Autoconhecimento Yoga

Lesão no Yoga e uma lição sobre resiliência

Silhueta de mulher se alongando.
Foto: David Hofmann/Unsplash
Juliana Ferraro
Escrito por Juliana Ferraro

Olá! Tudo bem com você? Estou aqui para compartilhar: como uma lesão está me ensinando sobre resiliência, paciência, aprender a ver as situações de outro ângulo e agradecer pelas pedras no caminho.

Várias coisas para aprender com uma dor nas costas, hein?

Primeiro vamos falar sobre a famosa resiliência. Se você se interessa por esse tema deve já ter ouvido falar sobre em textos de autoconhecimento, psicologia, mindfulness…

Resiliência é uma característica que nos ajuda a passar pelos obstáculos da vida sem sofrer tanto. Sem piorar a situação. Sem quebrar. Basicamente essa palavra vem da física. Significa a capacidade que uma mola tem de ser esticada o máximo possível e depois disso voltar ao seu estado inicial.

Nós, como seres humanos, não somos mola e depois de sermos esticados não voltamos para o estado inicial. Porque somos seres vivos e fazendo parte da natureza. Estamos sempre mudando. Por isso, o estado inicial nunca volta. Nada se repete. Porém podemos até evoluir com essa esticada na mola e ficarmos mais flexíveis, maiores….

Mulher de costas em posição de lótus.
Foto: Avrielle Suleiman/Unsplash

Tanto pode estragar a mola quanto deixar ela melhor. Ou seja, a gente pode sair de uma dificuldade para aprender com ela e com isso ser uma pessoa melhor pra si e para o mundo. Ou podemos adoecer mais, nos sentir vítimas, não conseguir reagir.

É claro que existem tantas situações na vida que podem tomar um bom tempo para serem curadas. Não posso dizer quanto tempo a mola volta ao seu estado inicial e existem experiências de vida que são realmente traumáticas, e quem somos nós para dizer como as pessoas devem reagir à elas?

Só estou aqui mesmo para compartilhar que tive uma dor na lombar alguns dias atrás, e com ela, o que estou aprendendo. No início eu me senti desesperada e injustiçada. Por que comigo? Que péssimo momento para acontecer isso…. Eu mereço sofrer mesmo… etc… eu quis chorar, quis pegar o avião e voltar para a casa da minha mãe e até questionei se o Ashtanga Yoga era pra mim mesmo…

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No dia seguinte resolvi voltar a praticar e fazer o que era possível. E fiquei surpresa com o que consegui fazer com meu corpo, sem sentir dor e sem forçar. Aprendi o quão importante é não ter pressa para terminar a série e respirar. Estar mais presente com o meu corpo e parar de me comparar com as outras pessoas praticando comigo.

Cada pessoa tem um corpo e uma história. E eu andava me comparando muito e me cobrando também. Forçando meu corpo a fazer mais e melhor a cada dia, sem perceber se estava no momento certo para ir além ou relaxar. E como eu não me ouvi antes, a dor apareceu para alertar que era momento para soltar o controle, deixar acontecer e seguir a sabedoria do meu corpo.

O corpo é sábio e está conectado com a mente. E com a intuição. Nossa percepção do mundo interno e externo passa por todo o corpo. E o corpo se comunica dando sinais que a mente consciente não quer ouvir.

Mulher se alongando.
Foto: Dane Wetton/Unsplash

Por isso, praticar Yoga me ensina a ser mais resiliente. Seguir praticando, mesmo com dor. Só que sem continuar forçando a mola para esticar. Dessa vez, olhando de um lugar de mais amorosidade, aceitação e verdade.

Quem sou eu agora? Como está meu corpo agora? Olhar com clareza essas respostas e me mover de acordo com o que sinto, que é respeitoso.

E consegui responder que sim, o Yoga é para mim. E para todos. Com as superações de cada dia pisar no tapetinho de forma sincera, levarmos essa prática para um lugar de devoção e conexão profunda com o que tem de mais luminoso dentro da gente =)

Por isso, mesmo com qualquer obstáculo que surja, procure continuar praticando, para sentir você mesmo o que falamos tanto teoricamente.

Namastê!

Sobre o autor

Juliana Ferraro

Juliana Ferraro

Juliana Ferraro é psicóloga por formação e viajante por amor às coisas novas da vida. Seu contato com diferentes línguas e culturas começou quando ela ainda trabalhava no Club Méditerranée. Depois fez um mochilão pelo mundo em busca de autoconhecimento. Em pouco mais de um ano conheceu diversos países asiáticos, em especial a Índia, onde fundou uma paixão profunda pela yoga e pela meditação. No Brasil: morou, deu aulas de yoga e se formou como massoterapeuta, em Paraty, RJ. Foi nessa época que concluiu quatro cursos de dez dias de meditação Vipassana e se aprofundou na prática de Ashtanga Yoga. Hoje, ela está estudando Ashtanga Yoga no KPJAYI, em Mysore, Índia. E dá aulas de Ashtanga Yoga online.

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