Nesses últimos meses de julho e agosto, fomos bombardeados com posts nas redes sociais falando do uso do kiwi para o auxílio no combate à constipação crônica.
O que aconteceu é que a fruta entrou oficialmente para o protocolo de manejo dessa condição pela Associação Dietética Britânica, e isso repercutiu por aqui.
A recomendação: 2 a 3 unidades por dia, inclusive com a casca.
Fundamentação:
1 – Ele é rico em um tipo de fibra que, em contato com a água, aumenta bastante de tamanho, ajudando a tornar as fezes mais volumosas e facilitando a passagem pelo intestino.
2 – Ele também é rico em actidina, uma enzima que auxilia na digestão de fibras, o que também costuma ajudar com a constipação.
3 – Contém na polpa um tipo de “cristal” chamado ráfides que pode estar ligado ao aumento da produção de muco pelo intestino, o que aumenta sua lubrificação.
4 – Pode contribuir para a diminuição de bactérias nocivas produtoras de metano (associadas à constipação).
Mas a pergunta que não quer calar: será que funciona mesmo?
A questão é: não adianta comer kiwi se você não toma água em quantidade satisfatória. Não adianta comer kiwi se você tem uma alimentação toda errada, baseada em alimentos pobres em nutrientes e ricos em aditivos químicos, açúcares, gorduras nocivas e pobres em fibras.
Além disso, o ideal é sempre investigar a causa da constipação, para então tratar na raiz.
O kiwi, assim como outros alimentos, pode auxiliar e facilitar, mas não substitui uma intervenção terapêutica completa para a modulação intestinal.
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Ferramentas para a melhoria da saúde e a prevenção de doenças existem diversas; o que muda para o que funciona e o que não, é a estratégia baseada nas necessidades de cada pessoa, pois não existe tratamento/protocolo fixo que funciona em 100% dos casos para todas as pessoas.
Dra. Érica Galli – Intestino e Inflamação
Enfermeira Clínica esp. Ortomolecular e Terapias Integrativas
Instagram: @atlantissaude
ericagalli.com.br
