Convivendo Espiritualidade

Deus escreve certo por linhas tortas

Carlos Pompeu
Escrito por Carlos Pompeu
Às vezes, quando tudo parece estar perdido, quando não se acredita mais em nada, você chega a pensar que a esperança, a crença emocional que temos na possibilidade e resultados que nos são úteis aparenta não existir mais. Você chega a acreditar que não temos mais a perseverança para lutarmos por nossos sonhos, então, o coração sofre, sente amargura diante do abismo que se aproxima.

Mas antes da queda, do iminente salto ao precipício, rumo a uma grande depressão, surge um anjo, com suas enormes asas, que resgata nosso espírito abatido. Uma luz no fim do túnel. Todavia, nem sempre é assim.

No entanto, cabe lembrar que nem todas as manhãs nascem ensolaradas, com um raio de sol, a estrela do céu, o girassol, que no “Feng Shui”, termo de origem chinesa, uma arte desenvolvida pelos mestres do Tao conhecida pelo conhecimento intuitivo de vida, significa vento e água.

Por algum motivo que faz parte dos mistérios do universo, certas manhãs surgem nubladas, nebulosas, com aspecto tristonho, melancólico, dando impressão de incapacidade para compreender, para termos a percepção, a aptidão natural de aprender por meio dos sentidos que essa sensação de ameaça, sentimento de medo é algo passageiro, temporário e transitório. Parece que a crise não passa, apesar de sua natureza efêmera.

Essa sensação nos traz o odor, um cheiro percebido pelo olfato, como se fosse enxofre, que gera a perspectiva de estarmos com a autoestima em baixa, quando até os sorrisos nos parecem entristecidos. Mas essa impressão, por sua vez, trata-se de um engano inconsistente que carece de nitidez, por uma mera dúvida, uma confusão que se instala na mente.

Todavia, graças a Deus, trata-se de uma condição da mente humana, um estado emocional sujeito às variações do tempo, que se deixa levar pelas circunstâncias da vida. Em momento algum, por mais difícil que seja, não devemos nos deixar levar por essas situações de desconforto, por mais incômodas que possam parecer, por mais que nos façam sofrer. Afinal, somos detentores do livre arbítrio, temos a possibilidade de decidir em função de nossa vontade, ou seja, temos uma escolha a fazer.

Pelo mundo afora, diante da crise, da situação difícil e grave pela qual passamos, tempos de recessão, o desequilíbrio se instala, gerando incerteza e dúvida, um perigo iminente para o desenvolvimento da civilização. Porém, mesmo diante desta perspectiva catastrófica não podemos ceder, não devemos nos render, muito menos embarcar nesse pensamento de tristeza.

Devemos ter a consciência de que se alterarmos a rota, se mudarmos nosso pensamento, se nos voltarmos para as coisas boas, se tivermos fé em uma vida melhor, isso nos levará para outra possibilidade, para um novo olhar, uma vibração positiva que acalmará nosso espírito. Sendo assim, por meio dessa energia, mudaremos esse modo mental de dúvida, fazendo como o alquimista que transforma o chumbo em ouro.

Por isso, devemos ter cuidado com as palavras que emitimos, pois geram energias, afinal, a boca só fala do que o coração está cheio, por esse motivo, não devemos nos abater pelas preocupações. A mente humana é como um jardim que deve ser cultivado. Devemos ser como o jardineiro que cultiva com amor seu canteiro, mantendo-o livre das ervas daninhas e plantando e cultivando com entusiasmo flores e frutos que, em harmonia e fraternidade, possibilitarão a realização do amor incondicional.

Erga a cabeça, viva plenamente aqui e agora, “faça o bem não importa a quem”, como disse Buda; “amai-vos uns aos outros”, como nos ensinou Cristo. Siga seu coração, a sua criatividade, encontrando um caminho para se relacionar com as pessoas, com os seres vivos do mundo, para estar em sintonia com a natureza, pois é ao andar pelo caminho, seguindo a trilha que surge, que aparece a senda, a possibilidade da iluminação da alma.

Acredite, tenha Fé, você vai conseguir, basta querer, persistir na boa vontade, tomar essa atitude de benevolência — eis o segredo para ter uma vida melhor. E lembre-se: Deus escreve certo por linhas tortas.

Sobre o autor

Carlos Pompeu

Carlos Pompeu

Carlos Pompeu, 46 anos, bacharel em Direito e formação em Letras, tendo sido redator publicitário e colunista em jornais e revistas, escreve em blogues, sobre entretenimento e cultura, na internet, sendo autor de livros virtuais de ficção, no qual adota o pseudônimo Boris de Pedra. Começou, ainda nos anos 1990, com esse nome artístico,”Boris”, em uma banda de Rock, na qual tocava baixo e cantava, além de compor as músicas e letras.

Já no século XXI, migrou para a Literatura, não tendo ainda nenhuma publicação, mas com a esperança de ter sua obra editada. No entanto, sabe que essa possibilidade encontra-se na formatação de um público leitor, o que vem fazendo, escrevendo na internet.

Atualmente tem suas atenções voltadas para a Terapia Holística, sendo sua especialidade o Reiki, com a graduação Nível III, o que o inspirou a escrever textos com a temática esotérica, que abordam a espiritualidade, pensamentos positivos e a autossugestão mental.

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