Convivendo

NUNCA MAIS VOLTARÁ A NÃO TER ACONTECIDO

“Aquilo que aconteceu aqui durante uma fração de segundos, está na eternidade; nunca mais voltará a não ter acontecido. Ainda bem que vivi eternamente antes do eterno retorno do não fim”. – Nilo Deyson Monteiro

O trem vai pedir passagem para o fantástico mundo encantado dentro de nós.

Somos seres especiais no Universo. Diferentemente de outras espécies, podemos mudar muitas coisas pelo modo como pensamos e praticamos a partir do pensamento organizado.

Uma ilustração de um balão de pensamento.
stux de pixabay / Canva

A melhor parte do ser humano não pode ser vista a olho nu, somente pela percepção das ações em cadeia, pode-se distinguir o conteúdo em seu caráter. O melhor no ser humano está na alma, no seu interior escondido, pois é ali onde ele nutre o caráter, a personalidade, os recursos e repertórios em seu condicionamento diante do enfrentamento. Vamos, aqui, refletir com filósofo Nilo Deyson Monteiro, sobre a arte das emoções internas.

As emoções podem ser, talvez, as fontes que dão cores ao mundo da imaginação. Somos inspirados pela emoção, nas quais entregamos energias que saem de um afã, para sentirmos isso. Seja com lágrimas ou sorriso, queremos sentir emoções. O cérebro é incrível, faz acontecer muitos fenômenos os quais a neurociência e a própria psicologia tentam encontrar respostas de onde surgem nossos pensamentos, emoções e estruturas psíquicas e intelectuais. Inclusive, eu indico que você, amigo leitor do portal Eu Sem Fronteiras, leia livros e artigos que falam do cérebro e da neurociência.

Voltando ao nosso momento, somos seres esquisitos, sim; esquisitos pelo fato de que, mesmo parecendo uma coisa ser, não somos, logo, somos imprevisíveis como um ataque cardíaco. Não somos acabados por inteiro, isto é, não somos “perfectus” perfeitos ou prontos até o fim. Cada ser humano é, em si, um mistério para si antes de conhecer a si mesmo, bem como uma incógnita diante do olhar externo. Nada agora garante fidelidade de verdade no homem pelo simples fato de que ele não pode ser definido pronto, finalizado como sendo assim ou de outro modo.

Nunca mais voltará a não ter acontecido, aquilo que aconteceu numa fração de segundos atrás está, agora, na eternidade, e isso não para de acontecer no eterno retorno da consciência presente. A presença da consciência é a noção ativada sobre a realidade pela atenção nos fenômenos internos no cérebro e no modo como se sente o agora pela presença no mundo externo do qual agora se vê, no instante nunca ausente.

Não é difícil de compreender tendo a atenção ativa fora da normalidade do mundo medíocre das ideias, para o mundo construtivo da sensibilidade da alma diante dos detalhes mínimos da percepção sentida nesta sensibilidade vinda da alma humana, isto é, daquilo que de melhor existe no ser humano. Ao conseguir tocar na sensibilidade da consciência, que é a real natureza, ali teremos o encontro com a verdade, pois fora da linguagem tudo é silêncio, e a consciência é a ausência de barulhos, pois ali habita apenas o observador.

Uma pessoa segurando uma lente amplificadora. Ao fundo, montanhas e o mar.
Erik Mclean de Pexels / Canva

Quem é esse observador? Basta você tirar o seu nome, retirar os rótulos de tudo aquilo que interpreta pelo condicionamento como sendo isso ou aquilo, e tentar, de verdade, ficar em silêncio, até ver, sentir de verdade quem é você, sendo que você não é nem o seu nome, nem seu condicionamento. O encontro consigo mesmo, o encontro com a verdade te dará equilíbrio e paz no mundo externo.

O mínimo que você precisa saber é quem é você. Descubra isso, e depois o castelo de ilusões, mitos, impedimentos e traumas serão eliminados pela iluminação da sua consciência primeira, isto é, pelo observador que antecede ao ser condicionado à interpretação pelos limites da experiência. Isso não anula a experiência, quiçá mata a sua história, apenas te põe na palma da mão; o touro, que parecia ser tão grande, e que, na realidade, não passa de um animalzinho criado pela imaginação limitada aos medos e preocupações desnecessárias.

A alma humana é tão bela, que a imaginação pode alimentá-la como bem achar. Alguns alimentam a alma com a fé, com a oração, enquanto outros alimentam a alma com a arte da poesia, da Filosofia, com as artes. Não vou falar de quem alimenta a alma com a mágoa e com o ódio, pois isso sabemos que provoca câncer e doenças diversas, por se tratar da alma perdida na escuridão “inferno”. Por outro lado, existe quem alimenta a alma com o amor, com a compaixão, com a compreensão e o respeito pela diversidade.

Repare na paz que existe na natureza, o som dos pássaros, sons de muita paz… Assim é a alma humana, que, infelizmente, não sabe o poder de domínio que contém a partir dos comandos no cérebro, ao eliminar preocupações e ansiedades pela paz no segundo eterno que ocorre agora, em uma fração de segundos, e está, neste momento, na eternidade, sendo que nunca mais voltará a não ter acontecido.

Imaginação é uma das fontes secretas do ser humano, lindo lugar jamais visitado senão pelo próprio ser ali presente que cria, que inventa fantasias em um verdadeiro cenário de teatro, pura arte; magia peculiar em cada um dos mais de 8 bilhões de seres humanos na Terra, um teatro na imensidão da imaginação de cada um.

Uma ilustração de um boneco pensando, imaginando ou refletindo acerca de algo.
WoodeanheadWorld de Getty Images Signature / Canva

O respeito à diversidade é isso, ter a noção de que cada ser humano é, em si, um diretor de teatro nos palcos internos de seus mundos específicos e que devem ser aceitos se não lesarem outros seres pelo modo como conduzem a própria peça em seu teatro peculiar.

Os poetas, por exemplo, são almas tão sensíveis que a inspiração surge em um simples olhar diante de algo insignificante para os demais civis. Digo isso por ser eu, Nilo Deyson, um poeta também, tendo como fonte de inspiração os mais diversos meios, como a natureza, objetos, acontecimentos e pensamentos que nascem sem pretensão, naturalmente vindos do universo da sensibilidade artística e poética, de onde se cria o romantismo, a crítica, a motivação e os lamentos na vida pessoal, ou simplesmente para que a poesia, vinda da inspiração, se agasalhe em alguma realidade a partir da leitura feita pela alma, que empregue, por pertencimento, tal poesia em seu afã por necessidade de expressão, tendo por experiência vivido o que se transmite na poesia, mas que, sozinha, a pessoa não saberia expressar seus sentimentos; logo, a importância da poesia.

A alma humana é extremamente impressionante, a qual é disputada pelos céus e pelo inferno das ideias e sentimentos, logo, ela produz aquilo que consumiu como sequência de inclinações, pela vida que elegeu para si e por verdade; por essa vida, ela morre, se for preciso. Elege para si aquilo que amas fazer, deixa que ela te mate, viva por ela e por ela morra. A sensação da alma é a consciência em movimento eterno agora.

A Bíblia sagrada fala sobre a alma como o bem maior do ser humano, de onde nasce a corrupção, por ser ela alimentada pelo coração, que, segundo a Bíblia, é o coração desesperadamente corrupto. Em Jó, capítulo 33, versos 22, 23 e 24, temos a noção do que significa a alma para o inferno e para os céus. Quem faz o inferno ou os céus, são, talvez, os seus limites intelectuais e espirituais, logo, a necessidade de buscar o conhecimento de quem é você, em como você funciona, bem como sobre o mundo, a história, a Filosofia, a religião, a física quântica, a teologia reversa e todas as fontes de conhecimentos sobre o Universo; a fim de você ampliar os céus e cavar masmorras aos vícios do conhecimento que te consome por preocupações, que seria o inferno, talvez.

Uma mão segurando um relógio analógico de parede.
TheDigitalArtist de pixabay / Canva

O tempo passa muito rápido, cada segundo é eterno; em cada segundo você pode viver eternidades, dependendo de sua atenção, sua percepção pela consciência que observa os fenômenos das emoções. Cores, ruídos, apenas isso e nada além disso é o que você agora sente. Repare agora, em sua volta, cores; ouça, agora, apenas ruídos. Tudo o que você vê, condicionado pela experiência, dá nome. Tudo o que você ouve agora é dado nome pelo cérebro, que identifica os ruídos, logo, são considerados seus limites. Porém, tenta observar sem julgar nada, sem pôr nomes ou rótulos. Repare o silêncio por trás dos ruídos e das cores. Repare por trás daquilo que você pensa agora, existe silêncio. Trabalhe isso diariamente, tendo sua atenção no silêncio por trás dos acontecimentos. Não pare até que você encontre você. Para melhor te ajudar, sugiro que leia SatSang, que leia Sartiaprem, para compreensão melhor da consciência diante do mundo conhecido, fechado e acabado.

O que você ainda não descobriu?

O que precisamos aprender na vida?

Onde encontrar o inédito?

Teria alguma fonte de conhecimento que traga o espanto?

São perguntas que precisamos para não nos fechar em nosso mundo limitado. A alma humana é extremamente espaçosa e nela há muitas moradias, porém devemos saber separar o joio do trigo. Sou muitos em mim, e todos se assentam à mesa comigo; sou, portanto, uma incógnita, todavia posso falar de tudo um pouco por pouco em segundos vividos exatamente agora. Dominamos todas as técnicas e teorias possíveis, porém, ao encontrar um coração humano, sou simplesmente outro simples coração humano. Esse ensinamento te faz saber que você pode tirar lições dos segundos eternos para criar conhecimento, repertório, recursos para viver bem a vida.

O que é novo? Onde ouvir o inédito não repetitivo?

Como encontrar o conhecimento virgem, que jamais, em sua estrada, foi pisoteada pela exploração de vertentes olhares específicos de interpretação sobre a mesma coisa?

O vazio eterno na busca pelo fundo do poço na procura do tesouro, pelo furo da notícia, pela descoberta para o futuro, sempre estará presente no segundo eterno seguinte a esse.

Quem pode explicar a vida?

Quem explica a verdade?

O que é a verdade e como provar que é real?

Você nasceu e tudo estava por aqui, quem é você para confiar e confirmar suas crenças e convicções? Como você explica de verdade suas crenças?

Nunca mais voltará a não ter acontecido, pois o passado congelado ficou na eternidade do segundo vivido. Mesmo sem lembranças, ele aconteceu, e amanhã ele está presente como agora, até que não haja amanhã para você viver segundos de coisas mil.

Amor,

Eu sei que você precisa de mim,

Estarei segundos aqui,

Sempre que vier me sentir

Neste segundo presente,

estaremos um dentro do outro

Cada vez mais juntos

Neste e em nossos

Peculiares mundos

Para o eterno presente

Em todos os tempos

Ausentes de nós

Na eternidade.Poeta Nilo Deyson Monteiro

Enfim, a melhor coisa na vida é acordar e olhar para si,

Amar a si, amar a vida, desenvolver o amor ao próximo e viver os segundos como sendo os últimos da vida.

Gratidão ao Grande Arquiteto do Universo.

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Cuide bem da vida, abrace seus familiares, seja tolerante com a diversidade. A vida é sua, não deve ela a ninguém; estrague-a como quiser.

Sobre o autor:

Nilo Deyson Monteiro Pessanha

Filósofo – Escritor – Poeta – Palestrante e Colunista.

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Sobre o autor

Nilo Deyson Monteiro Pessanha

Sou filósofo, escritor, poeta, colunista e palestrante.
Meus trabalhos culturais estão publicados em diversas plataformas. Tenho obras e livros publicados.

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Sou uma incógnita que deve ser lida com atenção e talvez somente outras gerações decifrem meu espírito artístico. Sou muitos em mim e todos se assentam à mesa comigo. Posso não ser uma janela aberta para o mundo, mas certamente sou um pequeno telescópio sobre o oceano do social.

Contato:
Email: dyson.11.monteiro@hotmail.com
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