Energia em Equilíbrio

Yin e Yang: Luz e sombras

Simbolo do Yin e Yang em um papel
123RF
Anne Moon
Escrito por Anne Moon

O feminino (yin, lua, sombras) e masculino (yang, sol, luz)… Calma, não estou falando de sexo biológico ou de gênero, estou falando de pontos importantes que todos nós temos: Lado luz, lado sombra, yin (energia feminina) e yang (energia masculina).

Esse artigo não é para discutir a questão de gênero e sexo biológico, é sobre energia, que faz parte da construção do ser humano.

Peço que considere esse termo “energia masculina” e “energia feminina” apenas como uma nomenclatura, excluindo as ideias do senso comum sobre os papéis de gênero que conhecemos, pois não tem nada a ver. Tanto que todo mundo possui energia masculina e feminina, yin e yang.

Calma, eu sei que esse tipo de assunto dá uma confusão em nossas mentes, mas vou explicar de uma forma simples neste artigo.

Duas pessoas de mãos dadas com suas sombras refletindo no chão
William Perugini / 123RF

Esse conceito vem do oriente e diz que o mundo e os seres humanos são regidos por energias de dois polos diferentes. Ou seja, há uma dualidade que rege o universo, como se fosse dois opostos que devem estar em equilíbrio. Ou seja, para que exista luz, é necessário que exista sombras.

Não tem nada a ver com o conceito de Maquiavel, de “certo” e “errado”, “mal” e “bem”, associado a luz e sombras, o que é bem relativo, vai de acordo com cada construção de cada grupo.

Existe uma confusão muito grande sobre o conceito de luz e sombras, pois esse conceito é amplamente associado a uma ideia muito preconceituosa que felizmente já está sendo colocada em questionamento.

Não se trata necessariamente dessa ideia simplória de “luz” versus “sombras”, é muito mais do que isso.

Mulher na rua encostada na parede olhando para baixo
Eric Ward/unsplash

Yin e yang são energias opostas que coexistem entre si harmonicamente. Fala-se sobre uma expectativa de padrão. Cada pessoa tem o seu padrão de comportamento, que é quando ela está na potência de seu temperamento primário, que deve regê-la, ou seja, em equilíbrio. Mas quando há um desequilíbrio, passa da potência para a prepotência ou impotência de seu temperamento. Quer dizer que ou estão em excesso ou em falta as características desse temperamento, ou seja, entram em desequilíbrio, bagunça toda a vida da pessoa.

Por exemplo, se estou em uma reunião, tenho que mostrar confiança e persuasão para expressar as minhas ideias, então tenho que ativar meu yang, minha energia masculina, de ação, execução, de doação para eu ser bem-sucedida em meus objetivos. Essa energia é mais agressiva, mais ativa e sedutora. Sim, a sedução é uma arma não apenas para conquistar alguém emocional e sexualmente, mas também uma arma para conquistar clientes, se você tem um negócio, algo que tenha que vender, ou se, no caso, você trabalhe com arte, assim como eu, e tenha que vender a sua imagem com verdade e transparência. Quando ativa o yang, você apela para a objetividade, para a racionalidade, o pensamento mais lógico.

Duas pessoas conversando sentadas segurando xícara de café
Joshua Ness/ Unsplash

Agora, quando tenho que ser mais observadora, ouvinte e me submeter a algo ou a alguém, tenho que ativar o meu yin, minha energia feminina, de receptividade para aquela situação. Por exemplo, quando estou em uma reunião e preciso escutar ideias, ou em alguma conversa com algum amigo ou colega. Essa é uma energia também de criatividade, emocional, importante para ideias novas, não somente se você trabalha na área da arte e da cultura.

Enfim, esse é um assunto para o meu workshop que será lançado em breve.

O yin também é sobre delicadeza, doçura, sensibilidade, espiritualidade e intuição, por ser sobre sombras, o que está mais oculto, profundo.

Compreendem que a questão do yin (feminino) e yang (masculino) é mais energética sobre polos opostos que regem a sociedade? Que não existe um melhor ou pior, os dois se complementam?

Pessoa segurando um pedaço de espelho e se olhando no reflexo
Vince Fleming/Unsplash

Essa é a formação do equilíbrio do universo, não existe um sem o outro. Sim, tenho que bater novamente nessa tecla, porque é o segredo da vida, uma vida plena. Todos nós temos luzes e sombras e viver harmonicamente é reconhecer essa dualidade que existe dentro de nós. Se ignoramos ou negamos um, é como se estivéssemos matando a nós mesmos.

Todos temos esses dois tipos de energias e elas funcionam muito melhor quando bem alinhadas. O desalinhamento pode trazer consequências bem sérias para as nossas vidas. Seja no emocional e psicológico que podem somatizar em doenças físicas.

Muitos pensam que equilíbrio e harmonia é só luz, paz e amor na vida, até mesmo muitos espiritualistas pregam isso. Tem até os que interpretam de forma errônea o que Buda fala sobre equilíbrio e o caminho do meio. Falei sobre isso em um artigo meu mais antigo, dessa cobrança para sermos perfeitos, e até em minhas redes sociais, tudo tem que ser perfeito, queremos ter controle de tudo e de todos, o mundo tem que estar na palma das nossas mãos, tudo tem que estar no lugar…

Pessoa com a mão aberta em direção a um faixo de luz da janela
Dyu Ha/Unsplash

Mas não é assim que a vida é e Buda sabia bem disso. Ele diz sobre se conhecer e reconhecer as luzes e as sombras que existem dentro de nós, saber trabalhá-las para que fiquem em harmonia e equilíbrio. Um não exclui o outro. Eu só reconheço o que há de luz em mim, por reconhecer o que são sombras em mim.

Uma vez a venerável Roshi Coen e o professor Mario Sergio Cortella, em um evento em uma livraria para o lançamento de um livro escrito em conjunto chamado “Nem anjos nem demônios: A humana escolha entre virtudes e vícios”. Nesse bate-papo, houve uma discussão muito profunda sobre a dualidade humana que me fez refletir bastante. O que nos faz querer fazer o certo? O que nos faz querer ser a melhor versão de nós mesmos a cada dia? Por termos cometido muitos erros na vida, por percebermos que a forma a qual levávamos não está mais fazendo sentido. Reconhecemos a paz por termos turbulências em nós, reconhecemos o amor por termos a ira dentro de nós. Essa ira que é um estalo para que não fiquemos acomodados, é essa ira que nos faz querer “virar a mesa” e falar “Chega, se eu continuar com a minha vida dessa mesma forma, ela não vai se movimentar e vou ficar estagnado”.

E é assim que começamos o processo do despertar, de conquistar o estado de nibbana (da contemplação, da iluminação). Não é um caminho gostoso, agradável. É desconfortável, muito doloroso.

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Toda mudança causa um incômodo, pois nos tira da zona de conforto. Quando se fala em yin e yang, não é sobre bem ou mal. O bem é o equilíbrio entre luz e sombras, o mal seria o desequilíbrio desses dois opostos.

Um não exclui o outro, e já vi blogs falarem que essa interpretação yang (energia masculina) e yin (energia feminina), que as pessoas geralmente fazem, é muito agressiva e realmente dá brechas para ideias extremistas e preconceituosas, que a sociedade criou e assim associando ao conceito de luz e sombras, yin e yang.

Gratidão a quem leu este artigo!

Sobre o autor

Anne Moon

Anne Moon

Anne Moon é uma escritora graduada em letras que nasceu e mora em São Paulo com seus pais e com o irmão mais velho. Desde criança adora escrever e contar histórias. Antes dos 10 anos já havia escrito duas histórias de ficção e uma biografia, e aos 14 anos começou a escrever o primeiro volume, “The Rise of the Fallen”, da série de livros “Dark Wings”

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