Autoconhecimento Comportamento Convivendo Energia em Equilíbrio Espiritualidade

O perigo da fé estática e o triunfo do movimento

Homem com as mãos na cabeça reza diante de um céu ao entardecer.
Baramyou0708 / Canva
Escrito por Fabiano de Abreu

Você já pensou que aquilo que parece fortalecer sua esperança pode, na verdade, estar impedindo seu crescimento? Há uma reflexão surpreendente por trás dessa ideia! Descubra essa perspectiva e veja como ela pode transformar sua forma de agir. Continue a leitura!

Há um paradoxo neuroquímico silencioso que governa as nossas vidas: a fé, tantas vezes celebrada como a virtude máxima da resiliência, pode ser o analgésico mais eficiente para a nossa inércia. Do ponto de vista puramente biológico, a fé funciona como uma espécie de dopamina premeditada. Ao projetarmos no invisível a certeza de que tudo se irá resolver, o nosso cérebro recebe uma descarga imediata de contentamento e alívio. Sentimo-nos saciados antes sequer de nos sentarmos à mesa.

O problema nasce precisamente aí. Sendo o cérebro um órgão biologicamente programado para poupar energia, a esperança passiva atua como um anestésico. Quando nos contentamos com a liberação antecipada dessa química do bem-estar, eliminamos o desconforto que serve de motor para a mudança. A fé que conforta é, não raramente, a mesma que empaca. Faz-nos deixar passar as oportunidades, aceitar o intolerável e esperar que o tempo resolva o que só o suor consegue transformar. A esperança, quando isolada da ação, é apenas uma promessa confortável para manter a vida estagnada.

Homem jovem de moletom verde reclinado no sofá com expressão de cansaço em ambiente interno.
Cottonbro studio / Pexels / Canva

A vida real, contudo, exige uma mecânica completamente diferente: a química da insatisfação. Para que as coisas realmente aconteçam, o cérebro precisa ser sacudido pela noradrenalina, o neurotransmissor do alerta, do foco e do desconforto saudável. É a noradrenalina que nos arranca da cadeira, que nos obriga a tomar decisões e a assumir os riscos de correr atrás do prejuízo.

O verdadeiro sabor da conquista não está na expectativa, mas no resultado. Quando vamos à luta e arrancamos da realidade o objetivo pretendido, somos recompensados com a dopamina tardia, aquela que é alimentada pela intensidade do esforço e pela materialização do resultado. Esta dopamina de chegada é infinitamente mais poderosa do que a de partida, porque ela não nos aliena; pelo contrário, valida a nossa capacidade de agir. No fim das contas, a fé pode até segurar o teto durante a tempestade, mas é o movimento da tomada de decisão que reconstrói a casa. A vida não quer espera; a vida precisa de movimento.

Sobre o autor

Fabiano de Abreu

Fabiano de Abreu Rodrigues é um jornalista, psicanalista, neuropsicanalista, empresário, escritor, filósofo, poeta e especialista em neurociência cognitiva e comportamental, neuroplasticidade, psicopedagogia e psicologia positiva.

Pós PhD em Neurociências e biólogo membro das principais sociedades científicas como SFN - Society for Neuroscience nos Estados Unidos, Sigma XI, sociedade científica onde os membros precisam ser convidados e que conta com mais de 200 prêmios Nobel e a RSB - Royal Society of Biology, maior sociedade de biologia sediada no Reuno Unido.

É membro de 10 sociedades de alto QI, entre elas a Mensa, Intertel, ISPE, Triple Nine Society, coordenador Intertel Brazil, diretor internacional da IIS Society e presidente da ISI e ePiq society, todas sociedades restritas para pessoas com alto QI comprovados em testes supervisionados. Criou o primeiro relatório genético que estima a pontuação de QI através de teste de DNA e o projeto GIP - Genetic Intelligence Project com estudos genéticos e psicológicos sobre alto QI com voluntários.

Autor de mais de 50 estudos sobre inteligência, foi voluntário em testes de QI supervisionados, testes genéticos de inteligência e estudo de neuroimagem já que atingiu a pontuação máxima em mais de um teste de QI em mais de um país corroborando com os demais resultados genéticos e de neuroimagem.

Proprietário da agência de comunicação e mídia social MF Press Global, é também um correspondente e colaborador de várias revistas, sites de notícias e jornais de grande repercussão nacional e internacional.

Atualmente detém o prêmio do jornalista que mais criou personagens na história da imprensa brasileira e internacional, reconhecido por grandes nomes do jornalismo em diversos países. Como filósofo, criou um novo conceito que chamou de poemas-filosóficos para escolas do governo de Minas Gerais no Brasil.

Lançou os livros “Viver Pode Não Ser Tão Ruim”, “Como Se Tornar Uma Celebridade”, “7 Pecados Capitais Que a Filosofia Explica” no Brasil, Angola, Paraguai e Portugal. Membro da Mensa, associação de pessoas mais inteligentes do mundo, Fabiano foi constatado com o QI percentil 99, sendo considerado um dos maiores do mundo.

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