Autoconhecimento

10 máximas sobre o amor humano

amor
Luis Lemos
Escrito por Luis Lemos
O amor é um daqueles sentimentos muito difíceis de serem definidos. Tudo o que já foi dito ou que se possa dizer, é muito pouco, ou quase nada, em relação com aquilo que ele é. Mas o que é o amor mesmo? Infelizmente, não sabemos… Bom mesmo é falar do amor enquanto sentimento sublime que se sente por algo ou por alguém que não se pode ou não se tem como explicar. Dessa forma, pode-se falar das consequências ou ausência do amor, mas nunca propriamente dele. Por isso, aqui vão algumas dicas sobre o amor verdadeiro, aquele amor que se colocado em prática colabora com o equilíbrio do paraíso. 

1. Quem ama se antecipa, chega à frente. Sim, o amor faz a pessoa antever ou prever o que vai acontecer ou que poderia acontecer. É assim no relacionamento de uma mãe ou um pai que ama o seu filho. Eles fazem de tudo para prevenir o filho de um acidente, por exemplo. Ou de se decepcionar, por alguém, etc. Portanto, é verdadeira a máxima de que “quem ama se antecipa”.

2. Quem ama busca sempre a felicidade do outro, nunca a sua própria felicidade. Para explicar de formas prática essa tese, mais uma vez, recorre-se ao exemplo da mãe ou do pai em relação aos filhos. Pois bem! Qual é o pai que não quer ver a felicidade dos filhos? Não existe, não é mesmo? Se tiver algum pai que busca a própria felicidade em detrimento da felicidade do filho, não é pai, é padrasto! Todo pai é feliz na felicidade dos filhos!

3. Quem ama tem paciência e sabe esperar o momento certo para cobrar do outro os mesmos sentimentos de carinho, respeito e admiração. A paciência e a compreensão são máximas de valor inestimável. Na verdade, é isso que está faltando na sociedade atual. Não se tem mais paciência com nada, principalmente com o outro. A paciência é uma virtude nobre que quem a tem compreende que o outro possui o seu próprio tempo, o seu próprio movimento. As escrituras sagradas chegam a dizer que existe tempo para tudo, tempo para plantar, tempo para colher e assim por diante…

4. Quem ama torna-se humano, pois o amor é o mais belo de todos os gestos humanos. O amor é tão humano que foi o próprio Deus que disse em João 10-7 que Ele era Amor. Santo Agostinho tem uma frase muito oportuna para entender essa tese, que diz: “Ama e faz o que quiseres”. De fato, o amor diviniza o humano. Amar é torna-se humano e amando o humano você se diviniza.

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5. Quem ama tem sempre razão, pois o amor é paixão no sentido de viver intensamente o amor verdadeiro centrado na essência daquilo que é amor verdadeiro. Só o amor é paixão. A paixão não é amor. Mas o amor se vale da paixão para o humano se sentir forte para o amor. Amando, o homem muda os planos da natureza animal. Torna-se divino porque é humano. Experimenta o prazer ao máximo e, ao mesmo tempo, o sofrimento: ao saber que é limitado. Apesar de ser uma incógnita, viva o ser humano!

6. A paixão é algo que o homem tem em comum com o animal, mas no homem, ela é diferente, porque ela está sob o controle da razão. No momento em que a paixão é isolada da razão, surge a tensão. Em conflito, o homem tende a agir por instinto. Agindo por instinto, o homem volta ao princípio: é animal. É preciso, portanto, agir racionalmente, para que o homem volte a ser o que ele está destinado a ser: humano.

7. Toda paixão é boa, mas o amor é muito melhor. A paixão é parte integrante da natureza humana. O amor é parte essencial da existência humana. O amor não é um reflexo, porque ele não é inconsciente, e sim consciente. A paixão é aquela que está relacionada com as emergências, como o medo, o sexo e o desespero. O amor não. O amor é sempre nobre. Apaixone-se para viver e não viva para se apaixonar!

8. O importante no amor é que ele seja amor, e não paixão. A finalidade última da vida é o amor. Você deve viver por amor. Morrer por amor. Quem não tem amor, não é humano. É um animal comum. Transforma-se em uma espécie de demônio, cujo nome é legião. Enquanto legião, o homem vive alienando. Enquanto alienação, o homem é um ser doente. Enquanto se encontra doente, o homem se acha um nada em relação ao tudo. A doença é um momento de encontro: com si mesmo e com o outro, que é Deus.

9. O resultado final de uma vida sem amor é a frustração. O contrário do homem amoroso é o homem frustrado, que vive tentando satisfazer todas as solicitações infinitas dentro das solicitações finitas. O homem enquanto ser finito busca o infinito. Se for encontrar esse ser, depende dele, ou seja, da sua fé. A fé é uma busca sem fim, onde o começo é o instante presente. Enquanto ponto de chegada, a fé é a realização humana, com si mesmo, com o outro, que pode ser o universo e com a metafísica, que pode ser Deus.

10. O homem torna-se frustrado por não possuir um objetivo supremo na vida, mas apenas múltiplos desejos, por considerar como objetivo da vida a conquista do poder econômico ou político, por reduzir todas as atividades humanas em expressões do elemento sub-humano e erótico. Vale a pena transcender essas máximas para que o homem encontre a sua realização plena, o amor pleno. E você deve estar aí pensando com os seus botões: mas isso é possível? E eu te respondo que é sim plenamente possível a realização humana! Primeiramente, basta amar a si próprio. Depois, amar o outro, os seus amigos, a sua família, o estrangeiro, o seu inimigo… Enfim, tem que ter sempre pensamentos positivos na mente, mesmo sabendo que eles serão inatingíveis. Portanto, sejamos utópicos e desejemos o impossível.

Sobre o autor

Luis Lemos

Luis Lemos

Graduado em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA); Graduado em Filosofia pela Universidade Católica de Brasília (UCB); Bacharelado em Filosofia pelo Centro do Comportamento Humano (CENESCH).

Professor de Ciências Naturais na Secretaria Municipal de Educação de Manaus (SEMED/AM). Professor de Filosofia da Educação, Ética e Filosofia Jurídica na Faculdade Martha Falcão/Devry Brasil.

Tem experiência na área de Filosofia da Ciência, com ênfase em História da Filosofia, atuando principalmente com os temas: Educação, Ensino de Ciências, Epistemologia, Ética e Ética Profissional.

Autor dos livros: O primeiro olhar – A filosofia em contos amazônicos (2010); O segundo olhar – A filosofia em temas amazônicos (2012); O terceiro olhar – A filosofia em lendas amazônicas (2014); O homem religioso - A jornada do ser humano em busca de Deus (2016).