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A aventura de aprender e as condições para um bom aprendizado

Realizar uma resenha pressupõe considerar alguns critérios, como a escolha do artigo ou livro sobre determinada temática, do autor, do período em que foi publicado, da abordagem adotada pelo autor. Essa resenha se trata do aprender, do aprendizado desde que nascemos até a presente data. O objetivo desse texto é falar sobre como as condições auxiliam no aprendizado, como a família, a sociedade e a interação entre todas essas áreas.

O aprendizado é milagroso, em minha opinião, esse milagre acontece com certas influências e de preferência desde o ventre materno.

O bebê precisa de estímulos desde a fase gestacional. Ao ouvir a voz da mãe e do pai ele já demonstra reações e, se continuarmos com esses estímulos após o nascimento essa criança sempre irá reagir e pedir mais e mais informações. Ao passar dos anos essas crianças sedentas de informações tornam-se estudantes.

Esses estudantes não são só e simplesmente   estudantes e sim pessoas, pessoas essas que possuem seus próprios aprendizados, seus próprios conteúdos. Pessoas essas que abdicam de certos prazeres da vida como ficar ao ar livre apenas observando uma paisagem para se dedicar a extremos treinos de basquete ou de futebol ou de qualquer outra atividade que seja exigida horas e horas. Este também é um aprendizado e que concordo que possa ocorrer desde que seja da vontade desse estudante.

Temos também estudantes especiais que nem sempre entendem o que o “mestre” está dizendo, mas a meu ver o que importa é que eles estejam inseridos na sociedade. No mundo do saber, no mundo do ser.

Nesse mundo do aprender, do ser na sociedade, quem é o mediador? O professor, o docente.

Penso que o docente não está ali apenas  para ensinar, pois o estudante já traz consigo a vontade, o estímulo, a inteligência. Cabe a mim também (docente) ser decente e despertar toda essa vontade no estudante. De que maneira? Disponibilizando imagens, sons, ruídos, materiais que façam aflorar essa vontade talvez contida. Da mesma maneira que nos docentes criamos, mudamos e acrescentamos estratégias, os estudantes também têm suas próprias maneiras de aprender e devemos respeitar o tempo e modo de cada um.

Há até bem pouco tempo os professores eram únicos e não gostavam de misturar saberes, hoje já não vemos mais dessa maneira. “Devemos sim nos capacitar em diferentes saberes para que possamos trabalhar em equipes interdisciplinares, adequando os saberes de acordo com a sociedade”. É o caso dos meninos e meninas com aprendizado especial, devemos buscar novos saberes para atendê-los e inseri-los cada vez mais na sociedade. Acredito bastante que o aprendizado seja como o condicionamento físico, se um sedentário corre 50 metros ficará com a língua de fora, mas se ele insistir e fizer isso quase todo dia,  ao longo  de um tempo ele não terá mais a língua caída e sim conseguirá percorrer cada vez mais distâncias maiores.

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O aprendizado é como esse condicionamento físico, a cada informação oferecida pelo mediador (professor, docente) o estudante vai agregando essa informação ao seu conhecimento prévio. E com isso seu condicionamento do aprender se aprimora.

Nos últimos anos têm surgido iniciativas para a mudança no ensino, mudanças para o aperfeiçoamento da relação professor/estudante. Alterações essas no âmbito de melhorar os currículos, acrescentar novas tecnologias no ensino e mudar a forma de diálogo entre mediador e aluno. Deixar de lado a forma de diálogo linear e passar a dialogar com perguntas efetivamente reflexivas.

Docente seja decente! É o que tento ser!


Referências:

Miguel Zabalta, professor da Faculdade de Ciências da Educação da Universidade de Santiago de Compostela autor dos livros: O ensino universitário e seus cenários (2003), Diários de aula (2004) e Qualidade em educação infantil (1998), todos lançados pela Artmed, os dois últimos esgotados -, Zabalza acredita que, em face de demandas multivariadas, caminhamos na direção de um currículo mais flexível, de modo a atender mais ao interesse de sujeitos diversos.

HEDIONEIA MARIA FOLETTO PIVETTA* SILVIA MARIA DE AGUIAR ISAIA. Aprender a ser professor: o desenrolar de um ofício. The teacher’s learning: the reveal of an occupation Pagina 252. Ultimo acesso 24/09/2015.

Joe Garcia Doutor em Educação pela PUC/SP. Para o educador, a indisciplina pode ser pensada como algo relacionado ao desenvolvimento sociomoral da criança e do adolescente. Acesso em 02/09/2015

Sobre o autor

Lilian Hypolito Monges

Lilian Hypolito Monges

Professora formada em Artes Plásticas pela faculdade de Belas Artes de São Paulo, com pós-graduação em Arte Educação e Especialização em Arte Publicitária e Ilustração pela Escola Panamericana de Arte.

Trabalha com crianças, jovens e adolescentes há mais de 20 anos, estimulando a criatividade baseado nas quatro bases da arte: visual, dança, teatro e musica, procurando envolver e desenvolver o potencial de cada aluno, o que propicia um maior envolvimento do aluno com a matéria.

Possui conhecimentos específicos sobre brinquedos lúdicos, arte terapia, artesanatos (em madeira, texturização, customização, decoupage, etc.).

Professora de ensino fundamental II em rede particular

Tutora em Graduação de Artes Visuais

E-mail: [email protected]
Celular/Whatsapp: 11 96436-5608