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Inação ou ociosidade? Quando o cansaço extremo é confundido com preguiça

Bicho-preguiça pendurado em árvore, com um dos braços pendurado para fora.
123rf/Jonathan Ross
Fabiano de Abreu
Escrito por Fabiano de Abreu

Para conseguirmos distinguir a preguiça da inação e da ociosidade, primeiro vamos compreender seus significados:
A preguiça é uma característica da pouca disposição para o trabalho ou aversão a ele. É uma dificuldade de agir através da negligência, indolência, malandragem, demora, morosidade ou lentidão em praticar qualquer ação.

“A preguiça é um defeito que nos coloca para baixo e faz com que sejamos menos do que poderíamos ser.”

O ocioso é aquele que gasta seu tempo inutilmente ou sem fazer nada.
“A ociosidade é um desperdício do bem maior na atualidade, o tempo.”

A inação é a total falta de ação.
“O princípio da inação o torna ocioso potencializando a preguiça.”

Mulher em frente a um computador, apoiando seu rosto em sua mão, e segurando uma xícara de café. Seus olhos estão fechados.
123rf/Dean Drobot

Na sociedade atual, não perdemos tempo de olhar para o outro e, quando o fazemos, os nossos julgamentos são rápidos, pouco profundos e demasiadas vezes extremamente cruéis. Somos a sociedade dos rótulos rápidos, das oportunidades únicas, do tempo que não para de correr.

“O julgamento antecipado é uma maneira imbecil de intervir na vida do outro, pois, ao não saber a sua história, não pode julgar o seu comportamento nem compreendê-lo.”

Quantas vezes nos deparamos com alguém estagnado, incapaz de tomar decisões para e por ele próprio, incapaz de lutar pelos seus objetivos ou por uma vida dentro dos padrões que consideramos normais e aceitáveis mesmo que não tenha ambição?

Muito rapidamente o tomamos por alguém ocioso ou preguiçoso que quer ir à boleia da vida. Mas, em alguns casos, estamos perante alguém inato exatamente porque perdeu esta boleia, que tentou por demasiadas vezes e viu os seus objetivos e sonhos serem desfeitos.

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Alguém que já não consegue absorver mais a brutalidade do mundo em que vivemos. Alguém que para porque está perdido, muito exausto e esquecido pelos semelhantes.

“Quando tudo parece estar perdido, tenha ciência que há uma energia dentro de si que é ativada através do autorreconhecimento.”

A partir desta frase filosófica encontramos uma possível solução para contrariar a nossa dificuldade em agir. O autorreconhecimento.

Quando temos o conhecimento das nossas qualidades e limitações damos um grande passo, pois adaptamos as nossas metas às nossas próprias capacidades e, no final, nos sentiremos menos frustrados.

Por que não utilizamos uma meta predefinida como princípio de ação? Uma pequena meta realizável pode ajudar-nos a encontrar o nosso caminho novamente. Combatendo a inação de forma inteligente permite-nos chegar à conclusão definitiva que devemos abandonar a preguiça e agir para que possamos conquistar nossos projetos de vida.

As metas podem ser encaradas “motivos de vida”, que nos tiram da ociosidade, como o combustível é essencial para que a rotina não nos consuma, a tristeza não impregne e para que possamos sempre nos sentir motivados. O segredo é vivermos o presente da melhor forma sem nos sentirmos amedrontados com o futuro. Neste exato momento em que está lendo este texto, sinta-se motivado, pois:

“O seu momento presente é sempre melhor do que o seu futuro incerto.”

Não quer dizer que o futuro não possa ser planeado, desejado ou sonhado! Devemos é alcançá-lo por meio de pequenas metas e objetivos; trilhar um caminho em segurança para que quando o seu momento futuro chegar seja um presente melhor que o atual. E para que tudo isso se torne real, precisamos vencer a preguiça, o medo, a inação e todas essas características que nos desanimam e nos tornam mais pequenos, a nós próprios e às nossas vivências.

Estratégias

Vença a inação praticando a ação de forma concreta. Calcule os riscos, os ganhos e as perdas, faça o seu balanço e, se valer a pena, faça! Passe a prática! Quanto mais rápido concluir ao que se propõe, mais rapidamente irá experienciar as sensações boas de uma meta alcançada, de uma etapa concluída, de um objetivo cumprido. A sensação da vitória e esta, te impulsiona para querer fazer novas tentativas.

“Ao praticar a ação e vencer a preguiça, não terá mais a ociosidade para se consumir de preguiça. Faça das suas etapas metas curtas, para que as cumpra uma depois da outra com sucesso.”

Lembre-se de que tudo está condicionado em sua mente. Faça agora, já!

Duas mulheres sentadas em um sofá, relaxadas, e usando seus celulares.
123rf/Antonio Guillem

“Ao vencer a preguiça a praticar a ação, ativamos a ansiedade e através dela abrimos nossa mente para absorver conhecimento e concluir nossas tarefas de forma positiva.”

Devemos tentar ser a nossa própria alavanca. Se não nos queremos bem quem quererá? Nós projetamos o nosso reflexo nos outros, lutar por nós é também um caminho para lutar por quem gostamos e está ao nosso lado.

A inação e até mesmo a preguiça podem vir também do estresse ou da estafa do cotidiano de trabalho vinculado ao excesso de problemas e afazeres. Não há outra maneira a não ser ter consciência disso para que possa organizar as etapas e concluir uma a uma optando pela opção das mais urgentes. Procure organizar também o tempo para ter horas de lazer e distração a ponto de aliviar a pressão para que possa resolver melhor os problemas com lucidez. Pense que só não há jeito para a morte e todo o resto pode ser resolvido nem que tenha que ser refeito ou que tenha que mudar a estratégia ou optar por metas diferentes.

A verdadeira inteligência é definida pelo resultado do comportamento físico e verbal e pela razão que denomina a quantidade de resultados e consequências acertadas por si perante a sociedade

Comece o dia já determinando uma ação, dedique segundos ou minutos para agir, seja mudando de roupa, seja no ginásio ou na caminhada ao trabalho, e coloque uma meta acima da outra. Cada conquista de meta será uma grande e viciosa vitória.

Conceito

Somos preguiçosos, pois nossas atividades são contra a natureza humana. Animais não desperdiçam energia, eles gastam energia apenas para reproduzir, caçar e fugir dos predadores. Todo resto do tempo é para guardar energia para ter energia para essas coisas.

“Se algo faço, logo existo, se nada faço, nada serei.”

Sobre o autor

Fabiano de Abreu

Fabiano de Abreu

Fabiano de Abreu Rodrigues é um jornalista, psicanalista, neuropsicanalista, empresário, escritor, filósofo, poeta e especialista em neurociência cognitiva e comportamental, neuroplasticidade, psicopedagogia e psicologia positiva.

Proprietário da agência de comunicação e mídia social MF Press Global, é também um correspondente e colaborador de várias revistas, sites de notícias e jornais de grande repercussão nacional e internacional.

Atualmente detém o prêmio do jornalista que mais criou personagens na história da imprensa brasileira e internacional, reconhecido por grandes nomes do jornalismo em diversos países. Como filósofo, criou um novo conceito que chamou de poemas-filosóficos para escolas do governo de Minas Gerais no Brasil.

Lançou os livros “Viver Pode Não Ser Tão Ruim”, “Como Se Tornar Uma Celebridade”, “7 Pecados Capitais Que a Filosofia Explica” no Brasil, Angola, Paraguai e Portugal. Membro da Mensa, associação de pessoas mais inteligentes do mundo, Fabiano foi constatado com o QI percentil 99, sendo considerado um dos maiores do mundo.

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