Autoconhecimento Comportamento

Mudar para melhorar

Mulher na beira da praia sentada em posição de ioga com céu ao fundo e luz do refletida
Tereza Gurgel
Escrito por Tereza Gurgel

Nossa vida atual é bastante complicada e exige muito de nós. Raramente encontramos tempo para praticar uma meditação ou nos dedicarmos a um interesse pessoal fora do âmbito de trabalho.

Vale dizer que conduzimos a existência ligados em um “piloto automático”. Não paramos para refletir se o que estamos escolhendo fazer é aquilo que realmente nos importa e nos traz os melhores resultados. Muitos profissionais ligados à área da saúde comentam que, ao chegar ao final da vida, seus pacientes se lamentam de tudo aquilo que poderiam ter feito, mas foi relegado para segundo plano. O que estas pessoas mais desejariam seria poder voltar no tempo e fazer tudo de modo diferente.

Mulher de costas em ponte de madeira com fundo de folhas verdes

Uma maneira de mudar – enquanto é tempo! – é avaliar com calma e clareza como tomamos certas decisões e atitudes no nosso dia a dia. Não se trata de um exercício meramente intelectual, nem uma lista de acusações contra nós mesmos; pelo contrário, é uma forma de tomarmos consciência de nós mesmos.

Na entrada do templo grego de Apolo, em Delfos, havia uma inscrição: “conhece a ti mesmo” (em latim, “Nosce te ipsum”). Aquele que se conhece em profundidade possui as chaves do bem-estar e da sabedoria. O autoconhecimento muda a forma como vemos e interagimos com o mundo e as pessoas ao nosso redor.

Mulher de chapéu com cabelos ao vento em foco com árvores ao fundo

A melhor maneira de fazer a autoanálise é durante a meditação, onde ninguém incomode. Se puder, anote o que for descobrindo. Você também pode fazer este exercício em vários dias, concentrando-se em uma questão de cada vez.

Comece observando a maneira que você faz suas escolhas até este momento

Somos influenciados por vários fatores: família, amigos, colegas, mídia… Procure lembrar as últimas escolhas que você fez. Elas serviram para afirmar sua autonomia ou você preferiu ficar na sua zona de conforto? Ou foram as opções mais “fáceis” de serem seguidas, pois não exigiram reflexão? Ou foram aquelas que a maioria crê ser a correta – e você seguiu a “manada”, mesmo não se sentindo confortável com isso? Você teve medo de “errar”?

Analise em seguida suas emoções.
 Você ainda segura alguma raiva, decepção, ciúmes e outras emoções negativas em relação às pessoas de seu convívio? Tenha honestidade em reconhecer estes sentimentos dentro do seu coração. De que adianta ficar preso no passado e não promover uma limpeza interior? O que te beneficia ficar remoendo ressentimentos e rancores nunca resolvidos? A saúde pode se comprometer seriamente se, a longo prazo, você insiste em conservar mágoas, causando estresse e afetando inclusive a pressão arterial e os batimentos cardíacos. Ou seja, a amargura acaba se voltando contra você mesmo. Perdoar não é dizer que aquele que te magoou estava “certo”; ao contrário, é aliviar o peso tremendo destes sentimentos negativos que você carrega há anos, libertando o seu coração para usufruir de sentimentos positivos com total confiança e plenitude.

Mulher com guarda-chuva com luzes e céu escurecendo com estrelas ao fundo

O próximo passo é verificar se você desistiu de aprender algo novo, negligenciando também aqueles interesses que você teve que deixar de lado, por considerá-los não produtivos (hobbies, por exemplo) ou por não ter tempo suficiente para se dedicar a eles (cursos, etc.). Você já pensou em desenvolver suas habilidades? Hoje, com a tecnologia disponível, podemos encontrar diversos cursos – alguns de graça! – na internet. Nada deve impedir sua mente de se exercitar. Aprender uma nova língua fortalece o cérebro, inclusive em idosos. Um passatempo alivia a ansiedade e pode trazer benefícios para a saúde do corpo. Alguns hobbies que podem fazer bem: dançar, ouvir música, praticar jardinagem e escrever. Aquilo que você gosta também deve fazer parte de suas prioridades.

Mulher com celular na mão e fones de ouvidos jogando o cabelo com fundo amarelo

Verifique se você tem tomado conta do seu bem-estar físico, evitando vícios e excessos, abandonando o sedentarismo, escolhendo uma alimentação balanceada.

Finalmente, reflita como você passa seu tempo com as pessoas ao seu redor. Qual foi seu último gesto de carinho para com aqueles que ama? Quanto tempo você passa ao lado dos seus, esquecendo-se das tarefas e obrigações? Veja se você tem dado prioridade à sua família e amigos… ou se tem deixado isso de lado.

Certas decisões que tomamos podem ser fundamentais para a condução de nossas vidas, e podem determinar nossas ações por muito tempo. Não tenha medo de mudar, não tente ser “perfeito”, não tema críticas por seguir um caminho que é seu, não o dos outros – mas avalie bem o que deverá fazer daqui por diante, sabendo que terá que lidar também com as consequências de sua mudança.

A mudança deve começar agora. Já! Não deixe a vida passar diante dos seus olhos. Escolha ser feliz hoje, com aquilo que está à sua disposição.

Referências
https://pt.wikipedia.org/wiki/Conhece_a_ti_mesmo
https://vivabem.uol.com.br/listas/4-hobbies-que-fazem-bem-para-a-saude-segundo-a-ciencia.htm
https://www.msn.com/pt-br/estilo-de-vida/viva-agora/o-que-acontece-com-o-c%C3%A9rebro-quando-voc%C3%AA-aprende-um-novo-idioma/ar-AAgftwn

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Sobre o autor

Tereza Gurgel

Tereza Gurgel

Formada em Psicologia (F.F.C.L. São Marcos - SP). Filiada à ABRATH (Associação Brasileira dos Terapeutas Holísticos) sob o número CRTH-BR 0271. Atua na área Holística com Reiki, Terapia de Regressão e Florais de Bach. Mestrado em Reiki Essencial Metafísico e Bioenergético Usui Reiki Ryoho, Shiki, Tibetano e Celtic Reiki. Ministra cursos de Reiki e atende em São Paulo (SP).

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