Linguagem do Corpo Saúde Integral

Dores no ciático? Você vive a sua vida como realmente gostaria?

Homem branco de costas com a mão na nádega.
Ivan Shidlovski / 123rf
Escrito por Eu Sem Fronteiras

Se alguém dissesse que as suas dores no ciático podem ser provocadas por algum sentimento que você tem, você acreditaria? Muitas pessoas pensam que apenas fatores físicos podem desencadear esse tipo de problema. Porém é possível analisar esses incômodos também por uma perspectiva psicossomática.

Uma doença psicossomática é aquela que se manifesta a partir de um desequilíbrio emocional. Essa dificuldade de controlar as próprias emoções apresenta consequências físicas, alterando o funcionamento de órgãos do corpo ou provocando incômodos, como dores no ciático.

Ou seja, até mesmo aquele problema que parece não ter a ver com o jeito como você se sente emocionalmente pode ser um resultado dos seus sentimentos. Para aprender mais sobre a relação entre as emoções que você está alimentando e as suas dores no ciático, continue lendo o artigo!

O que é o ciático?

O ciático ou isquiático é o maior nervo do corpo humano e tem origem na união com as raízes nervosas L4, L5, S1, S2 e S3. Ele sai do final da coluna lombar e se estende pelo quadril, abaixo do músculo piriforme, subdividindo-se em nervo tibial e nervo fibular, que também se ramificam. Ele desce pela parte traseira das coxas e dos joelhos, até atingir o dedo maior do pé, chamado de hálux.

É por meio do nervo ciático que o cérebro controla a sensibilidade e parcialmente os movimentos do quadril, da região perineal e das coxas; e, na totalidade, a força e os movimentos do joelho, da perna, do tornozelo, dos pés e dos dedos. Ele pode sofrer dano ou lesões dentro do canal espinhal, no espaço entre as vértebras ou em qualquer outro ponto de seu percurso, pois atravessa os músculos, as membranas de tecidos fibrosos que protegem os órgãos e os tendões.

O emocional e o físico

Homem branco sentado com dor no ciático.
belchonock / 123rf

Depois de entender o que é o ciático, entenda quais são as atitudes cotidianas que podem influenciar no desenvolvimento das dores nessa região:

1) Dificuldade de controlar a própria vida

A coluna é uma parte do corpo que nos estabiliza, organiza-nos e auxilia-nos a definir nossas metas de vida. Por isso, quando temos dificuldade para controlar o que buscamos e o que fazemos diariamente, os problemas físicos nessa região começam a aparecer. Nesse caso, seria importante traçar os planos que você quer alcançar e ter coragem para realizá-los.

2) Acúmulo de ressentimentos

As doenças psicossomáticas são resultado de traumas que não foram trabalhados. Logo, se uma pessoa acumula ressentimentos sobre algo que viveu e não busca uma maneira de aliviar essa dor, provavelmente esse incômodo se tornará físico também. Portanto, quando passar por um evento difícil, procure ajuda para se curar.

3) Impotência perante grandes decisões

A dor no ciático está relacionada à ausência de controle sobre a própria vida, ao acúmulo de ressentimento e à sensação de impotência. Quando não temos nossas vozes ouvidas, quando nos sentimos invalidados e quando parecemos inferiores aos outros, é o ciático que pode sentir os efeitos disso. É importante se manifestar sempre!

Dor Ciática por Cristina Cairo

Cristina Cairo considera que a dor ciática é uma resposta do organismo para prender ou paralisar os movimentos da pessoa. Ela é emocionalmente influenciada pelo fato de alguém não se permitir sentir prazer ou não viver da forma desejada ou como gostaria. Mesmo inconscientemente, o indivíduo se sente impotente, não consegue enxergar o seu valor e não consegue superar o medo de seguir em busca de realizar os próprios sonhos e exercer a liderança sobre sua própria vida.

Homem branco de costas com a lombar vermelha.
Tumisu / Pixabay

Dessa maneira, a dor ciática, sob esse ponto de vista, representa a falta de fluidez e de flexibilidade, assim como uma certa inabilidade para enfrentar as mudanças com desenvoltura, sem temeridade, libertando-se do passado, das mágoas e buscando encontrar prazer e alegria.

Além disso, quando o indivíduo colabora consigo mesmo, respeitando o limite e o tempo certo para tudo, traz consigo a “carga”, inclusive financeira, que consegue suportar e entende que há coisas que não são suas, não precisando responder ou se culpar por elas, ele vai se libertar da possibilidade de sentir dor ciática.

Cristina Cairo recomenda que a pessoa não se enclausure, mas abra o coração, a mente e o corpo. Que deixe fluir a troca de amor com os demais, aproveitando o que a vida tem de melhor, sem resistir à felicidade e sabendo que a evolução é feita de degraus a serem subidos com equilíbrio, perseverança e paciência, assumindo as responsabilidades que são as próprias de fato.

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A autora de vários livros sobre Linguagem do Corpo ainda recomenda que cada pessoa busque seu autoconhecimento, seja pela Astrologia, Psicanálise, espiritualidade ou qualquer outro meio que permita compreender os sentimentos, as emoções e o seu papel no mundo, para evitar a dor ciática e outras dores.

Microfisioterapia pode ajudá-lo

A microfisioterapia é um tipo de terapia que tem como objetivo identificar a origem de um problema. Dessa forma, é possível resolver um mal pela raiz dele, por meio de exercícios de palpação e de eliminação do que está incomodando um(a) paciente.

A sessão dura cerca de uma hora, na qual o profissional vai tocar gentilmente o corpo do paciente. Durante esse processo, o fisioterapeuta vai analisar quais tecidos perderam a vitalidade em decorrência de um trauma. Essa ausência de vida é como uma cicatriz que, ao ser identificada, é estimulada a se autocurar.

No caso da dor no ciático, que pode ser causada por traumas emocionais, a microfisioterapia vai identificar em qual parte do corpo estão armazenadas as memórias negativas sobre algo. A partir dessa análise, é possível até mesmo descobrir em qual fase da vida de uma pessoa tal mal ocorreu. Depois, iniciam-se os toques curativos.

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