Convivendo Energia em Equilíbrio Meditação

Reflexões no Equinócio de Outono

Árvores ao fundo e folhas alaranjadas caídas no chão, indicando o Outono
Eanekrasov / 123rf
Escrito por Tereza Gurgel

Existem certos períodos do ano marcados por mudanças – algumas são muito sutis, outras são mais marcantes. Mesmo vivendo em grandes centros urbanos, é impossível não notar as transformações maiores.

Nossos antepassados viviam muito mais atentos para os ciclos da natureza, uma vez que sua própria sobrevivência dependia do planejamento adequado para suportar os desafios em cada estação. Assim, ao se aproximar o outono, os antigos povos verificavam que, ao seu redor, as plantas e animais pareciam mudar de ritmo: as folhas mudavam de cor, as plantas produziam os últimos frutos, que deveriam ser logo colhidos e estocados para o período de escassez, os animais ganhavam uma pelagem mais espessa para aguentar o frio que se aproximava.

Também o céu anunciava mudanças: o sol ia declinando cada vez mais no horizonte, tornando os dias mais curtos. Os antigos repararam que, em duas ocasiões no ano, o Sol fica posicionado exatamente acima de um ponto na linha do horizonte, fazendo com que tanto o dia como a noite tenham a mesma duração. Esses seriam os equinócios – um ocorrendo na primavera, e outro, no outono. Assim, após o equinócio de outono, a noite começaria a ficar mais longa, prenunciando o fim do calor e a chegada do inverno. A Natureza continuava a seguir seu ciclo natural: depois do calor e da fartura, chegava o período de recolhimento e frio, ideal para recuperar a energia após os labores nos campos.

Existem monumentos antigos que foram erigidos para marcar as mudanças astronômicas, e alguns pontos coincidem com datas próximas aos equinócios (embora os mais conhecidos, como Stonehenge e Newgrange, estejam orientados para os solstícios de inverno). Um exemplo disso são alguns dólmenes encontrados em Portugal e na Espanha (dólmenes são monumentos funerários megalíticos construídos principalmente entre 4000 e 2500 a.C.).

As religiões pagãs entendiam que esse momento era ideal para agradecer toda a fartura obtida com o duro trabalho sobre a terra. A deusa, cultuada em seu aspecto de Mãe e Provedora, a grande Senhora da Colheita, abençoa a humanidade com suas dádivas. O deus, assumindo o aspecto do Filho dos Grãos, expressa a abundância e a fartura que está presente dentro das sementes, colhidas nessa época e que irão garantir o plantio após o inverno.

Árvores no outono com coloração alaranjada e folhas caindo
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Nas comunidades, os habitantes procuravam purificar e reparar o que fosse preciso: objetos eram consertados ou descartados, os lares eram limpos; os alimentos eram devidamente preparados para durarem por mais tempo, os animais começavam a serem recolhidos nos estábulos, e as atividades ao ar livre já não eram tão comuns.

Era o momento ideal para refletir sobre a generosidade da terra. Grandes banquetes honravam os deuses e deusas responsáveis pela fartura. Famílias davam graças por poderem subsistir a mais um ano, esperando confiantes a passagem de mais um ciclo, crendo na proteção especial de suas divindades.

Após essa data, mais e mais se aproximam as forças da escuridão: o deus e a deusa agora veem suas próprias forças entrarem em declínio gradualmente, pressentindo o momento da morte invernal. A deusa irá se transformar em anciã, e o deus irá morrer, dirigindo-se para o “País do Verão”. Porém os antigos compreendiam que essa era uma etapa necessária para que, da terra, brotasse a vida nova, com a posterior chegada da primavera. Tudo prosseguia de acordo com os movimentos naturais do céu e da terra.

Meditação

Mulher meditando no meio de um parque, sentada na grama
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Pare um pouco, deixe suas atividades de lado e aproveite a energia do equinócio de outono para realizar uma meditação simples, mas transformadora.

Escolha um momento do dia em que possa ficar só, sem ser incomodado. Tome um banho – se puder, faça uma infusão com ervas para finalizar o banho (ervas para purificação como alecrim, jasmim e camomila, ou então sal grosso, por exemplo).

Desligue celulares, ponha uma música suave para tocar. Se quiser, acenda um incenso e uma vela amarela (com todos os cuidados necessários a fim de evitar acidentes!). Deixe a iluminação a mais suave possível.

Sente-se confortavelmente, relaxando naturalmente os músculos. Respire no seu ritmo, sem forçar.

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Faça um agradecimento por tudo que conquistou até este momento. Reconheça as dádivas que a Natureza te ofereceu e as oportunidades que vieram ao seu encontro. Identifique quais lições você pode aprender, não só vindas dos seus sucessos, mas também de seus fracassos. Nossos erros mostram exatamente onde precisamos melhorar. Anote aquilo que já não te serve mais e que deverá ser mudado na sua vida.

A partir dessa tomada de consciência, elabore e anote seus próximos projetos para o futuro imediato.

Quando quiser, volte ao seu estado normal e encerre seu período de meditação.

Sobre o autor

Tereza Gurgel

Formada em Psicologia (F.F.C.L. São Marcos - SP). Filiada à ABRATH (Associação Brasileira dos Terapeutas Holísticos) sob o número CRTH-BR 0271. Atua na área Holística com Reiki, Terapia de Regressão e Florais de Bach. Mestrado em Reiki Essencial Metafísico e Bioenergético Usui Reiki Ryoho, Shiki, Tibetano e Celtic Reiki. Ministra cursos de Reiki e atende em São Paulo (SP).

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