Dançaterapia Saúde Integral

Dança, um caminho atemporal

Silvana Jara Faciole
Mesmo considerando a evolução que se tem acompanhado nos últimos anos com relação à oferta de atividades e programas de saúde e lazer na Terceira Idade, ainda existem grandes barreiras pessoais e sociais com relação ao paralelo: “idade” x “saúde” x “movimento”.

A dança em suas diversas modalidades tem sido para muitos, nesta faixa etária, uma das atividades de grande procura onde se conjuga lazer e a possibilidade de fazer amigos, relembrar os velhos tempos e até encontrar novos objetivos de vida. Porém, nem todos se sentem dispostos ou aptos a desfrutar destes momentos.

A razão principal nem sempre está na idade, na limitação física, mas na crença de que a vida está em um processo descendente e os efeitos psicológicos do pensar “eu não posso” vão se cristalizando e tornando-se impedimentos reais.

Dançar em qualquer época da vida não só é possível, como recomendável à saúde física e mental.
Na minha experiência como dançaterapeuta, a dificuldade maior é fazer com que as pessoas se permitam experimentar algo novo, que os desafie a sair da zona de conforto, ou melhor, do “desconforto”.

As justificativas que com maior frequência são abordadas são: sou rígido, não sei dançar, tenho problemas na coluna, nos joelhos e aí por diante. Logo, “na minha idade não dá”.

No entanto, como a dançaterapia não estabelece pré-requisitos técnicos e nem tampouco estabelece barreiras com relação a sexo, limitações físicas, psíquicas ou sociais ela se torna uma opção diferenciada, um convite a desfrutar o novo.

Assim, no decorrer das conduções, cada um no seu tempo, vai se permitindo arriscar um e outro movimento e, às vezes até sem perceber, entra na proposta e abre as portas à possibilidade de reintegrar seu corpo à expressão criativa.

Com a participação constante às conduções, vai deixando de lado aquele sentimento negativo de “incapacidade” e substituindo por “possibilidade” e vão descobrindo que em todas as idades a dança é possível de ser vivenciada.

Mesmo nos casos onde há limitações físicas ou psíquicas, há a possibilidade de participar: um movimento isolado de uma parte do corpo significa todo o corpo que se movimenta, ou muitas vezes um segundo de movimento incorporado à proposta torna-se fundamental para o processo de mudança.

Às vezes existe a necessidade de um tempo de exposição aos estímulos para que haja uma reação física, mas quando esta reação surge vem acompanhada de uma força interior e de um sentimento de satisfação por ter conseguido: “eu posso”.

Nos Centros de Convivência e na Universidade da Terceira Idade a dançaterapia surge como algo novo, que vem trazer novas opções de movimento, de sensibilização, de integração e que desperta uma sensação de bem-estar e acolhimento.

Dançar em qualquer época da vida não só é possível, como recomendável à saúde física e mental. Experimentar a dançaterapia é dar-se a oportunidade de reequilibrar-se interna e fisicamente.

Silvana Jara Faciole
Dançaterapeuta
Centro Internacional de Dançaterapia Maria Fux

 

Sobre o autor

Silvana Jara Faciole

Silvana Jara Faciole

Silvana Jara Faciole se formou em Dançaterapia, método Maria Fux, em julho de 2011, pelo Centro Internacional Dançaterapia Maria Fux, em Goiás, GO, associado a Si. Danza Scuola Internazionale di Danzaterapia da Itália, com os mestres: Maria Fux e Pio Campo.

Como Dançaterapeuta atua em Instituições nas áreas de educação, saúde e bem
estar; assim como na Educação Especial e ações de inclusão de pessoas com síndrome de down, surdocegos, com limitações físicas e intelectuais. O Projeto Dançaterapia foi aprovado pela SECULT (Secretaria de Cultura de São Caetano do Sul) nos últimos 3 anos, sendo que em 2015 está em plena atividade no município, abrangendo a terceira idade, educação especial e instituição sócio assistencial infantil.

Cursos de atualização: Seminários Intensivos Anuais no Brasil, Itália e Espanha com Pio Campo e também em 2013 participou do Seminário Internacional de Dançaterapia no “Centro Creativo de Danzaterapia” em Buenos Aires, Argentina com Maria Fux.

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