Autoconhecimento Meditação

Autoconhecimento e cotidiano

Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras

As reflexões que nos levam ao autoconhecimento são fundamentais para a elevação de nossa sabedoria e, consequentemente, para uma vida mais feliz. Não que o ensino tradicional não seja importante, muito pelo contrário. Porém, quem conhece a si próprio acaba também conhecendo o mundo. Além de fundamental para o nosso cotidiano, vale ressaltar que a eficácia da reflexão é multiplicada quando o exercício de refletir é realizado de maneira contínua ao longo da vida.

Numa sociedade materialista e que nos cobra cada vez mais ações e atitude, a reflexão é pouco valorizada.

Uma reflexão que pode te levar a se conhecer melhor e também fazer com que você aja de acordo com seus verdadeiros ideais é fazer a si próprio quatro perguntas contínuas envolvendo porquês. Por exemplo: você é feliz? “Não”. Por quê (pergunta 1)? “Porque não gosto do meu trabalho”. Por quê (pergunta 2)? “Porque eu me arrependi de trocar de emprego”. Por quê (pergunta 3)? “Porque eu gostava do que eu fazia, mas me importei mais com o salário”. Por quê (pergunta 4)? “Porque eu precisava de dinheiro naquele momento, mas já resolvi o meu problema”.

Podemos ver que nesse breve exercício chegamos à conclusão do que não está te fazendo e feliz e, principalmente, o porquê você não está feliz. Por mais simples que possa parecer, isso te leva a uma condição fundamental para que o seu problema seja resolvido. Identificando o dilema com clareza, você pode partir para o passo seguinte: definir as opções para resolvê-lo. Neste caso, a tentativa de resolver um problema (financeiro) acabou gerando um provavelmente pior: a infelicidade de estar onde está. Agora o que fazer para resolver essa nova questão? É possível melhorar sua atual situação no trabalho, você consegue tolerar ou terá que buscar um novo emprego? Mais um exercício de reflexão precisará ser feito.

A própria definição do que é a felicidade é um exercício de autoconhecimento que vamos cunhando ao longo da vida. O que me faz feliz hoje não é nem de perto o que me fazia feliz ontem, portanto, não é impossível que mude também amanhã. Enquanto uma criança, por exemplo, define a felicidade como fazer tudo o que quer e a hora que quer, o filósofo francês Rousseau tem uma outra explicação: é não se fazer o que não se quer.

Por fim, qual a relevância desse tipo de entendimento? Enquanto o primeiro é muito mais presente na faixa etária infantil, tornando-se inviável de ser levado de maneira contínua na fase adulta, o segundo, embora não seja uma regra, evidentemente, condiz muito mais com a realidade de um adulto. Pode ser uma boa ou má notícia, dependendo da pessoa e da situação, as nossas preferências podem ser mudadas de maneira progressiva, mas tudo depende do quão embasados estivermos sobre nós mesmos.


Texto escrito por Diego Rennan da Equipe Eu Sem Fronteiras.

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