Autoconhecimento

Meditação

Foto em fundo desfocado amarelo mostra mãos apoiadas nos joelhos cobertos por calça legging preta. Com as palmas iluminadas voltadas acima, pontas dos dedos polegar e indicador tocam-se em JNANA MUDRA.
Tereza Gurgel
Escrito por Tereza Gurgel
A meditação é praticada há milênios, especialmente nas antigas culturas orientais. Utilizada principalmente nas práticas religiosas, como o Hinduísmo e o Budismo, também foi praticada no Ocidente pelos cristãos. Inácio de Loyola e Teresa de Ávila, no século XVI, desenvolveram a prática da meditação cristã por meio da leitura, reflexão, oração e contemplação de temas religiosos.

Foto em tons dourados mostra vista parcial de estátuas de buda de costas. Apenas ao centro, imagem de buda com rosto em perfil à esquerda em postura de lótus. O sol radiante está quase ao centro da foto, enquadrado à altura das mãos da estátua.

No século XX, com a revolução de costumes promovida principalmente pela cultura hippie, as disciplinas orientais foram divulgadas amplamente, despertando assim o interesse pela meditação. Desde 1970, a Psicologia e a Psiquiatria desenvolveram diversas técnicas de meditação voltadas para a redução dos problemas mentais e físicos.

Meditar não é um “fazer” ou “deixar de pensar”, meditar é um estado natural e acessível a todos.
É estar atento no momento presente, conectado e consciente com o que acontece dentro e fora de nós, no aqui e no agora. Muitos acreditam que meditar é “parar de pensar”. Pelo contrário, devemos reconhecer o fluxo de nossos pensamentos como um fato, procurando deixar que passem pela mente, sem dar maior atenção a eles.

As diversas técnicas ajudam a exercitar e manter o estado de atenção plena. Uma técnica pode ser adequada ou não a você, são apenas ferramentas. Se você se sente confortável com alguma em especial, procure praticá-la. Porém se sentir desconforto, irritação e cansaço, procure outra técnica. O importante é a prática constante.

Se não há muito tempo para praticar durante o dia, faça isso quando estiver tranquilo. Não são necessárias horas e horas de prática. Se você meditar por dois minutos, mas com plena dedicação, isso já será suficiente. Com o tempo, você conseguirá inventar uma técnica própria a você. E poderá estar em estado de meditação o tempo todo, dispensando a técnica.

Muitos objetivos podem ser alcançados pela prática da meditação, os benefícios são incontáveis no nível físico, emocional, mental e espiritual.

Prática diária

Pode parecer um exercício muito simples, mas é um dos mais poderosos e eficientes para quem quer começar a meditar. Proporciona o relaxamento, o desenvolvimento da atenção e concentração.

Foto em tons neutros e azulados. No interior de um ambiente fechado por vidraças do topo ao chão, uma mulher jovem com cabelos presos em coque e roupas confortáveis de inverno medita em postura de lótus (pernas cruzadas). Na vidraça, ao lado direito, imagem refletida da montanha nevada.

Prepare um lugar confortável e silencioso (pelo menos no início, se quiser usar música, coloque algo suave para tocar). Cuide para que ninguém interfira no seu exercício. Desligue o celular!

Preste atenção em sua postura: sente-se em uma cadeira, ou banco, com as costas retas, pés no chão e mãos apoiadas nas pernas. Feche os olhos ou mantenha-os entreabertos.

Volte sua atenção para a respiração. No início, você vai começar a controlar. Mas procure apenas observar, sem esforço. Sinta o ar entrando e saindo dos pulmões. Se quiser, coloque as mãos na barriga e sinta como ela se movimenta enquanto você respira.

Repare no que você sente. Seu corpo dará vários sinais (dor, coceira, frio, etc.). Verifique o seu estado emocional (irritação, sono, tristeza ou paz). Não julgue, apenas deixe que a sua consciência colete o máximo de informação que for possível. Reconheça tudo o que está acontecendo com você.

Repita mentalmente: “Estou calmo/calma. Estou em paz. Estou aqui, nesse instante.”.

Quando quiser, encerre o exercício. Abra os olhos, movimente as suas mãos, braços, pés e levante-se calmamente, retornando às suas atividades.

A meditação é sobre você, seu mundo interior, suas percepções e sentimentos. Não perca aquilo que descobriu durante a meditação. Anote brevemente após meditar as suas inspirações, suas percepções, sentimentos e sensações corporais.

Se esforce para fazer uma variação desse exercício durante o dia, parando por instantes, respirando uma ou duas vezes devagar e profundamente, percebendo ao mesmo tempo o que está acontecendo com você. Torne-se consciente do momento que você está e daquilo que está ao seu redor. Ao fazer isso, de modo imediato você reduzirá a tensão, o estresse e a ansiedade, ao mesmo tempo em que poderá direcionar a sua concentração para onde for necessário, seja no trabalho ou nos estudos.

Referências

“Meditação”https://pt.m.wikipedia.org;

“Meditação O Caminho Interior” – Naomi Humphrey – Editora Ground Ltda. – São Paulo.


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Sobre o autor

Tereza Gurgel

Tereza Gurgel

Formada em Psicologia (F.F.C.L. São Marcos - SP). Filiada à ABRATH (Associação Brasileira dos Terapeutas Holísticos) sob o número CRTH-BR 0271. Atua na área Holística com Reiki, Terapia de Regressão e Florais de Bach. Mestrado em Reiki Essencial Metafísico e Bioenergético Usui Reiki Ryoho, Shiki, Tibetano e Celtic Reiki. Ministra cursos de Reiki e atende em São Paulo (SP).

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