Comportamento Convivendo Psicanálise Psicologia

Muito prazer…eu sou o seu instinto. Use-me e não abuse!!

Você costuma usar o seu instinto ao tomar decisões ou ao definir as suas atitudes? Há quem acredite que o instinto deve ser reprimido ao máximo, como se ele não fosse realmente útil na vida de uma pessoa. Entretanto existe outra maneira de olhar para ele. Saiba mais sobre o assunto a seguir.

Ao longo da história da humanidade, a capacidade de observar foi uma habilidade crucial. Nossos sentidos – tato, olfato, paladar, audição e visão – foram empregados para detectar e interpretar o mundo ao nosso redor.

O chamado repentino de animais ou o som de aves em fuga serviam como alerta de aproximação. Até mesmo os aromas exalados por viajantes permitiam que nossos antepassados identificassem indivíduos e até mesmo suas dietas.

Bando de pássaros voando sobre céu cheio de nuvens.
Irina Iriser de Pexels / Canva Pro

À distância, análise de postura, movimento, vestimenta e acessórios como armas ou recipientes de água permitiam discernir entre amigos e inimigos. No entanto, questionamo-nos sobre nossa atenção à segurança pessoal e dos nossos entes queridos.

Observamos motoristas distraídos (imersos em conversas acaloradas) e abrimos nossas portas sem uma checagem prévia. Talvez, na busca por cortesia, tenhamos negligenciado a responsabilidade de sermos vigilantes para conosco e com os outros.

Sem julgamentos

Nunca é tarde para cultivar a arte da observação. Observar não significa julgar ou rotular como certo ou errado. Trata-se de absorver o ambiente ao redor, de estar ciente da situação e de compreender as mensagens verbais e não verbais dos outros.

Observar é não só ver, mas também interpretar, o que requer sensibilidade auditiva. Habilidades sólidas de observação nos capacitam a avaliar e confirmar os pensamentos, os sentimentos e as intenções dos outros. Serão amáveis, altruístas e empáticos?

Ou demonstram egoísmo, crueldade e indiferença? Identificar tais características precocemente nos resguarda, talvez até nos “salve”. Ser observador não implica em invadir ou causar desconforto. Um observador hábil compreende que intromissões excessivas podem influenciar o observado; assim, sutileza e propósito são aliados.

Avaliar o próprio conforto pode revelar nuances sobre as pessoas com as quais interagimos. Ao encontrar alguém novo, é válido questionar: “Essa pessoa me faz sentir à vontade o tempo todo?” Caso contrário, por quê?

Casal com problemas. Mulher pensando de forma reflexiva.
IAN HOOTON/SCIENCE PHOTO LIBRARY de sciencephoto

Jamais devemos desconsiderar os indícios de que algo pode estar errado, independentemente do desejo de manter uma amizade. Nosso subconsciente trabalha incessantemente para nos proteger, e essa intuição tem sua razão. Entretanto é essencial estarmos abertos a observar e reconhecer nossos sentimentos.

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A importância da observação não diminuiu, mesmo em comparação com 10 mil anos atrás. A única discrepância é que, na atualidade, precisamos realizar essa prática com agilidade e eficácia, uma vez que podemos cruzar com 50 desconhecidos em um único dia, ao passo que nossos antecessores encontravam apenas alguns. Podemos aprimorar essa aptidão e até mesmo transmiti-la aos nossos filhos, porém, assim como em qualquer habilidade, isso requer dedicação.

Sobre o autor

Janio Ferreira Costa (Psicanálise Online)

Olá, sou Janio psicanalista, estou feliz por estar aqui. Fazer terapia é ler a si mesmo.

Trabalho com sessão online com adultos, veja meus contatos no final deste artigo. Grato.

Acredito que você é uma pessoa de grande valor e que nasceu para um propósito; dentro de você há um rico depósito de habilidades, mas a vida acontece e surgem situações que obscurecem a visão da gente, fazendo com que você sinta que "não vale a pena". Com isso pode vir a ansiedade ou uma série de transtornos.

Se isso ressoa em você, conecte-se comigo hoje e vamos conversar.
Teremos uma conversa tranquila, privada e (acima de tudo) sem censuras ou críticas.

Viso criar um espaço seguro e sem julgamentos para você conversar, desabafar e descarregar suas vivências.

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