Autoconhecimento Terapia Anti Abuso Emocional

Como alavancar a autoestima no relacionamento tóxico?

Silhueta de uma mulher em pé fazendo coração com a mão.
Serkan Göktay / Pexels
Escrito por Silvia Malamud

É provável que muitas pessoas que tenham dificuldades de sentirem-se com o seu amor-próprio em alta e de se fazerem valer quando estão em relacionamentos abusivos estejam aprisionadas em conceitos e crenças, que ainda nos dias de hoje, embora já estejam ultrapassados e vistos como politicamente incorretos, em inúmeros casos, apresentam-se em plena atividade.

Estas são pessoas vítimas de um sistema de crenças que além de desvalorizar a mulher como um todo, as desqualificam de modo contundente quando elas ousam se libertar dos dogmas de submissão embutidos nesse tipo de cultura. Uma visão que hoje em dia está cada vez mais arcaica, mas que, infelizmente, ainda pega muitos de modo inconsciente.

Um cenário em que tramas socialmente estruturadas fazem que muitos pais e parceiros, ainda nos dias de hoje, funcionem de modo cego, como fortes emissores destes mandatos. Por isso, a dificuldade que muitos têm de encontrarem, dentro de si mesmos, amor-próprio e autoestima.

Ambientes emocionais tóxicos que inferem críticas veladas ou não podem também serem vistos como os grandes impedidores para que o legítimo amor-próprio exista. Em resumo, para que o amor-próprio possa florescer, o terreno deve estar fértil, ser regado e nutrido com o que de verdade fortalece.

Como ter amor-próprio no relacionamento?

Uma das boas alternativas é a de se fazer uma espécie de lição de casa que costuma provocar um prazer, e, quanto mais se faz, mais se amplia. A ideia é a de que se coloque no papel as qualidades e gostos que oferecem prazer à pessoa, sendo que absolutamente tudo é válido, basta que cause uma sensação agradável.

Enquanto a autoestima e o amor-próprio estão em baixa, no início até pode parecer mais difícil de contar para si mesmo o que se tem de bom, mas com a prática, a consciência do que se tem de melhor vai caminhando para um crescente, juntamente com as sensações de bem-estar.

Outra dica é a de sair do piloto automático e deliberadamente começar a olhar para si mesmo com mais apreço e carinho. Começar por se acariciar decidindo ser seu melhor amigo também ajuda bastante. Ser mãe, pai e irmão de si mesmo, se fazendo coisas boas como faria para as pessoas que mais ama.

Mulher faz coração com as mãos.
Hassan OUAJBIR / Pexels

Exercícios físicos também funcionam como fortes auxiliadores neste processo.

No dia a dia sempre priorizar tomar ao menos uma atitude que devolva a sensação de bem-estar, lembrando de estar literalmente presente nessas ações. Começar a ser mais egoísta no melhor sentido que essa palavra possa significar, com atitudes para si mesmo que elevem a autoestima e amor-próprio. Pensar o que pode ser feito e, na sequência, efetivamente fazer!

Quando o amor-próprio é inaugurado de modo consciente, o mais comum que costuma ocorrer é ter consciência de outros que ainda estão em baixa nestes quesitos. Como consequência e como um serviço de amor e de irmandade, a grande maioria começa a contar sobre a própria história de autodesenvolvimento dentro deste tema, o que muito tem ajudado quem ainda se encontra perdido e sem noção sobre o que pode ser feito por si mesmo em nome de se alavancar o amor-próprio. Exemplos de histórias de sucesso são sempre bem-vindos e ajudam.

Uma regra básica para o autodescobrimento e a conquista de si mesmo sempre será a busca de alternativas e a prática das mudanças. Só ouvir, ler ou ir em terapias sem tomar atitude alguma esperando que as coisas aconteçam por si mesmo não funciona, e as pessoas acabam ficando por detrás das janelas das suas vidas sem apreciar as infinitas estradas que podem trilhar.

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Histórias sempre podem incentivar as pessoas que estão em busca de amor-próprio à saberem se estão ou não no caminho correto. Comparações nesse sentido sempre serão bem-vindas, principalmente quando existe espaço para diálogo que auxilie na descoberta do que falta para que se encontre novos e inusitados rumos de vida com alegria, bastante colorido e o principal, amor-próprio.

Somente com a conquista ou reconquista do amor-próprio é que inúmeras vítimas de relacionamentos tóxicos terão forças para saírem de situações onde o abuso impera.

Sobre o autor

Silvia Malamud

- Psicologa
- Especialista em temas relacionados ao Abuso Emociona com narcisistas perversos em relacionamentos afetivos, familiares, mãe/pai filhos, escolares, sociais e de trabalho.
– Especialista em Terapia Individual, Casal e Família /Sedes
- Terapeuta Certificada em EMDR pelo EMDR Institute/EUA
- Terapeuta Certificada em Brainspotting - David Grand/ EUA
- Terapia de Abordagem Direta a Memórias do Inconsciente.

EMDR e Brainspotting são terapias de reprocessamento cerebral que visam libertar a pessoa do mal estar causado devido à experiências difíceis de vida, vícios, traumas, depressões, lutos e tudo o mais que é perturbador e que seja uma questão para que a pessoa queria mudar. Este processo terapêutico, por alterar ondas cerebrais viciadas num mesmo tipo de funcionamento, abre espaço para que a vida mude como um todo, de modo muito melhor, surpreendente e inimaginável anteriormente.

Mais sobre Silvia Malamud: Além de psicóloga Clínica, é também formada em Artes plásticas- Terapia Breve - Terapia de Casais e Família pelo Sedes Sapientiai. Terapeuta Certificada em EMDR pelo EMDR Institute/EUA e em Brainspotting David Grand/EUA. Desenvolveu-se em estudos e práticas em Xamanismo, Física Quântica, Bodymirror. Participou e se desenvolveu em metodologias de acesso direto ao inconsciente, Hipnose, Mindskape, Breakthrough e outras. Desenvolveu trabalho como psicóloga Assistente no Iasmpe, Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual, com pesquisa sobre o ambiente emocional de residentes durante o período de suas residências, de 2009 até 2013. Participou do grupo de atendimentos de casais do NAPC de 2007 à 2008. Autora dos Livros "Projeto Secreto Universos", uma visão que vai além da realidade comum e Sequestradores de Almas, sobre abuso emocional que podemos estar vivendo, sem ao menos saber, sobre como despertar e como se proteger.

· Conhecimento terapêutico: Cenários e imagens: Já presenciei diversos pacientes fazerem "viagens" às vidas anteriores, paralelas, sonhos e mesmo se reinventarem em cenas reais ocorridas ou não. Vi-os saindo do túnel do reprocessamento, totalmente mudados e transformados, inclusive em suas linhas de tempo. Para mim, fica uma pergunta de física quântica... O que acontece com a rede de memória da pessoa se a matriz do acontecimento muda totalmente não o afetando mais? A linha do tempo e todos os significados emocionais transformam-se simultaneamente. Todos os eventos difíceis que a pessoa teve em relação ao tema ao longo da vida perdem o sentido e até parece que nem existiram, embora se saiba. A pergunta que fica é: O que é o tempo quando podemos nos transformar e nos auto-superarmos nesta amplitude?

· Coexistimos em inúmeras camadas de realidades que são atemporais. Por exemplo, o seu “eu” criança pode estar existindo e atuando em você até hoje... Outros aspectos desconhecidos também podem estar, sem que você suspeite.

Silvia Malamud
Psicóloga clinica Especialista em Terapias Breves individual, casal e
família/Sedes - CRP: 06-66624
Terapeuta Certificada em EMDR pelo EMDR Institute/EUA
Terapeuta Certificada em Brainspotting – David Grand PhD/EUA.
Terapia de Abordagem Direta a Memórias do Inconsciente.
email.: malamud.silvia@gmail.com