Autoconhecimento

O dom de doar amor pelas mãos

massagem
Juliana Ferraro
Escrito por Juliana Ferraro
Eu sempre amei receber massagem. O poder do toque cuidadoso e firme me faz sentir dentro do meu corpo. Reconhecer os limites de forma consciente, habitar esse espaço sagrado. Uma forma de cuidado, de terapia.

Faz fluir as energias, limpar o que está estagnado. Dá uma sensação de conforto, segurança para relaxar profundo e se entregar. Ser cuidada.

No penúltimo artigo que publiquei aqui, eu falei sobre as três ferramentas que venho usando para entrar mais fundo dentro de mim e trabalhar o amor-próprio, a compaixão e a consciência do divino dentro de mim, dentro de cada um. E, nesse artigo, eu esqueci de citar a massoterapia. Essa é a quarta ferramenta!

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E, na verdade, vou dizer que o valor que eu dava para receber uma massagem aumentou ainda mais quando eu comecei a trabalhar e dar massagem. E tem sido muito enriquecedor esse trabalho de doação. Sendo ele mais uma forma de servir, ajudar e doar tudo o que eu citei acima que sinto quando recebo uma boa massagem.

É muito bom receber, mas melhor ainda é dar. Pois o ciclo se completa. E cuidar do outro dá uma sensação reveladora de bem-estar. Quando um cliente sai da massagem relaxado e agradecido, se sente cuidado com respeito. E sinto que o mais importante e que faz diferença nesse trabalho é eu estar presente, como em uma meditação. Aliás, para mim, dar massagem é a oportunidade de meditar por mais uma hora no meu dia. Aproveito para manter a mente presente, junto com a observação da respiração e consciente, tanto do meu corpo quanto do corpo do outro.

massagemUm casamento! Durante a sessão, os corpos vão se unindo de uma forma que, quando atenta, posso sentir se a massagem deve ser mais forte ou mais suave, observado a respiração de quem está recebendo. Outra parte da prática é o de manter a mente equânime diante das dores, travas no corpo do outro. Está no exercício de ir respirando, fazer o melhor que posso e estar presente sem me prender em alguma dor, sensação ou trava, achando que preciso resolver tudo. 

Eu faço o melhor que posso e sempre agradeço. Nesse ponto, desenvolvo muita gratidão por quem se dispõe e se entrega para esse momento, me proporcionando aprendizado e crescimento, tanto como terapeuta quanto como pessoa. Além de estabelecer uma conexão com a intuição e o divino que existe dentro de cada pessoa.

Para mim, a massoterapia se revelou como mais um instrumento de cura! Tanto no receber, aprender sobre a entrega e me deixar ser cuidada e acolhida, como na doação, que é trabalhar para um algo maior que me guia e acaba curando o terapeuta e o cliente

 

O retorno que se tem ao final da massagem, o rosto relaxado e a expressão sorridente, realmente, é incomparável e me enche de energia, de compaixão e agradecimento!

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E você? Tem recebido massagem ultimamente? Me conte da sua experiência!


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Sobre o autor

Juliana Ferraro

Juliana Ferraro

Juliana Ferraro é psicóloga por formação e viajante por amor às coisas novas da vida. Seu contato com diferentes línguas e culturas começou quando ela ainda trabalhava no Club Méditerranée, depois disso fez um mochilão pelo mundo em busca de autoconhecimento. Em pouco mais de 1 ano conheceu diversos países asiáticos, em especial a Índia, onde fundou uma paixão profunda pelo Yoga e pela meditação. Hoje, ela é professora de Yoga e terapeuta reikiana em Paraty, RJ.

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