Saúde Integral

Como largar do “amigo” cigarro

Cigarros apagados num cinzero
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Nilton C. Moreira
Escrito por Nilton C. Moreira

Todo vício é difícil de largar. E são muitos! Temos as drogas lícitas, as drogas ilícitas, que levam à prisão quem as comercializa, e os vícios comuns, que são a compulsão por comida, a paranoia pelo sexo insaciável, o alcoolismo e o que nos interessa neste artigo: o tabagismo.

Sem dúvida o vício mais difícil de ser abandonado é a dependência pelo cigarro, e isso em razão de nele estarem inseridos vários produtos químicos que são reforçados por propagandas que, atualmente embora mais discretas, ainda despertam a atenção dos usuários.

O uso do fumo também está atrelado a certos conceitos, como o cachimbo a um ar de pensador, a piteira a um ar intelectualidade e dominação, e o charuto a ritual de cumplicidade e superioridade, muito embora os jovens não estejam mais ligados a essas ilusões.

Sempre digo em minhas palestras que é difícil mudar conceitos que foram valorizados ao longo de muitos anos, pois colocamos filtros de várias cores nos cigarros, com marcas sedutoras, carteiras anatômicas, nomes estratégicos como “o fino que satisfaz”, músicas que enaltecem o fumar e até a criação de um ritual do cachimbo da paz – e sabemos bem o que continha em tais cachimbos.

Mão branca segurando cigarro.
Irina Iriser / Pexels

Mas o fumante sempre busca alternativas para se desvencilhar do vício. Vai para o cachimbo ou cigarrilha, masca fumo e usa narguilé com aromatizantes e flavorizantes, o que também causa câncer de pulmão, boca e bexiga, além de doenças respiratórias. E isto sempre na intenção de se livrar do vício, seja ele qual for, enquanto a ciência não consegue libertar o usuário, mesmo com administração de medicamentos poderosos! Mas por que será tão difícil libertar-se? É que existe a figura do obsessor, que nada mais é do que o fumante que “morreu” e que continua vivo no outro plano – pois ninguém morre, como Jesus já disse e nos provou isso. Esse obsessor, que pode ser amigo, parente, vizinho ou até inimigo nosso, se acerca do fumante para poder sorver as baforadas, já que não pode pegar o cigarro com as mãos, e então aspirar emanações fluidicamente!

Por isso, meus amigos, é difícil largar o vício porque não somos um só fumando. Lembremos também da legião de que Jesus nos falou! Portanto, é necessário primeiro decidir deixar de fumar. Depois, muita meditação e prece pedindo ajuda para que Jesus envie Seus mensageiros médicos do espaço para nos desintoxicar, pois assim os obsessores vão se afastando aos poucos.

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Também não devemos largar do “amigo” cigarro como algo que se atira pela janela, com desprezo e raiva. Não! Não faça isso! Chico Xavier sempre disse que devemos agir com cautela e caridade. Devemos, sim, agradecer ao vício pelo tempo que nos beneficiou nos momentos de angústia, desânimo e ansiedade e explicar que agora vamos prosseguir nossa caminhada sem esta dependência! E agradecer a companhia dos irmãos desencarnados que estavam a nós vinculados em parceria, pedindo a eles que sigam também o caminho do esclarecimento e que sejam também auxiliados na espiritualidade.

Muita perseverança, irmão. E, se for fraquejar, recorra ao socorro da prece! Você certamente receberá ajuda.

Sobre o autor

Nilton C. Moreira

Nilton C. Moreira

Policial Civil, natural de Pelotas, nascido em 20 de maio de 1952, com formação em Eletrônica, residente em Redentora (RS), religião Espírita, casado.
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