Autoconhecimento Comportamento

Como manter a gentileza em tempos de arrogâncias?

As mãos de duas pessoas. Todas com as palmas viradas para cima, enquanto uma das pessoas segura as mãos da outra por baixo.
123rf/Peerayut Aoudsuk
Eduardo Rosa
Escrito por Eduardo Rosa

Saber filtrar as energias direcionadas para nós é um desafio de grande dificuldade e precisa de grande esforço, mas é o caminho para uma vida tranquila e branda.

O mundo globalizado implicou grandes avanços na sociedade, em que obrigou o ser humano a modificar suas ações cotidianas. O mercado capitalista exige que todas as ações humanas sejam direcionadas para resultados imediatos e eficazes, isso resulta em grande agitação e nervosismo, pois pouquíssimos são os que ouvem e os que param um minuto para dedicar a contemplação do mundo e do outro.

Mulher com expressão fria e as mãos nos ouvidos, para evitar escutar algo.
Pexels/Oleg Magni

Esse modo de agir acaba gerando ações autoritárias e arrogantes, pois as necessidades de cada um sempre irão prevalecer sobre as do outro. O trânsito é um retrato da sociedade atual, todos estão sempre com pressa, todos estão sempre desejando chegar no minuto anterior, todos estão nervosos, e, com isso, ninguém cede espaço nem tempo para ninguém, todos têm seus compromissos importantíssimos, e, assim, surgem as buzinas, os gritos, as ofensas as brigas e em algumas ocasiões as fatalidades.

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Com isso, é muito comum sentirmos um vazio dentro de si ao mesmo tempo que sentimos uma agitação interior inacabável, e acabamos ficando com raiva, com os nervos à flor da pele, e promovemos às pessoas que convivem conosco todo o nervosismo e arrogância que recebemos. Em algumas ocasiões, basta apenas um segundo de encontro com alguém mais turbulento interiormente do que nós para que tudo em nosso dia esteja nos apertando, tudo esteja longe do que desejamos e tudo ao nosso redor seja motivo para sentir raiva.

Mas por que isso acontece? Porque, muitas vezes, nós agimos como uma esponja e sugamos tudo ao nosso redor, sugamos toda a agitação, o nervosismo, a raiva, a arrogância, e acabamos reproduzindo os mesmo atos que repudiamos, acabamos agindo com o mesmo nível de arrogância ou até mesmo maior depois de sermos atacados com atos arrogantes. E assim a cultura de egoísmo, arrogância, nervosismo só aumenta, pois somos participantes ativos desta.

Mão fechada, esmagando uma mulher inteira, que tem a cabeça inclinada para trás como se tivesse desmaiado.
Pixabay/akiragiulia

Então, devemos agir como um filtro, e filtrar tudo ao nosso redor. Não deixar as energias negativas tomarem conta de nosso interior. Devemos observar os atos que repudiamos e tentar manter a gentileza mesmo em tempos de arrogância; devemos retribuir com gentileza toda ação de arrogância destinada para nós, pois, quando agirmos de modo diferente com que somos agredidos, tudo ao nosso redor mudará. Não que todas as pessoas irão melhorar seus modos de agir conosco, mas nós iremos mudar o modo de agirmos conosco mesmo. Assim, promovendo atos de gentileza, o maior privilegiado é o próprio autor do ato gentil.

Sobre o autor

Eduardo Rosa

Eduardo Rosa

Formado em licenciatura em filosofia, especialista em filosofia e sociologia, assim como em Libras.

Possui vasto conhecimento na área de humanas, história, psicologia e religião.

Efetuou trabalhos sociológicos em religiões como cristã (católica), Islã, judaísmo, budismo, entre outras, e também em segmentos religiosos, como espiritismo e religiões de origem africana.

Possui conhecimento em línguas estrangeiras, como alemão, italiano e inglês, assim como em línguas antigas, como latim, hebraico e grego.

Estudante de gestão industrial.

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