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Pessoas que nunca vão te valorizar (não importa o que você faça)

Imagem das mãos de uma pessoa idosa, vendo um álbum de fotografias e segurando uma foto específica em preto e branco, de uma mulher e uma criança.
Vasiliki / Getty Images Signature / Canva
Escrito por Giselli Duarte

Algumas pessoas nunca vão reconhecer seu valor, presas às próprias feridas e inseguranças. Libertar-se disso é parar de buscar aprovação onde ela não existe, honrar sua própria luz e seguir com quem realmente celebra quem você é.

Tem gente que nunca vai te valorizar. Não importa o que você faça. Não importa quanto tempo passe. Não importa quantas vezes você acerte.

Para esse tipo de pessoa, você sempre está errado.

Se você errou algum dia de domingo em 1999, ela vai se lembrar como se fosse ontem. Vai trazer isso à tona sempre que precisar te diminuir. Como se aquele erro definisse você para sempre.

Mas suas conquistas? Essas ela esquece rápido, ou finge que esquece.

Você anuncia no grupo que está fazendo algo novo, que começou um projeto, que alcançou algo importante. Todos apoiam, menos ela…

Mas quando precisa de você, quando precisa de ajuda exatamente com aquilo que você está fazendo, aí ela aparece. Aí você existe. Aí você serve.

Essa pessoa torce por todo mundo. Menos por você.

Ela compartilha conquistas de gente que mal conhece. Comemora vitórias de estranhos. Elogia quem aparece de vez em quando.

Ela vê tudo o que você posta. Olha, lê, acompanha. Mas nunca curte. Nunca comenta. Compartilhar? Jamais.

Ela torce secretamente para você cair. E quando você tropeça, ela está lá para confirmar que sabia que você ia falhar.

A inveja que ninguém admite

Essa pessoa tem inveja de você. Mas não é inveja do que você tem. Não é dos seus bens, dos seus relacionamentos, das suas conquistas.

É inveja de quem você é.

Do seu jeito de ser. Da sua coragem de tentar. Da sua capacidade de seguir mesmo quando tudo está difícil. Da sua presença, da sua luz, da sua existência.

E isso a corrói por dentro. Então, ela tenta te apagar. Te ignora. Te diminui. Te critica. Tudo para não sentir o peso da própria insatisfação consigo mesma.

Quando essa pessoa é da família

Aí complica. Você não escolheu estar perto dela. Ela já estava lá quando você nasceu. Ou você cresceu achando que tinha que manter o laço porque é família.

Pode ser mãe. Pode ser pai. Pode ser irmão ou irmã. Pode ser alguém que deveria te apoiar, mas faz exatamente o contrário.

Imagem de uma família composta pelos pais e seus três filhos menores, sentados em um único sofá de cor cinza.
Monstera Production / Pexels / Canva

E você tenta. Tenta mostrar valor. Tenta ser bom o suficiente para finalmente receber o reconhecimento que deveria ser natural.

Mas nunca chega. Porque o problema nunca foi você.

O que a psicanálise diz

A psicanálise explica que essas pessoas projetam em você o que não suportam em si mesmas.

Quando elas te criticam, quando te diminuem, quando ignoram suas conquistas, elas estão atacando algo dentro delas que não conseguem aceitar.

Você representa tudo o que elas gostariam de ser e não são. Ou tudo o que elas têm medo de se tornar. E isso gera ódio. Um ódio inconsciente que se manifesta como menosprezo, como indiferença, como sabotagem.

Elas também podem estar repetindo um padrão que aprenderam. Se foram criadas em ambientes onde reconhecimento era escasso, onde amor era condicional, onde afeto era moeda de troca, elas reproduzem isso com você.

Podem fazer isso sem consciência. Dentro delas existe uma criança ferida que nunca foi valorizada e que agora não consegue valorizar ninguém.

Mas entender isso não te obriga a aceitar. Você pode ter compaixão pela história dela sem precisar se sacrificar no altar dessa dor.

O que a constelação familiar diz

A constelação familiar mostra que essas dinâmicas vêm de gerações atrás.

Pode ser que essa pessoa carregue uma lealdade invisível ao sistema familiar. Talvez alguém na família não pôde brilhar, não pôde ter sucesso, não pôde ser feliz. E inconscientemente, ela repete isso, te impedindo de brilhar também.

Ou pode ser que exista uma dinâmica de competição no sistema. Onde só um pode estar bem. Onde reconhecer o outro significa perder seu espaço. E aí ela te vê como ameaça, mesmo que você não esteja competindo.

Imagem das mãos de uma consteladora sobre uma família de pais e filhos, desenhada em papel, simbolizando a proteção familiar.
Robert Kneschke / Canva

A constelação também fala sobre ordem. E quando alguém te menospreza constantemente, pode ser que esteja tentando te colocar abaixo na hierarquia familiar. Como se você não merecesse estar no mesmo nível.

Mas você pode honrar a família sem se submeter a padrões doentios. Pode respeitar os vínculos sem se anular.

O que fazer

Primeiro: pare de tentar provar seu valor para quem nunca vai reconhecer.

Você pode conquistar o mundo. Pode ser a pessoa mais incrível do planeta. E essa pessoa ainda vai te ignorar. Sempre foi ela, nunca você.

Segundo: crie distância. Física ou emocional.

Se é possível se afastar fisicamente, faça. Se não é, crie distância emocional. Pare de esperar reconhecimento. Pare de compartilhar suas conquistas. Pare de buscar validação.

Você pode manter contato sem se machucar tentando arrancar afeto de pedra.

Terceiro: busque reconhecimento em quem realmente te valoriza.

Tem gente que torce por você de verdade. Que celebra suas conquistas. Que fica feliz quando você cresce. Foca nessas pessoas. Alimenta essas relações.

E, principalmente: reconheça você mesmo. Suas conquistas são suas. Você sabe o que construiu.

Quarto: se necessário, faça terapia. Ou constelação.

Carregar esse peso de não ser reconhecido por quem você esperava que te reconhecesse dói. E você precisa de ajuda para elaborar essa dor, para entender que a falha estava nela, para aprender a seguir sem depender dessa validação.

Quinto: perdoe. Por você.

Perdoar é soltar. É parar de carregar o peso da mágoa. É entender que ela age a partir das próprias feridas e que isso não diz nada sobre o seu valor.

E seguir. Sem esperar. Sem cobrar. Sem sofrer.

Você sabe o seu valor

No fim, o que importa é que você saiba o seu valor.

Essas pessoas podem te ignorar pelo resto da vida. Podem nunca te reconhecer. Podem continuar torcendo contra.

E você vai estar bem. Você constrói sua vida, suas conquistas, seu caminho. Com ou sem reconhecimento. Com ou sem plateia.

E quem não consegue te valorizar fica para trás. Você escolheu seguir. E quem não anda junto, fica.

Simples assim.

Sobre o autor

Giselli Duarte

Sempre fui movida pela curiosidade e pela busca constante por aprendizado. Minha trajetória percorreu diferentes áreas, da carreira corporativa a experiências menos convencionais, como um curso de DJ. Esse caminho diverso ampliou meu repertório e me trouxe a compreensão de que cada fase contribui de forma concreta para o trabalho que realizo hoje.

Com espírito empreendedor desde cedo, iniciei minha vida profissional aos 14 anos como jovem aprendiz e, aos 21, legalizei meu primeiro negócio. Desde então, criei, conduzi e participei de projetos diversos, sempre unindo visão estratégica, organização e consistência na execução.

Atuo na interseção entre marketing, negócios e comportamento humano, apoiando profissionais e empresas na construção de estratégias claras, posicionamento consistente e processos de crescimento bem estruturados. Ao longo da minha trajetória, trabalhei como profissional PJ em projetos para empresas de diferentes segmentos, como engenharia, startups, agências de comunicação e administração de condomínios. Essa vivência trouxe uma visão prática sobre modelos de negócio, tomada de decisão, estrutura e posicionamento em contextos variados.

Sou formada em Marketing, com MBA em Gestão Estratégica de Negócios, pós-graduação em Design Gráfico e Inteligência Artificial aplicada a Growth Marketing. Em paralelo, aprofundei meus estudos em comportamento humano, autoconhecimento e processos de autorregulação, com formações e pós-graduações em Psicanálise Clínica, Constelação Familiar Sistêmica e Inteligência Emocional.

A experiência com o burnout foi um ponto de inflexão na forma como conduzo minha vida e minha atuação profissional. A partir desse momento, o Yoga e a Meditação passaram a fazer parte do meu caminho, levando à formação em Hatha Yoga, à Especialização em Atenção Plena e Educação Emocional, à Formação de Instrutores de Yoga para Crianças, Jovens e Yoga na Educação e Terapias Integrativas. Esse percurso ampliou minha compreensão sobre saúde emocional, atenção e desenvolvimento humano em diferentes fases da vida.

Compartilho esse conhecimento como colunista aqui no Eu Sem Fronteiras. Também atuo como instrutora de meditação nas plataformas Insight Timer e Aura Health, onde desenvolvo práticas e conteúdos em áudio e formato de podcast, voltados ao cultivo de presença, clareza e equilíbrio.

Como autora, publiquei os livros No Caminho do Autoconhecimento, Lado B e Histórias de Jardim e Café, reunindo reflexões e vivências ligadas ao comportamento humano e à forma como nos relacionamos com a vida e o trabalho.

Atualmente, estou à frente da Terapeutas Digitais, uma agência de marketing especializada em profissionais da área terapêutica. Desenvolvo planejamento de marketing, mentoria, estratégia digital, gestão de redes sociais premium e estruturação de posicionamento, comunicação e processos que conectam marca, público e objetivos de negócio.

Minha atuação como mentora de negócios integra marketing, estratégia e autoconhecimento. Parto do princípio de que empreender exige clareza interna, postura e decisões conscientes, e que, muitas vezes, os desafios do negócio estão diretamente ligados à forma como a profissional se posiciona, escolhe e se relaciona com o próprio trabalho.

Também realizo trabalho voluntário como mentora na RME, Rede Mulher Empreendedora, idealizada por Ana Fontes, participando de mentorias pontuais voltadas ao apoio estratégico de mulheres empreendedoras.

Acredito que negócios alinhados com quem somos ganham mais sentido, direção e impacto. É assim que escolho atuar e é esse caminho que sigo construindo.

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Meditação para quem não sabe meditar

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