Autoconhecimento

Quer saber como é uma pessoa? Dê um idoso para a sua família!

Carlos Mussato
Escrito por Carlos Mussato
Gostaria de dividir com vocês uma situação que está a cada dia mais comum na nossa sociedade, na nossa família e, infelizmente, na nossa igreja. Idosos rejeitados. 

Sim, rejeitados, porém com filhos, que possuem discursos demagogos, discursos hipócritas de pessoas que se dizem cristãs.

Tenho visto idosos, e não são poucos, esquecidos pelos filhos. 
E principalmente, idosos de famílias tradicionais, famílias em que por muito tempo passam a imagem de perfeitas, famílias das quais muitas pessoas se espelham, inclusive eu, que por muito tempo admirei e me espelhei em jovens que hoje têm os seus pais bem idosos e quase esquecidos.

Pessoas que adoram contar vantagem, falar de justiça social, pregar o evangelho e deixam os seus pais na casa dos outros. Em uma família numerosa, “jogam” os seus idosos nas costas de um único filho ou “enfiam” no fundo de um asilo. E, para se justificarem, dizem que lá estão melhores e bem mais cuidados.

Mas não perguntam para os seus “velhos” se lá estão mais felizes, em um asilo, onde “são mais bem cuidados”.

E se escondem atrás de desculpas do tipo: “Não posso ficar com meu pai/minha mãe, pois tenho muito serviço”, “Não tenho tempo”, “Tenho que ir na academia”, “Tenho horário no dentista”, “Tenho que trabalhar”…

E assim por diante, deixam essa obrigação nas costas de um único filho.

Porém aos domingos vão à igreja, e não é só na católica, vão na igreja e contam vantagem e adoram dar sermões nos outros.

Ou então no Natal, no dia dos pais, dia das mães ou no aniversário dos seus idosos, eles reúnem a família, tiram fotos e colocam no Facebook, ou no WhatsApp, para mostrar para os outros.

Mostrar uma coisa que não é verdadeira! 


E eu pergunto:

Os seus idosos querem estar nos meios de comunicação ou querem estar no seio das famílias?

Se um pai tem dez filhos, de quem é a obrigação de cuidar?

De um só? Dois ou três no máximo?

Os únicos que cuidam não têm o que fazer? São vagabundos?

Tem gente que trabalha o dia todo fora, não recebe aposentadoria, mas cuida dos idosos. Outros têm aposentadoria, boa ou ruim, mas têm, e dizem não poder cuidar.

Tenho nojo desse tipo de gente! E olha que tem muitos no meu meio social. Por isso, paroquianos e irmãos de fé, sou Psicanalista e venho falar como profissional. Essas pessoas não sabem o que estão perdendo de oportunidade de aprendizado. E se falo como cristão, tenho pena desses coitados egoístas que esquecem os seus “velhos”. E se dissesse como ser social, me perguntaria: “Isso é culpa da sociedade? Que sociedade é essa?”. Mas como gente, digo que tenho vergonha dessas pessoas que têm um discurso, mas que, na prática, jogam os seus “velhos” nas costas dos outros. Hipócritas.

Sobre o autor

Carlos Mussato

Carlos Mussato

Formado em Ciências Contábeis e Administração, psicanalista, mestrado em Administração de Recursos Humanos e Psicoterapia Analítica de Grupo. Conferencista e instrutor de treinamento na linha motivacional, auto-estima, comunicação, qualidade, relacionamento pessoal e vendas. Tem registrado mais de duas mil palestras na área de auto-ajuda, comunicação, grafologia e PNL. Atualmente, é consultor na área de Grafologia e Comunicação em empresas privadas, instrutor de cursos de Grafologia há mais de 20 anos, já formou mais de 5000 alunos, elabora diagnóstico e laudo para todo o território nacional e exterior, escritor com QUATRO livros lançados e grufoterapeuta. Membro Efetivo da SOBRAG - Sociedade Brasileira de Grafologia.

Membro da ABRACE - Associação Brasileiro da Ciência da Escrita.

Professor do Colégio Brasileiro dos Professores de Grafologia

Perito Grafotécnico da quinta Vara Civil de Campinas

Diretor do Instituto de Desenvolvimento Humano Carlos Mussato Ltda

Presidente de Associação Brasileira de Psicanálise Moderna.

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