A vida é mais do que sua mente possa imaginar e os ensinamentos que te deram podem, talvez, ter limitado sua trajetória para uma vida interessante.
“Desastroso constatar os problemas que surgiram a partir da anulação da eficiência definida por controle.”
Neste artigo, o Filósofo Nilo Deyson Monteiro Pessanha vai levantar uma provocação com reflexões fortes.
A autoajuda em literatura é uma espécie de antibiótico contra a dor que é a própria vida; logo, em pleno auge do sofrer ou das crises existenciais, recorre-se ao ponto da autoajuda. O problema está em ser raso, em se acovardar no enfrentamento direto e, por falta de conhecimento profundo de si e até mesmo da filosofia, bem como de outros saberes como a psicologia, neurociência, arqueologia, antropologia, astrologia e outros, os seres humanos sofrem muito com os buracos onde elas mesmas caem. Um homem sábio jamais cairia no buraco onde o homem inteligente caiu e, no âmbito do homem moderno, isso se agrava, porque muitos recorrem a remédios tarja preta para minimizar as dores da existência.
“A vida é uma tragédia provocada no início e um cansaço de ver-se no final, onde pode hoje ser o último dia antes do cansaço final sinalizar para sair da vida – Filósofo Nilo Deyson.”
Na autoajuda em livros, dependendo do contexto e proposta, pode ser que acovarde a pessoa no sentido de buscar o verdadeiro conhecimento, que seria o Autoconhecimento de si e do universo das coisas. A vida é, por si só, um caos; ao mesmo tempo que ela é maravilhosa e uma porcaria, ela, a vida, só se justifica se for repleta de heroísmos e, se temos o direito de eliminar os interstícios dos infortúnios do mundo agressor, temos a condição de eliminar a ignorância que só acontece na nossa mente. O cérebro precisa ser treinado como se adestra um cão. As ordens de comando dadas ao cérebro precisam ser bem levadas à risca, isto é, aprender a sentir sem sentir.
O lamento da tristeza é o caos de um cenário ofuscado da consciência real; logo, é fácil encontrar pessoas estudadas tomando remédio tarja preta por não terem evolução no autoconhecimento e só na autoajuda.
É fácil detectar uma pessoa fraca emocionalmente e intelectualmente! Basta colocar sobre pressão com duas perguntas e já se sabe o grau de maturidade intelectual sobre a realidade do tempo e espaço.
“A medida do tempo e espaço no que tarja a vida no caos, é o quão equilibrado se provam tomadas de decisões com prudência e autocontrole de si. – Filósofo Nilo Deyson.”
Muitas pessoas perdem a sanidade ao se estressar por coisas fúteis e a vida fica cada vez mais difícil de ser levada com paz de espírito. O emburrecimento emocional afeta o intelectual e vice-versa; tendo como única forma de mudar essa sensação a mudança de mentalidade com treinamento da mente.
A mente precisa ser treinada, porque assim como um cão pode atacar o seu dono, a mente pode lhe atacar com:
Cenários futuros que não são reais.
Conceitos falsos.
Imaginação distorcida.
Falta de clareza do senso de equilíbrio, entre outras alucinações. Como é que um livro de autoajuda pode te ajudar se você sequer treinou ou treinará seu cérebro?
Mesmo porque não é fácil ser profundo; isso vem de leitura, dos treinos e disciplina nos estudos de leitura.
Particularmente, eu gosto do silêncio e até vou provocar você a refletir como se fosse você conversando com a vida:
“Mas o pior é o súbito cansaço de tudo!!! Parece uma fartura, parece que já se teve tudo e que não se quer mais nada. Cansaço dos Beatles. E cansaço também daqueles que não os são. Cansaço inclusive de minha liberdade íntima que foi tão duramente conquistada. Cansaço de um amar o outro. Melhor seria o ódio. O que me salvaria dessa impressão de fartura – é fartura ou uma liberdade de que está sendo inútil? – seria a raiva. Não um tipo de raiva amorosa que existe. Mas a raiva simples e violenta. Quanto mais violenta, melhor. Raiva dos que não sabem de nada. Raiva também dos inteligentes do tipo que dizem coisas. Raiva do cinema novo, por que não? E do outro cinema também. Raiva da afinidade que sinto com algumas pessoas, como se já houvesse fartura de mim em mim. E a raiva do sucesso? O sucesso é uma gafe, é uma falsa realidade. A raiva me tem salvo a vida. Sem ela, o que seria de mim? Como suportaria eu a manchete que saiu um dia no jornal dizendo que cem crianças morrem no Brasil diariamente de fome? A raiva é a minha revolta mais profunda de ser gente? Ser gente me cansa. E tenho raiva de sentir tanto amor. Há dias que vivo com raiva de viver. Porque a raiva me envivece toda: nunca me senti tão alerta. Bem sei que isso vai passar, e que a carência necessária volta. Então vou querer tudo, tudo! Ah, como é bom precisar e ir tendo. Como é bom o instante de precisar que antecede o instante de se ter. Mas ter facilmente, não. Porque essa aparente facilidade cansa. É um pecado, bem sei, querer a carência. Mas a carência de que falo é de mais plenitude do que essa espécie de fartura. Simplesmente não a quero. Vou dormir porque não estou suportando este meu mundo de hoje, cheio de coisas inúteis. Boa noite para sempre, para sempre. E não me respondam: não quero ouvir a voz humana. E se suporto a minha voz se despedindo é porque ela piora muito a minha raiva. Só uma raiva, no entanto, é bendita: a dos que precisam.”
Não obstante, uma pergunta se mostra importante: se a autoajuda de livros pode mudar o cenário de uma pessoa, quem tem maior energia gasta para o evento da mudança, a simples leitura ou a aplicação dos ensinamentos? Óbvio! Entretanto, a filosofia da imparcialidade participativa pode alterar essa expectativa clara para uma investigação sobre o modo como você lê e sente a leitura da autoajuda e certamente, em seis dias você já se esqueceu do que se propôs a fazer e tá tudo certo. Ela, a filosofia da imparcialidade participativa, dirá: “Se tu te encontrar com sigo mesmo em perigo, na beira de um precipício, você conseguiria não se desesperar? Óbvio que ….”
Pois bem, a burrice programada é a sua extensão em repertório de recursos e a autoajuda é rasa, só estanca mas não resolve uma hemorragia. É preciso uma vida organizada em estudos de si mesmo aos estudos de como funciona o universo das coisas em suas extensões fora dos limites das margens e isso é para os fortes que já não querem a mediocridade da vida comum. Não se trata de ser melhor que ninguém e sim de como sua vida pode ser diferente através da leitura de livros de filosofia e outros saberes, desde que esses livros não te enganem dizendo que, se você fizer isso ou aquilo, vai ficar rico, vai vencer na vida.
Vencer na vida ou vencer a vida? Suportar as dores ou superar os ismos? Ter certeza das coisas ou ser todas as coisas? Ser todas as coisas seria sentir um todo, sem se surpreender, sem ter medo, sem ter dúvidas de onde você vai chegar e de quem é você, através do propósito firme que você escolheu para sua vida após abrir códigos da consciência da tua verdadeira face no universo.
Essa análise de emburrecimento programado não é culpa do sistema, porque ele já nasce ou já foi criado na mentira, pois a época em que um sistema foi criado, a intenção não era colocar somente ordem na casa, mas, ao perceber em tempos remotos que era fácil manipular a mente humana, foram estruturados esquemas da realidade sobre aquele tipo de coisa que a sociedade sequer questionou. Neste sentido, a culpa pela prisão da mente ignorante é da própria pessoa que não quis questionar o senso comum. É por medo ou por ter um lugar de conforto sem arriscar a liberdade?
Não é nada contra o livro de autoajuda e sim contra o abandono intelectual das obras complexas que dariam uma vida de maior satisfação e realizações através da expansão intelectual e de consciência da realidade. A autoajuda ajuda de hoje se resume em:
Conquiste o emprego dos sonhos
Aprenda a ser forte emocionalmente
Descubra os segredos da propriedade
Blá-blá-blá e mais Blá-blá-blá…
Isso te coloca em um espaço de reflexão:
Os livros de autoajuda são ótimos, se não forem como uma maquiagem que vá melhorar o que você já desistiu de mudar.
Repare, a crítica é sobre o que você tem hoje como recursos intelectuais que te dão uma armadura contra os efeitos do mundo das coisas que te atingem. Quem permite ser atingido é, ou são, mentes que estão presas à manada dos escravos. Seu nome e sua posição social não conseguem tirar você de uma burrice programada sem que você seja oposição ao que te torna energia. O que pode roubar sua energia? Veja alguns exemplos:
Estresse no trabalho
Problemas familiares
Fofocas
Redes sociais viciantes
Álcool e drogas
Ansiedade
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A vida precisa ser contemplativa e, se você soubesse ou pudesse ver o mundo pelo olhar da consciência despertada, não iria se prender ao materialismo ao ponto de tentar acelerar processos com autoajuda sem ter uma estrutura psicológica e emocional para superar o afã perdido. Nada mais justo que uma meritocracia pelo que se pôde alcançar em vida nesta dimensão, mas o que resume a vida é estar resolvido e em profunda paz com tudo e todos.
A consciência pode alcançar muitos aspectos e saberes das dimensões da consciência que a massa esmagadora da humanidade jamais acessou e a felicidade poderia ser superada pela aquisição do estar resolvido com a vida e com a morte.
Palestras com Filósofo Nilo Deyson Monteiro Pessanha:
Instagram: FILÓSOFO NILO DEYSON MONTEIRO PESSANHA
