Autoconhecimento

Série – Consciência em Transformação Artigo 7 – A entrega

Homem negro segurando caderno e olhando pra o lado.
Ketut Subiyanto / Pexels
Escrito por Anna Maria Oliveira

Chegamos à sétima etapa… mas ainda não é o fim, pois a vida se constitui de começos, fins e novos começos!

Quando morremos para o que é velho, criamos um lugar vazio para o novo. Nada pode ser inserido em um lugar ocupado.

Na entrega está a perfeição e, com ela, a paz.

Nesse ponto deixamos de teorizar, antecipar, lutar e contestar. Sentimos a antiga forma tão distante como se fosse uma outra vida. Há um crescente sentido de distanciamento.

É a fase da confiança na vontade e na voz interior, quando oferecemos a nossa vontade à vontade superior.

Conhecimento se transforma em sabedoria e a visão interior leva à iluminação.

É a estação da fênix alçando voo.

Há um lugar sagrado dentro de cada um de nós onde o mundo interno e externo são reconhecidos como um só. E está além do inimigo.

Mas qual inimigo? Aquele que insiste em dizer que você é menos do que o espírito criador. É a ilusão de mil faces, que nos seduz dizendo que somos os papéis que desempenhamos.

A entrega nos aproxima mais e mais da mudança que ocorre entre “o eu faço” e o “eu sou”. Aceitar a falsa identidade é gastar energia para alimentar ilusões.

A mudança interior se faz para o “eu sou”. De maneira consciente, podemos fazer com mais criatividade, imaginação, energia, beleza e leveza.

A purificação é a morte para o passado e a entrega é o convite para viver o presente.

A entrega significa deixar de lado os controles e não as capacidades.

Abandonamos o uso manipulador das nossas capacidades para controlar o mundo. Nossa potência passa a ser administrada de forma mais cuidadosa.

Mulher sentada em pedra sorrindo.
Mental Health America (MHA) / Pexels

Para viver a entrega plenamente, precisamos retirar de outras pessoas o controle sobre a nossa vida.

Agir por meio das vozes dos outros é não agir de acordo com a própria vontade, sentimento e compreensão de si mesmo. É estar fora do controle de nossa vida.

Podemos dizer que estamos reagindo, não agindo.

Os relacionamentos assumem um significado diferente. Um relacionamento se torna importante não porque satisfaz as necessidades da personalidade, mas porque é um caminho para a totalidade.

A entrega nos ensina a soltar as ideias preconcebidas a respeito daquilo que achamos que temos de fazer para sermos felizes. A felicidade é redefinida.

Entregar é desapegar e indiferença é a mola do medo, do egoísmo, do julgamento. É uma ideia do eles contra nós.

O verdadeiro desapego reconhece o desafio, depois libera a necessidade do ego de interpretar os objetivos que estão por trás do problema.

O desapego permite que as pessoas se desenvolvam no seu próprio ritmo e tempo. Trata-se de uma forma elevada de amor, pois ama o ser que está por atrás do desafio e não se fixa no desafio ou no problema.

Durante a fase de entrega, nós nos tornamos a personificação da nossa nova verdade. Ela está presente em tudo o que realizamos: levar os filhos para a escola, trabalhar, viajar, estudar, encontrar os amigos… É aí que a mudança se torna manifesta: na vida comum, que se torna incomum.

É hora de dançar, honrar o corpo com sabedoria, viver a espiritualidade sem amarras e crenças limitantes… Ser o arquiteto do próprio destino, assumir a responsabilidade por aquilo que acreditamos ser a nova verdade.

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Temos todas as respostas dentro de nós. O segredo é ter acesso a elas!

Vamos revisar os sete passos da mudança consciente?

Faça uma lista dos sete passos: Desafio, Resistência, Despertar, Compromisso, Purificação e Entrega.

Ao lado de cada etapa, escreva as seguintes perguntas:

  • Quando ocorreu o desafio mais importante da sua vida?
  • Quando você rompeu o padrão pela primeira vez, que resistência surgiu?
  • O que lhe trouxe o esclarecimento e o despertar?
  • O que você fez para estabelecer um novo compromisso com o novo modelo?
  • Que tipo de purificação aconteceu para que a antiga forma não tivesse nenhum atrativo para você?
  • Quando você diria que se entregou honestamente à nova forma?

Lembre-se: você se encontra em uma passagem.

Não se trata daquilo que você é, mas daquilo que você está vivenciando.

Você é o ser consciente que está passando pela mudança!

Mulher branca meditando com terço na mão.
RF._.studio / Pexels

Desejo sucesso em sua Jornada!

Prática meditativa para te inspirar: Fluir na Jornada

Boas experiências reflexivas!

Abraço carinhoso repleto de Paz!

Sobre o autor

Anna Maria Oliveira

Atuo como palestrante, consultora, professora formadora na abordagem meditação e yoga lúdico na educação, desenvolvida por mim. Graduada em cursos complementares, como arte contemporânea, xilogravura, educadora brincante, reiki tibetano, técnicas corporais ayurveda, instrutora de yoga na educação com crianças.

Vasta experiência em educação pública e no terceiro setor.

Realizo atendimento individualizado para profissionais da educação, utilizando a abordagem consultoria integrada experiencial.

Fundadora da Academia Confluência, escola de desenvolvimento humano para autogestão.

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