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Quando a Terra dá sinais, como escolhemos responder

Estrada parcialmente alagada, com água cobrindo a pista e as faixas amarelas centrais.
KSwinicki / Getty Images Pro / Canva
Escrito por Giselli Duarte

Enchentes, secas, calor extremo… os sinais estão por toda parte. Mas diante de tantas mudanças, como reagir sem cair no medo ou na negação? Entre preocupação e consciência, existe um caminho possível. Quer entender qual é? Continue a leitura.

As mudanças climáticas deixaram de ser um assunto distante. Elas estão diante de nós, no noticiário e na janela de casa. Em muitos lugares do mundo, a rotina foi alterada por enchentes, secas prolongadas, ondas de calor, quedas bruscas de temperatura. No Brasil, já vimos cidades inteiras submersas, famílias perdendo tudo em poucas horas, bairros inteiros vivendo meses de reconstrução.

Em alguns lugares, o calor se torna quase insuportável. Em outros, o frio chega de forma inesperada e intensa. Há regiões que passam meses sem chuva, enfrentando racionamento de água e prejuízos na agricultura. Em outras, a chuva não dá trégua. O excesso e a escassez parecem alternar sem aviso. Tudo isso impacta o planeta, mas também impacta o nosso emocional. Surge a sensação de insegurança, a pergunta de até onde isso vai… a chamada ecoansiedade tem crescido, especialmente entre quem acompanha as notícias com frequência. É um medo difuso, uma preocupação constante com o futuro.

Diante desse cenário, há duas frentes importantes. A primeira é coletiva. Precisamos de políticas públicas sérias, planejamento urbano, respeito ao meio ambiente, redução de desmatamento, cuidado com os recursos naturais. Mas há também a frente individual. O que cada um pode fazer, especialmente quem vive em áreas vulneráveis e não tem condições de se mudar?

A prevenção se torna uma forma de cuidado. Não é pessimismo, é responsabilidade. Ter um plano básico pode fazer diferença em momentos críticos. Uma mochila de prontidão para evacuação rápida já é realidade para muitas famílias. Infelizmente, hoje isso deixou de ser exagero. Essa mochila pode conter roupas leves e também uma peça mais quente, dependendo da região. Água potável em garrafas bem vedadas. Alimentos não perecíveis e fáceis de transportar, como frutas secas, barrinhas de cereal, castanhas, biscoitos simples. Lanternas com pilhas extras. Rádio portátil a pilha, daqueles modelos tradicionais que funcionam mesmo quando falta energia. Lenços umedecidos, papel higiênico, absorventes, itens básicos de higiene.

Pessoa colocando alimentos, água e papel higiênico em uma caixa de papelão.
DragonImages / Canva

Se há animais na família, eles precisam estar no plano. Ração em porções pequenas, potes dobráveis, guia, caixa de transporte quando possível. Em situações de enchente ou evacuação, deixar os animais para trás pode ser fatal. Muitas pessoas já têm mostrado que é possível resgatar e levar seus companheiros, mesmo em meio ao caos. Documentos importantes também devem estar organizados e de fácil acesso, preferencialmente em uma pasta impermeável. Carregadores portáteis para celular ajudam a manter a comunicação ativa. Pequenos detalhes fazem diferença quando o tempo é curto.

Para quem mora em áreas de risco, acompanhar os alertas da Defesa Civil, conhecer rotas de saída, conversar com vizinhos sobre planos de ajuda mútua pode aumentar a segurança coletiva. Comunidade faz diferença em momentos extremos. Ao mesmo tempo, é fundamental cuidar do estado interno. Informação é necessária, mas excesso de exposição a notícias alarmantes pode paralisar. Buscar equilíbrio no consumo de conteúdo ajuda a manter a mente mais estável. Não se trata de ignorar a realidade, mas de dosar.

Aterramento emocional é prática diária. Respirar de forma consciente. Manter a rotina quando possível. Fortalecer vínculos familiares. Conversar sobre planos com serenidade, sem pânico. Crianças, por exemplo, percebem o clima emocional dos adultos. Se o adulto transmite organização e preparo, a criança se sente mais segura.

Também podemos rever hábitos. Economizar água. Reduzir desperdícios. Apoiar iniciativas ambientais sérias. Cuidar do lixo produzido, parar de jogar lixo em córregos a céu aberto, não jogar fraldas e absorventes no vaso sanitário e deixar entulho na calçada da casa. Pequenas ações individuais não resolvem tudo, mas contribuem para uma cultura mais responsável.

Há algo importante a reconhecer. Nem tudo está sob nosso controle. Isso pode gerar frustração, mas dentro do que está ao nosso alcance, agir traz sensação de autonomia. Preparar uma mochila de emergência não significa viver com medo constante. Significa estar pronto, caso seja necessário. O equilíbrio está em dois movimentos simultâneos. Cuidar do planeta no que for possível, pressionar por mudanças estruturais e, ao mesmo tempo, organizar a própria casa para cenários adversos. Prevenção e consciência caminham juntas.

É compreensível sentir tristeza ao ver imagens de cidades alagadas ou de regiões devastadas por incêndios. É humano sentir preocupação com o futuro. O desafio é não permitir que esse sentimento se transforme em paralisia. Manter o centro interno ajuda a agir com lucidez. Quando a mente entra em desespero, decisões precipitadas podem surgir. Quando há um mínimo de organização, mesmo em situações difíceis, as escolhas tendem a ser mais sábias.

A Terra está dando sinais. Podemos responder com negação, ou podemos responder com consciência. Preparação externa e equilíbrio interno são duas faces da mesma atitude. Agir com sabedoria, mesmo em tempos incertos, é uma forma de respeito à própria vida e à vida coletiva. Compartilhe esse texto com seus amigos e familiares!

Sobre o autor

Giselli Duarte

Sempre fui movida pela curiosidade e pela busca constante por aprendizado. Minha trajetória percorreu diferentes áreas, da carreira corporativa a experiências menos convencionais, como um curso de DJ. Esse caminho diverso ampliou meu repertório e me trouxe a compreensão de que cada fase contribui de forma concreta para o trabalho que realizo hoje.

Com espírito empreendedor desde cedo, iniciei minha vida profissional aos 14 anos como jovem aprendiz e, aos 21, legalizei meu primeiro negócio. Desde então, criei, conduzi e participei de projetos diversos, sempre unindo visão estratégica, organização e consistência na execução.

Atuo na interseção entre marketing, negócios e comportamento humano, apoiando profissionais e empresas na construção de estratégias claras, posicionamento consistente e processos de crescimento bem estruturados. Ao longo da minha trajetória, trabalhei como profissional PJ em projetos para empresas de diferentes segmentos, como engenharia, startups, agências de comunicação e administração de condomínios. Essa vivência trouxe uma visão prática sobre modelos de negócio, tomada de decisão, estrutura e posicionamento em contextos variados.

Sou formada em Marketing, com MBA em Gestão Estratégica de Negócios, pós-graduação em Design Gráfico e Inteligência Artificial aplicada a Growth Marketing. Em paralelo, aprofundei meus estudos em comportamento humano, autoconhecimento e processos de autorregulação, com formações e pós-graduações em Psicanálise Clínica, Constelação Familiar Sistêmica e Inteligência Emocional.

A experiência com o burnout foi um ponto de inflexão na forma como conduzo minha vida e minha atuação profissional. A partir desse momento, o Yoga e a Meditação passaram a fazer parte do meu caminho, levando à formação em Hatha Yoga, à Especialização em Atenção Plena e Educação Emocional, à Formação de Instrutores de Yoga para Crianças, Jovens e Yoga na Educação e Terapias Integrativas. Esse percurso ampliou minha compreensão sobre saúde emocional, atenção e desenvolvimento humano em diferentes fases da vida.

Compartilho esse conhecimento como colunista aqui no Eu Sem Fronteiras. Também atuo como instrutora de meditação nas plataformas Insight Timer e Aura Health, onde desenvolvo práticas e conteúdos em áudio e formato de podcast, voltados ao cultivo de presença, clareza e equilíbrio.

Como autora, publiquei os livros No Caminho do Autoconhecimento, Lado B e Histórias de Jardim e Café, reunindo reflexões e vivências ligadas ao comportamento humano e à forma como nos relacionamos com a vida e o trabalho.

Atualmente, estou à frente da Terapeutas Digitais, uma agência de marketing especializada em profissionais da área terapêutica. Desenvolvo planejamento de marketing, mentoria, estratégia digital, gestão de redes sociais premium e estruturação de posicionamento, comunicação e processos que conectam marca, público e objetivos de negócio.

Minha atuação como mentora de negócios integra marketing, estratégia e autoconhecimento. Parto do princípio de que empreender exige clareza interna, postura e decisões conscientes, e que, muitas vezes, os desafios do negócio estão diretamente ligados à forma como a profissional se posiciona, escolhe e se relaciona com o próprio trabalho.

Também realizo trabalho voluntário como mentora na RME, Rede Mulher Empreendedora, idealizada por Ana Fontes, participando de mentorias pontuais voltadas ao apoio estratégico de mulheres empreendedoras.

Acredito que negócios alinhados com quem somos ganham mais sentido, direção e impacto. É assim que escolho atuar e é esse caminho que sigo construindo.

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Meditação para quem não sabe meditar

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