Energia em Equilíbrio Yoga

Kleshas

Alessandra Sofia
Escrito por Alessandra Sofia
Todo mundo tem aquele momento que para e analisa a sua vida, o que anda fazendo e onde pretende chegar. Acontece que muitas vezes vivemos em Maya, ou seja, acreditamos em uma falsa ilusão do Universo, da vida e de nós mesmos, então, não nos libertamos desse ciclo de Sansara, onde passamos a vida correndo atrás de algo que acreditamos que nos fará feliz.

O Yoga acredita que a felicidade real existe quando nos livramos desta necessidade de sermos “especiais”. Já reparou como é gostoso receber um elogio? E se fazemos algo bom, como esperamos que os outros reconheçam? E quando isso não acontece, como nos sentimos frustrados? Não dá pra ficar parado esperando o mundo descobrir essa maravilha toda que você é!

Mas e se você tentar se libertar de todos os seus papéis e se livrar de todos os julgamentos que estes papéis te trazem? O seu papel na sua família, no seu trabalho, no seu núcleo de amizades. Ser apenas a sua essência, cheia de amor e aberta para todas as experiências. Ali você não precisa ser o melhor em nada, basta ser, não precisa provar nada para ninguém.

Aí você descobre que ser especial é uma prisão e para alcançar liberdade, Moksha, basta ser simples. E para ser simples é preciso estar presente.

Tá bom, e como eu faço isso?

Chamamos de Kleshas as formas de sofrimento que nos fazem viver essa roda de Sansara. São cinco, e quando você está preso a algum deles não consegue alcançar Moksha, que é o objetivo de todo yogi.

O primeiro é Avidya, ignorância. Quando a mente domina, vivemos em Maya, ilusão, não conseguindo distinguir o que é permanente e o que é transitório, trazendo à tona todas as outras aflições, os outros Kleshas.

O segundo, Asmita, é esse ego que falei acima, identidade que criamos, que está sempre tentando se sentir especial e quando isso não acontece se frustra. Às vezes somos movidos por este ego, ou seja, pelos resultados das nossas ações. Se temos sucesso nos tornamos soberbos, senão a nossa vida desaba.

O terceiro se chama Raga, o apego, necessidade de possuir coisas para conseguir obter prazer. Pode também estar vinculado a uma pessoa, uma espécie de obsessão por alguém. É tudo que nos atrai, nos distrai, que usamos para proteger nossa existência individual, pode ser poder, amor, segurança, reconhecimento. O perigo é não identificar sua transitoriedade.

Dvesha, traduzida como aversão, é o quarto Klesha. Quando vivemos algo que o resultado é indesejado, a nossa defesa é repelir qualquer possibilidade de reviver e, assim, bloqueamos outras oportunidades por medo de repetir. O fato de não desapegarmos deste passado faz com que ele fique mais presente ainda e nos faz criar preconceitos.

O último é o medo da morte, Abhinivesha, o apego pela vida, que nos faz temer o fim dela. Este tema só a espiritualidade pode ajudar, acreditar que há um propósito maior, assim, saindo da ignorância, Avidya!

Então, feche seus olhos e observe que você não é só este corpo, nem só estes pensamentos, nem apenas estas emoções, entre em contato com a sua essência.

Hari OM.

Sobre o autor

Alessandra Sofia

Alessandra Sofia

Meu primeiro contato com o Yoga foi aos 20 anos, quando iniciei aulas no estilo Swasthya Yôga. Queria aprender umas posturas diferente e de quebra ficar mais calma, pois estudava Administração e trabalhava muito, estava sempre correndo. Fiz um tempo e parei, por questão financeira.

Aos 23 anos, logo após ter minha primeira filha, fui morar em Jundiaí, queria emagrecer o peso da gravidez e comecei a fazer personal trainer, mas não estava satisfeita.

Foi quando comecei a sentir que minha vida não caminhava para um lugar que fizesse sentido para mim. Resolvi voltar para o Yoga. Consegui uma professora que fosse em casa e me ensinasse enquanto minha pequena dormia. Ela ensinava Hatha Yoga,e me fez conhecer o outro lado do yoga.

Essa parte, abaixo da superfície, que pode mudar a sua vida e a forma como você lida com ela. Entendi que todos aqueles asanas(posturas) tem apenas um objetivo, preparar o seu corpo e a mente para a meditação. E então a meditação te propõe um sentimento de unidade, conecta você à sua espiritualidade. Pra mim, essa consciência me trouxe o sentido da vida, a felicidade.

Então, em 2015, iniciei minha Formação de Professora de Hatha Yoga pelo IEPY (Prof.Marcos Rojo) que possui dupla titulação com a Escola de Kaivalyadhama, na India, centro de excelência em pesquisa e estudos sobre yoga. Em paralelo realizei uma formação de Aerial Yoga, que trabalha anti gravidade através da suspensão do corpo.

Buscando mais auxilio nas práticas tratativas complementares ( holísticas) fiz cursos de Reiki, Meditação, Vedanta, Neurofisiologia da Meditação, Quiropraxia e me formei como Massoterapeuta em 2017.

Em 2017, fiz também um curso especifico de Yoga Asthanga Vinyasa, uma prática de yoga considera forte.

Desde o inicio de 2016 leciono Yoga regularmente, e iniciei recentemente em um projeto de Yoga no Leite, no Hospital Emílio Ribas (Centro de Infectologia).

Hoje, mas do que nunca acredito nos efeitos da prática realizada com regularidade. Não importa o que te faz estender o tapetinho, se é uma dor nas costas, o estresse, uma busca de auto conhecimento ou até por fins estéticos, a própria prática em si, aos poucos te mostra o seu potencial. E ela te surpreende…

“Pratique e tudo virá!” ( Pattabhi Jois)

E continuando este caminho das Terapias Integrativas estou iniciando a formação em Acupuntura também. Acredito que tanto a Medicina Oriental como a filosofia yogi cada dia mais está se aproximando e agregando a medicina atual. Para mim, este é o futuro para o trabalho de uma longevidade saudável!

Hari Om

Aulas particulares e em grupo
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