Energia em Equilíbrio Reiki Reiki Celta

A figura materna no Reiki Celta

Tereza Gurgel
Escrito por Tereza Gurgel

Os celtas faziam grandes celebrações em 8 ocasiões especiais do ano, pois eram muito ligados às mudanças climáticas e às estações próprias para a preparação da terra, o plantio, e a colheita, assim como os ciclos ligados à reprodução dos animais. Esta observação dos ciclos da natureza era crucial para sua própria subsistência.

Dentre estas celebrações ao longo do ano, uma das mais importantes marcava o auge da Primavera e o prenúncio do Verão. O Sol retornava com todo esplendor à Terra, trazendo consigo o calor necessário à sobrevivência dos seres humanos, animais e plantas. Toda a Natureza se alegrava e a Terra parecia se renovar. Fogueiras eram acesas nas comunidades e o povo dançava e comemorava em torno delas. A Luz retornava com força para iluminar o caminho de todos os seres, trazendo renovação.

O fogo era o elemento predominante nestas festas, pois representava a própria Vida. O costume de pular uma fogueira era comum, significando que as energias poderosas da Vida eram incorporadas pelas pessoas. Os rebanhos passavam entre fogueiras, purificando-os e garantindo assim sua fertilidade.

Female Banshee portriat illustration.Na Festa da Primavera (chamada de Beltane), a Deusa e o Deus celebravam seu sagrado casamento, sendo este um festival de fertilidade. A união sexual entre as energias masculinas e femininas era muito exaltada em forma de danças com fitas em torno de um mastro branco (ainda hoje vemos este costume nos países da Europa, chamado “Mastro de Maio”, em inglês “Maypole“). O Céu e a Terra estavam unidos novamente.

A fertilidade da Deusa era exaltada, e nas pequenas comunidades inglesas era comum as pessoas acordarem logo cedo para colher flores e ramos verdes nos campos, usando-os para decorar os Maypoles, seus lares e a si mesmos.

Podemos ver que o papel feminino da criação era muito valorizado nos antigos tempos. A Deusa e o Deus eram iguais em importância, as forças se complementavam, criando a dança da vida.

Como o Reiki Celta atua através da canalização das energias telúricas (através do chacra básico), nada é mais importante para o praticante deste sistema que estar aberto e atento às mudanças e aos ciclos naturais. Isto é importante para manifestarmos nosso objetivo principal: a cura, em todos os níveis, a todos os seres.

A celebração da Vida, e tudo o que ela representa, guia o trabalho com as energias da criação que estão à nossa volta. Assim, as energias do Reiki Celta favorecem mudanças positivas significativas em nossas vidas, impulsionando o recomeço ante as dificuldades. E a figura materna é a representação máxima da Vida sendo doada aos seres, numa eterna renovação.

Os símbolos do Reiki Celta podem ser usados para as mais diversas finalidades.
E o símbolo que representa a fertilidade da Primavera, celebrada no festival de Beltane, é DUIR, o Carvalho. DUIR é a “porta” que se abre; atua na abertura dos chacras e possibilita a materialização (o “nascimento”) de objetivos no mundo físico.

Uma maneira interessante para homenagear este dia especial é direcionar, durante a meditação, este símbolo especialmente para agradecer tudo aquilo que recebemos de nossas mães, envolvendo-as numa aura de profunda gratidão. As futuras mães podem usar este símbolo também na autoaplicação, favorecendo uma gestação saudável e tranquila. Os recém-nascidos também podem se beneficiar das energias de DUIR, fortalecendo-os para seu crescimento.

Assim, vemos que remotas tradições ainda permanecem vivas nos dias atuais, mesmo com tanta tecnologia que nos afasta dos ritmos naturais do Universo. O Dia das Mães, não por acaso, é celebrado nesta época, pois ela representa a doadora da vida no inconsciente coletivo humano.

A celebração foi idealizada em 1907 por uma norte-americana, Ann Maria Reeves Jarvis. Porém, ao ver que com o passar dos anos esta data estava sendo cada vez mais comercializada, Ann arrependeu-se de ter criado esta celebração. No entanto, mesmo com seus esforços para abolir o feriado, o costume espalhou-se pelo mundo, talvez atendendo a um impulso inconsciente da mente humana: reconhecemos que somos filhos deste planeta e as mães personificam esta força Criadora do Universo.

Sobre o autor

Tereza Gurgel

Tereza Gurgel

Formada em Psicologia (F.F.C.L. São Marcos - SP). Filiada à ABRATH (Associação Brasileira dos Terapeutas Holísticos) sob o número CRTH-BR 0271. Atua na área Holística com Reiki, Terapia de Regressão e Florais de Bach. Mestrado em Reiki Essencial Metafísico e Bioenergético Usui Reiki Ryoho, Shiki, Tibetano e Celtic Reiki. Ministra cursos de Reiki e atende em São Paulo (SP).

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