Saúde Integral

Alcoólicos Anônimos

Mãos rejeitam vinho a ser derramado em taça.
Brian Jackson / 123RF
Nilton C. Moreira
Escrito por Nilton C. Moreira

Em meio a muitas cidades que desempenhamos nossa atividade como policial, numa fundamos o Grupo Alcoólicos Anônimos, e em outras muitas palestras procedemos. Foi uma maneira de auxiliar esses irmãos que entravavam e ainda estão no embate contra a dependência.

Desde muito tempo o alcoolismo passou a ser tratado como doença e não mais como mera falta de vergonha na cara ou irresponsabilidade como muitos ainda hoje pensam e dizem.

É, sim, no primeiro momento, nos primeiros goles uma falta de cuidado com o corpo, mas também é muitas vezes um ato de aguçar o espírito que somos a reencontrar alguma realidade de vida passada, pois não sabemos o que fomos e se anteriormente éramos dependentes dessa droga, e ao ingerirmos os primeiros goles tudo volta à tona.

Também vi inconsequências de pais com o filhinho no colo que davam prova da bebida que ingeriam a esses pequeninos, não por maldade, mas por irresponsabilidade, querendo dizer que o filho para ser macho tinha de beber. Triste isso.

Fico pensando nos dias de hoje como as provações na Terra são peculiares a cada um dos habitantes, pois enquanto uns têm menos dificuldades, outros tem ingredientes a mais, como o caso dos alcóolatras, que tendo de evitar a bebida pelo menos 24 horas, e depois mais 24 horas têm de conviver hoje com a pandemia que requer uma higiene com álcool em gel.

Mulher deitada. Em sua frente, há uma taça de vinho.
Daria Sannikova / Pexels

Digo isso, pois em meio à literatura e às conversas com estes irmãos doentes em recuperação, sabemos que devem evitar o uso de desodorantes, perfumes e aromatizantes como vinagres que possuam na composição álcool. Todo o cuidado é pouco para evitar eclodir o desejo, já que sabemos que o alcoolismo não tem cura.

Hoje, em cada local que adentramos, está presente o álcool para procedermos a assepsia para evitar a contaminação, e fico imaginando como a provação de ser dependente de alcoólicos é complicado, mas certamente esses irmãos que lutam para ficarem sóbrios estão sendo amparados pela Espiritualidade Maior e conseguem passar por essa dificuldade, e com perseverança obterão êxito.

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Hoje sabemos que o álcool é absorvido pelo organismo até em contato com a pele. Portanto, meus amigos, não devemos esmorecer diante de qualquer entrave. Enfrentemos nossos traumas e atinjamos limites, pois as provações estão aí, umas com graus mais difíceis que outras. É da Lei Divina. Força a todos e mais 24 horas.

Sobre o autor

Nilton C. Moreira

Nilton C. Moreira

Policial Civil, natural de Pelotas, nascido em 20 de maio de 1952, com formação em Eletrônica, residente em Redentora (RS), religião Espírita, casado.
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