Autoconhecimento Psicanálise

Ser feliz ou ter razão? Eis a questão!

Wilian Lichtenthäler



A pergunta está com certeza diretamente ligada à maneira que nós pretendemos, desejamos e queremos viver nossa vida.

Você prefere “ser feliz” ou “ter razão” sempre nas coisas, opiniões e vivências. Quero compartilhar com vocês alguns questionamentos sobre as duas nuances e como elas são determinantes com relação às nossas posturas e posicionamentos.

Acredito que vocês conhecem pessoas que sempre querem ter razão em suas colocações, não deixando margem para quaisquer novos pensamentos ou ideias que possam modificar sua maneira de pensar. Esse comportamento denota medo, pois mudanças geram receio e insegurança e, com certeza, dúvidas sobre como fazer tais modificações na maneira de pensar e ser.

Muitos não conseguem enxergar que toda mudança é positiva, pois gera novos aprendizados, sendo que crescemos por meio das trocas. Nossa mente agrega novos valores que, futuramente, poderão colaborar de forma decisiva para o engrandecimento do ser.

Infelizmente, muitos não pretendem nem querem mudar, pois justamente vão interferir no status quo. Essas pessoas querem permanecer como antes, não se sentem à vontade para realizar tal intento, isso decorre mais da teimosia do que do próprio medo.

Não percebem que sempre se comportam como se sua opinião fosse somente a correta e que de pouco em pouco estão afastando as pessoas, justamente por não serem flexíveis com as ideias e conceitos dos seus pares, tornando-se pessoas não confiáveis e abertas ao diálogo.

Assim, vemos o quanto “ter razão” sempre ocasiona muito mais prejuízos do que alegrias na vida, trazendo mais enfado e dificuldades de conviver com pessoas dessa natureza. Além disso, somente querer ter razão nos torna indivíduos donos da verdade e perfeccionistas, atitude não muito saudável em uma sociedade.

Agora, quando procuramos levar a vida com mais leveza, aprendendo que não temos controle sobre quase nada, que para tudo existe uma razão de ser, que nossas preocupações não nos acrescentam nada, ao contrário, acabam criando mais dificuldades com nosso comportamento alienado e irritante, que estamos estragando a possibilidade de criarmos novas realidades em torno de nós, de crescermos, apesar de nossas intempéries e tendo como horizonte o nosso desenvolvimento pessoal, aí, acredito que estamos na direção certa.

Com certeza, a vida nos guiará para aquilo que seja mais importante e necessário para cada um de nós, estaremos indo ao encontro, como mencionei em texto anterior, à realização de tudo com “PRAZER” e, assim, sem dúvida alguma, seremos felizes.

Muitos poderão dizer que a felicidade é uma utopia, mas se não temos sonhos, se não buscamos melhorar nossa condição como ser humano, o que estou fazendo aqui neste “Planetinha Azul?”. Vim aqui somente para trabalhar, casar, ter um parceiro, filhos, família…e o que realizei para meu próprio crescimento, o que tenho feito para mim?

Acredito que “SER FELIZ” é o encontro de sua alma com seu ser consciente, entender o porquê de estar vivo e qual a sua missão ou missões. Sim, muitos têm mais de uma, e no que diz respeito à felicidade, nunca acreditei que ela seja utópica, e sim uma possibilidade viável, desde que compreendamos a verdadeira razão do nosso viver.

Parafraseando William Shakespeare em Hamlet, em sua excepcional observação da vida em que coloca “ser ou não ser, eis a questão”, quero utilizar uma expressão muito similar a esta: “Ser feliz ou ter razão, eis a questão”.

Sobre o autor

Wilian Lichtenthäler

Wilian Lichtenthäler

Formado pela Universidade Metodista de São Paulo em Administração de Empresas.

Completei cursos de extensão na área de saúde: Psicanálise e Análise /Medicina Tradicional Chinesa / Terapia Ortomolecular.

Tenho mais de 20 anos de experiência atuando como Psicanalista / Analista Clínico e Terapeuta Transpessoal. Foco em distúrbios de ordem Mental, Física e Emocional. Além de experiência de mais de 2 décadas em Medicina Tradicional Chinesa, tendo como especialidades áreas Ginecológicas, Neurológica, Psicológica e Reumatológica.

Possuo conhecimento de Terapias Complementares para o reequilíbrio dos pacientes mediante uso de técnicas como Massoterapia, Cromoterapia, Tuína, Do-in, Shiatsu e Terapia Ortomolecular. Além de conhecimento em Fitoterapia Chinesa, Brasileira e Florais de Bach e Quântico como complemento em tratamentos de casos crônicos e agudos e na prevenção de enfermidades.

Ministro Palestras e Aulas focadas principalmente às áreas de atuação em especial, Medicina Tradicional Chines, Psicanálise & Análise Psíquica, Florais de Bach, e ligadas ás áreas comportamentais.

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