Nutrição Receitas

Conheça os alimentos que trazem sorte na celebração do ano novo judaico

Imagem de uma mesa de madeira na cor branca e sobre ela uma tigela com maças verdes e romã, um pote com mel e uma romã ao lado do pote. Esses são alguns alimentos para celebrar o ano novo judaíco.
Maglara / 123RF
Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras

As celebrações do Ano Novo Judaico incluem orações, rituais tradicionais, refeições em torno de uma mesa bem posta e reúnem a família e os amigos que partilham da mesma crença religiosa, tudo num clima de harmonia, paz e alegria.

Os alimentos que compõem as refeições são especiais para transmitir aos descendentes os ensinamentos religiosos e perpetuar os costumes, entre eles, aqueles que são entendidos como símbolos para trazer boa sorte no ano vindouro. Vale lembrar que sorte para o povo judeu não tem o sentido supersticioso ou folclórico, mas de bênção e de mérito.

Há duas grandes comunidades judaicas: a sefaradi, dos judeus do oeste europeu e do norte da África; e a ashkenazim, dos judeus do leste europeu e da Ásia, para as quais diferem um pouco os alimentos que compõem as refeições do Ano Novo Judaico, porém os rituais são adotados igualmente por todo o povo judeu.

Conheça aqui tudo o que envolve os alimentos que trazem sorte no Ano Novo Judaico, assim como o simbolismo que cada um representa nesta celebração.

Imagem de duas taças contendo vinho tinto. Ao lado, uma garrafa de vinho.
Steve Buissinne / Pixabay

Vinho doce

A refeição festiva das duas noites do Ano Novo Judaico começa com uma taça cheia de vinho doce ou de suco de uva (para quem não pode consumir vinho), para a qual é recitada a bênção “Bendito sejas Tu, Senhor nosso Deus, Rei do universo, que nos deste vida, nos sustentaste e nos fizeste chegar a esta época”.

O vinho é produzido há mais de 2.000 anos em Israel, sendo uma forte tradição nesta e em outras celebrações judaicas. Ele representa a vida e a fertilidade da terra.

Chalá

O chalá é um pão trançado adocicado e em formato circular (normalmente é oval) no Ano Novo Judaico, sem ângulos nem arestas (para não haver conflitos durante o ano), simbolizando continuidade e eternidade.

Ele representa a esperança de que Deus conceda bênçãos infinitas, pessoais e coletivas e também lembra a todos sobre a realeza de Deus.

Depois do ritual de lavagem das mãos, o chefe da família pega dois chalot (plural de chalá) e diz “Bendito sejas Tu, Senhor nosso Deus, Rei do universo, que fazes surgir o pão da terra”.

Um pedaço do pão é imerso no mel ou no açúcar e é comido primeiro pelo chefe da família, que oferece um pedaço a cada um dos presentes. Costuma-se mergulhar o pão no mel em vez do sal habitual, em todas as refeições desde o primeiro dia do Ano Novo Judaico até o sétimo dia de Sucot (festa judaica das colheitas).

O chalá também pode ser consumido com patê de fígado com ovo, sendo esse último símbolo do nascimento.

Imagem de muitas maças frecas.
Marco Roosink / Pixabay

Maçã

A maçã é um dos alimentos mais tradicionais e faz parte da mesa, porque simbolicamente expressa o desejo do homem de ter devoção e coragem. Ela é a emanação divina de misericórdia, beleza, harmonia e paz, representa o amor de Deus por Seu povo.

A fruta com a casca é fatiada e cada fatia de maçã doce é mergulhada no mel. É recitada a bênção relativa a ela: “Possa ser Tua vontade renovar para nós um ano bom e doce”.

A maçã é consumida para trazer a sorte de um ano novo bom e doce, repleto de alegria, sucesso, saúde e felicidade em todas as áreas da vida.

Mel

O mel pode ser substituído pelo açúcar, entretanto a doçura de um é diferente da doçura do outro. O primeiro representa a doçura resultante de experiências difíceis e simboliza a bondade oculta de Deus, as bênçãos que se apresentam disfarçadas em experiências desafiadoras, mas que depois se revelam como um benefício. Já o açúcar representa a doçura pura, a bondade revelada de Deus.

O mel representa a esperança de que a misericórdia de Deus alcance cada um, por Sua infinita compaixão, produzindo um resultado mais doce, principalmente porque o Ano Novo Judaico também é um período de arrependimento pelos pecados e de Julgamento Divino sobre os atos de cada um no ano recém-concluído.

Há uma oração específica para o mel: “Pai misericordioso: assim o mel representa a esperança de que a sentença decretada pelo Supremo Juiz seja amenizada pela Sua compaixão”.

Acelga

Depois de comer a maçã molhada no mel ou no açúcar, são consumidos três alimentos (acelga, alho-poró ou cebola e tâmara) para pedir que Deus afaste, elimine e estirpe todos os inimigos, lembrando que eles não são pessoas, mas forças espirituais negativas.

Comer a acelga (preparada em salada ou cozida), “silca”, palavra que vem da raiz “silec” (afastar), é pedir a Deus para ser afastado do mal, ou que o mal seja afastado de si.

É proferida a frase: “Possa ser Tua vontade que sejam removidos Teus inimigos e Teus oponentes e todos aqueles que querem nosso mal”.

Imagem de um pedaço de alho poró cortado em rodelas, disposto em uma tábua de madeira.
Susann Wagner / Pixabay

Alho-Poró

A palavra hebraica para alho-poró é “carat”, cujo significado é “eliminar”. Então, os judeus o consomem no Ano Novo Judaico para que Deus conceda o benefício de que os inimigos sejam vencidos.

Antes de ingerir o alimento, é dita a oração: “Possa ser Tua vontade que sejam exterminados Teus inimigos e Teus oponentes e todos aqueles que querem nosso mal”.

Tâmara

A palavra tâmara vem de “tamar”, que tem como radical “tam” e significa exterminar. Os judeus, quando consomem a fruta (na versão seca), fazem-no para pedir a Deus que Ele estirpe os inimigos.

As orações são feitas no sentido de que as forças do mal saiam do caminho de todas as pessoas de bem no mundo.

Antes de se consumir a fruta, diz-se: “Possa ser Tua vontade que sejam consumidos Teus inimigos e Teus oponentes e todos aqueles que querem nosso mal”.

Cenoura ou abóbora

A palavra cenoura e o termo “se multipliquem” podem ser traduzidos na palavra “mern”, em iídiche (mistura de várias línguas, inclusive o hebraico). Então, consumir esse alimento no Ano Novo Judaico significa pedir que as virtudes sejam multiplicadas.

Antes de comer a cenoura, que pode ser preparada como um guisado doce, é proferida a oração: “Possa ser Tua vontade que o decreto ruim de nossa sentença seja rasgado em pedaços, e que nossos méritos sejam proclamados perante Ti”.

O consumo da abóbora tem o objetivo de que as virtudes e boas ações de cada um sejam consideradas para o Julgamento Divino. Ela pode ser preparada em um doce. Em hebraico, ela é “cara”, que remete à palavra “cará”, que significa “anular”. Antes de comer o doce, pede-se que os maus atos sejam anulados e sejam considerados apenas os méritos.

Imagem de várias romãs cortadas ao meio, suas sementinhas estão bem vermelhas.
Megspl / Pixabay

Romã

A romã é consumida para que o novo ano seja melhor do que o finalizado e tenha muita prosperidade, representada pela quantidade de sementes da fruta.

A fruta possui cerca de 600 sementes, quase 613, número de mandamentos da Torá (texto sagrado do judaísmo), tendo um simbolismo religioso muito forte.

No Ano Novo Judaico pede-se a Deus que Ele permita a quem ora cumprir muitos mandamentos divinos e realizar boas ações, que se esteja financeiramente bem, que se tenha sucesso nos estudos da Torá, boa saúde física e espiritual e tranquilidade. A romã simboliza abundância material e espiritual.

Antes de consumir a fruta “in natura” é dito: “Possa ser Tua vontade que nossos méritos cresçam em número como as sementes da romã”.

Feijão-de-corda ou roxinho

Da mesma forma que a romã é consumida para trazer prosperidade, abundância e muitas virtudes a quem o consome, o feijão também tem essa simbologia no Ano Novo Judaico.

Antes de se comer, é recitado: “Possa ser Tua vontade que nossos méritos se multipliquem”.

Cabeça de carneiro

A cabeça ou a língua de carneiro (ensopada, cozida ou assada) é um alimento muito simbólico no Ano Novo Judaico, sobre o qual a prece feita é para ter o ano recém-iniciado com bênçãos e oportunidades de exercer liderança e influência com sabedoria, bondade e eficácia.

Consumir esse alimento significa preservar as tradições em todas as gerações e descendentes dos patriarcas do Judaísmo e se lembrar de não se submeter a nenhum outro poder exceto o de Deus.

É feita a oração: “Que seja Tua vontade, Senhor nosso Deus, Deus de nossos pais, que sejamos colocados na cabeça (bem-sucedidos) e não na cauda (subjugados), e que Te lembres, para o nosso bem, do carneiro sacrificado no lugar do nosso patriarca Isaac”.

Imagem de um pedaço de salmão fresco e sobre ele alguns ramos de erva para tempero.
Shutterbug75 / Pixabay

Peixe

Do peixe (carpa, bagre, arenque, tainha) pode ser também consumida a cabeça (assada), com a mesma simbologia da cabeça de carneiro.

O peixe é a base do “gefilte fish”, bolinho tradicional oferecido à pessoa mais idosa da mesa, que, antes de ingeri-lo, diz: “Possa ser Tua vontade que nós nos frutifiquemos e nos multipliquemos como peixes; e cuida de nós com olho aberto [atentamente]”.

Depois de realizada a cerimônia dos alimentos simbólicos que trazem sorte (bênçãos) no Ano Novo Judaico, é iniciado o jantar, uma refeição farta e festiva, que inclui gergelim, anis, arroz, frutas com muitas sementes, bolo de mel, sementes de papoula e outros que evocam a abundância e a doçura.

O que não consumir durante o Ano Novo Judaico

Durante o Ano Novo Judaico deve ser evitado o consumo de alimentos temperados com vinagre e raiz-forte, para que não se tenha um ano azedo nem amargo.

As nozes não devem ser ingeridas nesses dias, pois o valor numérico da palavra egoz (noz) corresponde ao da palavra chet (pecado).

Sefaraditas e Ashkenazitas

A comunidade sefaradi tem como costume consumir nas noites do Ano Novo Judaico a maçã, o mel, a acelga, o alho-poró, a tâmara, a abóbora, o feijão-de-corda, a romã e a cabeça de carneiro.

Os sefaraditas colocam no centro da mesa das refeições uma cesta contendo diferentes tipos de frutas, todas com muitas sementes para que sejam numerosas as boas ações no ano vindouro.

Os ashkenazitas têm como costume consumir nas noites do Ano Novo Judaico a maçã, o mel, cenouras, o repolho, o peixe, a romã e a cabeça de peixe.

Imagem de um pão chalá todo trançado e decorado com gergelim, disposto sobre uma mesa de madeira.
Dinar Aulia / Pixabay

Mais costumes

Na segunda noite do Ano Novo Judaico, em algumas comunidades é costume consumir uma fruta nova da estação.

Alguns grupos de judeus assam o pão chalá em formato de espiral para lembrar que Deus decidirá quem subirá e quem descerá os degraus da vida, durante o período do Ano Novo Judaico até o Dia do Perdão.

O pão chalá também é feito em formato de pássaro, costume menos conhecido, como lembrete ao que disse Isaías em 31:5 – “Como as aves voam, assim o Senhor dos Exércitos amparará a Jerusalém; Ele a amparará, a livrará e, passando, a salvará.”

Alguns sefaraditas dos países do Mediterrâneo e do Oriente Médio começam a refeição festiva servindo um peixe inteiro, expressando o desejo de prosperidade, fertilidade e de boa sorte para o novo ano.

Os judeus marroquinos, porém, não comem peixe no Ano Novo Judaico, porque a palavra correspondente para peixe é “dag”, recordando “d’agá” que significa preocupação, que ninguém deseja para o ano que começa.

Iguarias da culinária judaica para celebrar o Ano Novo

União, oração, boas-vindas e mesa farta com alimentos que trazem sorte no Ano Novo Judaico são os componentes dessa celebração repleta de simbolismo e de bons sentimentos de gratidão e de alegria. Algumas iguarias são receitas de família, passadas pelas gerações e muito aguardadas na celebração. Conheça algumas:

Imagem de um bolo de mel cortado ao meio e ao lado uma fatia, dispostos sobre uma tábua de madeira.
Alexander Kelner / Pixabay

Bolo de Mel (Lekach)

Ingredientes:

  • 3 e ½ xícaras (chá) de farinha de trigo;
  • 1 colher (sopa) de fermento em pó;
  • 4 colheres (sopa) de canela em pó;
  • 1 colher (sopa) de cravo-da-índia moído;
  • 1 colher (sobremesa) de noz-moscada;
  • 1 pitada de sal;
  • 1 xícara (chá) de óleo de cozinha;
  • 1 colher (sopa) de extrato de baunilha;
  • 1 xícara (chá) de café coado;
  • ½ xícara (chá) de suco de laranja;
  • 1 xícara (chá) de mel;
  • 1 xícara (chá) de açúcar;
  • ½ xícara (chá) de açúcar mascavo;
  • 3 ovos.

Preparo:

Coloque os ingredientes secos numa tigela (os seis primeiros ingredientes), misture bem e reserve. Em outro recipiente, junte os ingredientes líquidos (óleo, extrato de baunilha, café, suco de laranja e mel). Na batedeira, bata os ovos inteiros com os açúcares e acrescente aos poucos os ingredientes líquidos. Acrescente aos poucos os ingredientes secos à mistura, apenas misturando com o “fouet”, de forma que fique um creme homogêneo. Divida a mistura entre duas formas de pão untadas com óleo e polvilhadas com farinha e leve ao forno preaquecido a 180 graus até dourar. O tempo de preparo varia em torno de 40 minutos, de acordo com o forno.

Imagem de guisado doce de cenouras. Ele está disposto em uma colher com cabo de madeira.
Jamstraightuk / Pixabay

Guisado doce de cenouras (Tzimes de Cenoura)

Ingredientes:

  • 4 cenouras fatiadas (ralar, se preferir);
  • 2 colheres (sopa) de óleo;
  • 2 colheres (sopa) de mel;
  • 12 ameixas secas sem caroço ou ½ xícara (chá) de uvas passas;
  • Água para cobrir as cenouras (se preferir, use suco de laranja coado).

Preparo:

Doure as cenouras por 10 minutos no óleo, numa panela pequena. Acrescente o mel e cubra com a água ou com o suco de laranja e deixe cozinhar por volta de 20 minutos ou até que as cenouras estejam macias. Acrescente as ameixas secas ou as passas e cozinhe por mais 10 minutos. Sirva quente ou em temperatura ambiente.

Gefilte Fish

Ingredientes para os bolinhos:

  • 4 kg de carpa ou tainha;
  • 3 cebolas;
  • 4 ovos;
  • 3 colheres (sopa) de farinha de matzá;
  • ½ xícara (chá) de água ou o suficiente para dar a liga na massa;
  • sal e pimenta-do-reino moída na hora a gosto.

Preparo dos bolinhos:

Com o auxílio de uma faca, retire as espinhas, as cabeças e as caudas dos peixes. Descarte as caudas e reserve as espinhas e as cabeças. Corte a carne dos peixes em pedaços médios. Leve ao processador de alimentos e vá triturando o peixe. Reserve. Descasque as cebolas e passe por ralador fino. Reserve. Numa tigela grande, junte as cebolas raladas, o peixe triturado, a farinha de matzá, os ovos, o sal e a pimenta-do-reino. Misture tudo com as mãos, deixando homogêneo. Se houver necessidade de liga, acrescente um pouco de água, sem deixar a massa muito mole. Umedeça as mãos com água. Retire duas colheres (sopa) da massa e formate com as mãos um bolinho ovalado. A cada três bolinhos feitos, umedeça novamente as mãos. Faça todos os bolinhos e reserve em geladeira.

Imagem de cinco bolinhos feitos de peixe, dispostos sobre uma forma de madeira e ao lado uma colher de pau.
RitaE / Pixabay

Ingredientes para o caldo:

  • 4 cebolas picadas;
  • 2 cenouras picadas;
  • 2 talos de salsão picados;
  • 2 cebolas inteiras;
  • sal, pimenta e açúcar a gosto.

Preparo do caldo:

Numa panela grande, coloque as cebolas picadas, as cenouras e os talos de salsão picados. Leve ao fogo médio e deixe refogar por 5 minutos, mexendo sempre. Junte as espinhas e as cabeças de peixe reservadas. Misture e deixe cozinhar por mais 10 minutos. Adicione 3 litros de água à mistura. Acrescente as duas cebolas e deixe cozinhar em fogo baixo, com a panela tampada, por 45 minutos. Depois de cozido, tempere com sal e pimenta e desligue o fogo. Passe o caldo por peneira fina e reserve. Descarte as sobras da peneira.

Finalizando a receita:

Coloque o caldo numa panela grande e leve ao fogo baixo. Quando levantar fervura, acrescente os bolinhos (retirados do congelador uns 5 minutos antes) e deixe cozinhar em fogo baixo por cerca de uma hora. Retire os bolinhos com escumadeira, cuidadosamente, e sirva quente ou frio.

As refeições da celebração do chamado Rosh HaShaná mantêm ao longo dos anos uma parte ritualística, com muita simbologia e significados religiosos, com alimentos milenares que são consumidos para perpetuar a ligação com Deus. A outra parte é composta de alimentos que as famílias preparam para tornar a reunião familiar ainda mais especial.

Alguns alimentos que trazem sorte na celebração do Ano Novo Judaico são sempre bem-vindos, principalmente porque, para os judeus, sorte significa bênçãos de Deus, um pouco diferente do que entende a maioria das pessoas de outras religiões.

Você também pode gostar

Conhecer outras culturas e religiões é sempre enriquecedor e pode ser muito diferente, mas quando refletimos sobre o que aprendemos, como é o caso dos alimentos que trazem sorte na celebração do Ano Novo Judaico, percebemos que as pessoas desejam a mesma coisa: união, paz e prosperidade. Pense sobre isso e caminhe em direção a realizar esse desejo. Queira um Ano Novo bom e doce! “Shaná Tová Umetuká”.

Sobre o autor

Eu Sem Fronteiras

Eu Sem Fronteiras

O Eu Sem Fronteiras conta com uma equipe de jornalistas e profissionais de comunicação empenhados em trazer sempre informações atualizadas. Aqui você não encontrará textos copiados de outros sites. Nossa proposta é a de propagar o bem sempre, respeitando os direitos alheios.

"O que a gente não quer para nós, não desejamos aos outros"

Sejam Bem-vindos!

Torne-se também um colunista. Envie um e-mail para [email protected]