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Filosofia da alegria

Mulher sorridente
mimagephotography / Canva
Escrito por Luis Lemos

Uma das características que mais distinguem os seres humanos das outras espécies do reino animal é a alegria. Alegria é a arte de tornar as coisas mais leves, descontraídas, simples.

Quem é feliz sabe que não pode ficar perdendo tempo com as miudezas da vida. A vida é muito curta para ser levada a sério. Somente os moralistas se recursam a acreditar que pessoas alegres são felizes.

Estudos apontam que a alegria está relacionada diretamente com a nossa felicidade. Geralmente, quem é espontâneo, sorridente e alegre é feliz. Ao contrário, ou seja, infeliz, é quem vive de mal humor, com a cara fechada.

A alegria, contudo, não pode ser um “estado de espírito”, e sim “uma visão de mundo”. Ou seja, o sorriso é a condição ideal para cada um se realizar enquanto pessoa, seja existencial, artística ou filosoficamente.

O sorriso verdadeiro liberta as pessoas; é aquele que leva o sujeito a tomar consciência do seu papel social e político, o que, para algumas pessoas, poderá mesmo constituir na forma de vida possível.

Mulher sorridente na praia durante o por do sol
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A realização, seja ela pessoal ou profissional, depende de muitas variáveis, mas a palavra final pertence ao sujeito. Se a pessoa diz para si mesmo “Eu vou ser feliz”, já é meio caminho andado.

A filosofia da alegria entende que a alegria sincera não é estanque, mas um processo contínuo de realização humana. O sorriso, muitas vezes, é melhor do que dinheiro, porque ele cura, abre portas e proporciona felicidade.

Para o filósofo grego Epicuro, “Só há um caminho para a felicidade. Não nos preocuparmos com coisas que ultrapassam o poder da nossa vontade”. Ou seja, “O caminho para a felicidade é parar de preocupar-se com o que está além do nosso poder”.

Em filosofia, o ser humano é possuidor da capacidade de decidir, sabendo escolher o que é bom para si ou não. Se todos nós, seres humanos, somos possuidores do livre-arbítrio, por que somente alguns são felizes?

Homem sorridente usando óculos de sol
Jean-Daniel Francoeur / Pexels / Canva

Por que a felicidade não faz parte do cotidiano de muitas pessoas, principalmente aqui no Brasil? Por que a felicidade não é para todos? É nisso que consiste a filosofia da alegria, que a felicidade seja para todos e não, apenas, para alguns!

Que possamos pensar como Epicuro e “parar de preocupar-se com o que está além do nosso poder”. O caminho da nossa felicidade é este: “não nos preocuparmos com coisas que ultrapassam o poder da nossa vontade”.

Talvez, porém, você esteja aí se perguntando: o que o autor desse artigo entende por felicidade? Por felicidade, entendemos, aqui, que é o “autoconhecimento”, “a capacidade ser aquilo que você quiser ser”.

Quem conhece a si mesmo é capaz de expressar felicidade em tudo aquilo que realiza. Ou seja, o sorriso é a forma como muitas pessoas usam para aliviar momentos de tensão, de estresse, de preocupação ou de tristeza.

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Em suma, o sorriso proporciona benefícios para a alma humana, que ciência nenhuma é capa de mensurar. Um rosto sorridente contagia quem está por perto e melhora, imediatamente, o humor de quem está triste.

Por fim, e não menos importante, a alegria é a própria essência do ser humano. Quem é alegre é dono de si, do seu destino; é livre, espontâneo, feliz. Ou você pensa o contrário? Vamos refletir sobre isso?

Sobre o autor

Luis Lemos

Filósofo, professor universitário e escritor, autor dos livros: O primeiro olhar – A filosofia em contos amazônicos (2010); O segundo olhar – A filosofia em temas amazônicos (2012); O terceiro olhar – A filosofia em lendas amazônicas (2014); O homem religioso - A jornada do ser humano em busca de Deus (2016); Jesus e Ajuricaba na terra das Amazonas - Histórias do universo amazônico (2019).

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