realiza mentorias voltadas a empreendedoras. Os acompanhamentos podem envolver estratégia, posicionamento, comunicação, marketing, vendas, gestão e questões relacionadas ao Método Origem, de acordo com o contexto, os objetivos e as necessidades de cada negócio.

    Também atua como mentora voluntária na Rede Mulher Empreendedora (RME), apoiando mulheres na análise de desafios relacionados à gestão, posicionamento e desenvolvimento de seus negócios.

    Sua trajetória reúne áreas que, à primeira vista, podem parecer distintas, como negócios, comunicação, tecnologia, comportamento humano, psicanálise, pensamento sistêmico, yoga, meditação e terapias integrativas. Em sua atuação, esses conhecimentos funcionam como diferentes perspectivas para compreender pessoas, empresas e os processos envolvidos na construção e no desenvolvimento de um negócio.

    Curso: Meditação para quem não sabe meditar Livros: Conheça meus livros Aplicativos: meditações guiadas disponíveis no Aura Health e Insight Timer