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Se é um trabalho, trate como tal. Parcerias precisam de contrato!

Os braços e mãos de duas mulheres de negócios estão em destaque sobre uma mesa. Elas estão segurando canetas e lendo um documento ou contrato.
Thecorgi / Canva
Escrito por Giselli Duarte

Parceria boa é só na base da confiança? E quando a empolgação vira frustração? Afinidade basta para um projeto dar certo? Nem tudo é tão simples quanto parece… Descubra por que contrato também é cuidado. Continue lendo e proteja seus sonhos!

É simples: se você vai empreender junto com alguém, o mínimo que deve existir é um acordo claro, por escrito. E não estou falando de desconfiança, estou falando de responsabilidade.

Já vi boas ideias virarem dor de cabeça. Já vi amigas se afastarem, projetos promissores ruírem e conversas terminarem em silêncio. Não por maldade. Mas por falta de estrutura, de conversa séria e de organização básica.

Ter afinidade com alguém não é o suficiente para fazer uma parceria dar certo. Gostar da pessoa, admirar o trabalho dela ou sentir que há uma conexão bonita entre vocês também não é. Isso pode até inspirar o começo, mas não sustenta a prática.

O que sustenta um projeto conjunto é clareza. Papel assinado. Tarefa dividida. Expectativas alinhadas desde o início. Quem faz o quê, quando, como, com que recurso, com qual responsabilidade.

Se vai haver venda, como o dinheiro será dividido? Quem responde por cada parte? O que acontece se uma quiser sair no meio do caminho? Vai ter reembolso? Vai ter uso do material depois? Vai ter prestação de contas? Tudo isso precisa estar definido, de preferência por escrito e assinado. E não adianta pensar nisso só quando o problema aparece. Tem que ser antes.

Não é porque você trabalha com cura, energia, sensibilidade ou espiritualidade que pode deixar o profissionalismo de lado. Espiritualidade e maturidade andam juntas. Responsabilidade também é energia.

Quem não cuida disso no início está empurrando para frente uma confusão que, mais cedo ou mais tarde, vai estourar. E quando estoura, vira desgaste emocional, mágoa e até vergonha de ter começado algo que não tinha estrutura.

Duas mulheres asiáticas e de negócios estão trabalhando juntas. Há dois "tablets", além de canetas, papéis e uma xícara em cima de uma mesa.
Yoshiurara / Getty Images Signature / Canva

Se o projeto é sério, trate como sério. Parceria não é brincadeira. Não é favor. É trabalho. E trabalho exige compromisso. Exige documento. Exige conversa difícil, se for preciso. Porque parceria não é só quando está tudo fluindo. É também quando as coisas apertam, quando dá erro, quando precisa decidir o que ninguém quer decidir.

Fazer contrato é um ato de respeito. Por você. Pela outra pessoa. Pelo tempo e energia que ambas vão investir. Se você tem medo de formalizar, talvez precise se perguntar por quê. Talvez a empolgação esteja maior que a maturidade. Talvez o medo de parecer “dura demais” esteja sabotando sua clareza. Mas acredite: é muito mais duro ter que resolver depois o que poderia ter sido evitado no começo.

Você pode ser gentil, empática e ter um coração enorme. Mas, se quiser empreender com saúde, vai precisar aprender a colocar limites e deixar tudo bem definido. Parceria consciente começa com responsabilidade compartilhada. E a responsabilidade começa no papel.

Sobre o autor

Giselli Duarte

Sempre fui movida pela curiosidade e pela busca constante por aprendizado. Minha trajetória percorreu diferentes áreas, da carreira corporativa a experiências menos convencionais, como um curso de DJ. Esse caminho diverso ampliou meu repertório e me trouxe a compreensão de que cada fase contribui de forma concreta para o trabalho que realizo hoje.

Com espírito empreendedor desde cedo, iniciei minha vida profissional aos 14 anos como jovem aprendiz e, aos 21, legalizei meu primeiro negócio. Desde então, criei, conduzi e participei de projetos diversos, sempre unindo visão estratégica, organização e consistência na execução.

Atuo na interseção entre marketing, negócios e comportamento humano, apoiando profissionais e empresas na construção de estratégias claras, posicionamento consistente e processos de crescimento bem estruturados. Ao longo da minha trajetória, trabalhei como profissional PJ em projetos para empresas de diferentes segmentos, como engenharia, startups, agências de comunicação e administração de condomínios. Essa vivência trouxe uma visão prática sobre modelos de negócio, tomada de decisão, estrutura e posicionamento em contextos variados.

Sou formada em Marketing, com MBA em Gestão Estratégica de Negócios, pós-graduação em Design Gráfico e Inteligência Artificial aplicada a Growth Marketing. Em paralelo, aprofundei meus estudos em comportamento humano, autoconhecimento e processos de autorregulação, com formações e pós-graduações em Psicanálise Clínica, Constelação Familiar Sistêmica e Inteligência Emocional.

A experiência com o burnout foi um ponto de inflexão na forma como conduzo minha vida e minha atuação profissional. A partir desse momento, o Yoga e a Meditação passaram a fazer parte do meu caminho, levando à formação em Hatha Yoga, à Especialização em Atenção Plena e Educação Emocional, à Formação de Instrutores de Yoga para Crianças, Jovens e Yoga na Educação e Terapias Integrativas. Esse percurso ampliou minha compreensão sobre saúde emocional, atenção e desenvolvimento humano em diferentes fases da vida.

Compartilho esse conhecimento como colunista aqui no Eu Sem Fronteiras. Também atuo como instrutora de meditação nas plataformas Insight Timer e Aura Health, onde desenvolvo práticas e conteúdos em áudio e formato de podcast, voltados ao cultivo de presença, clareza e equilíbrio.

Como autora, publiquei os livros No Caminho do Autoconhecimento, Lado B e Histórias de Jardim e Café, reunindo reflexões e vivências ligadas ao comportamento humano e à forma como nos relacionamos com a vida e o trabalho.

Atualmente, estou à frente da Terapeutas Digitais, uma agência de marketing especializada em profissionais da área terapêutica. Desenvolvo planejamento de marketing, mentoria, estratégia digital, gestão de redes sociais premium e estruturação de posicionamento, comunicação e processos que conectam marca, público e objetivos de negócio.

Minha atuação como mentora de negócios integra marketing, estratégia e autoconhecimento. Parto do princípio de que empreender exige clareza interna, postura e decisões conscientes, e que, muitas vezes, os desafios do negócio estão diretamente ligados à forma como a profissional se posiciona, escolhe e se relaciona com o próprio trabalho.

Também realizo trabalho voluntário como mentora na RME, Rede Mulher Empreendedora, idealizada por Ana Fontes, participando de mentorias pontuais voltadas ao apoio estratégico de mulheres empreendedoras.

Acredito que negócios alinhados com quem somos ganham mais sentido, direção e impacto. É assim que escolho atuar e é esse caminho que sigo construindo.

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Meditação para quem não sabe meditar

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