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O que fazer quando encontrar um cachorro na rua?

Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras



Se você é daqueles que quando vê um peludinho na rua fica desesperado, junte-se a nós! Acontece que, infelizmente, é comum encontrar os bicinhos na rua passando necessidade. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, no Brasil, existem cerca de 30 milhões de animais abandonados, entre eles 20 milhões de cachorros e 10 milhões de gatos. Mas, o que fazer para mudar este cenário?

Certifique-se de que o animal não está perdido

Antes de tudo, verifique se o animal não está perdido da sua família. Repare se ele tem coleira, se está tosado e bem tratado. Ao levá-lo em um veterinário, confira se o animal possui um microchip e pergunte aos vizinhos da região se alguém está a procura de um animal com essas características.

Cute Four Street Dogs Slipping Together

Capturando um animal

Nem sempre o animal será dócil à primeira vista, os bichinhos que vivem na rua, já podem ter sofrido maus tratos, então é comum que tenham medo. Para que ele venha até você com mais facilidade, leve comida a ele e tenha paciência, caso ele recuse.

Para transportá-los leve um caixa ou gaiola e leve-o diretamente ao veterinário.

O que fazer depois que capturei?

Não deixe o bichinho desamparado. Os animais que vivem na rua geralmente têm a saúde fragilizada, então o leve até um veterinário e veja se há algum problema com ele. Neste caso, a consulta será paga por você.

Castrar o animal é essencial

A castração é um ato de amor e caso não seja realizada o processo de adoção será ainda mais complicada. Se você não tiver recursos financeiros para isso, procure locais que ofereçam esse serviço por preço acessível ou ainda gratuitamente.

Não tenho condições financeiras para custear as necessidades do animal

Se você não tiver condições financeiras para custear os procedimentos necessários, envolva seus amigos e familiares nesta causa.  Algumas clínicas oferecem tratamentos gratuitos ou com preços acessíveis. 

Ofereça um lar temporário

Se você não for ficar com animal, tente mantê-lo por perto pelo menos durante o processo de tratamento, para que ele se sinta amparado até que encontre alguém para adotá-lo. Se sua casa for muito pequena, veja com algum amigo ou familiar se eles podem te ajudar. Se você puder, pague um hotel pet para ele. 

Homeless dog abandoned on the streets

Não tenho tempo para resgatar um animal

Se você passa a maior parte do tempo fora, veja se pode contar com ajuda de alguém de confiança para dividir as tarefas e os cuidados com você. Para quem pode pagar, existe a opção de Day Cares, as creches que cuidam de animais. Vale ressaltar que, ainda que o animal passe um bom tempo sozinho em sua casa, é melhor do que deixá-lo na rua passando frio, fome e correndo riscos.

Ofereça água e comida

Mesmo que você não fique com um animal, se possível ofereça água e comida a ele.

O que fazer com uma caixa de filhotes

Eles são extremamente frágeis e precisam de muito cuidado. Antes de disponibilizá-los para adoção é preciso vaciná-los, medicá-los e castrá-los.

Posso levá-lo para o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da minha cidade?

Os CCZs enfrentam superlotação e por isso raramente aceitam animais. No caso de aceitação pode ser que ele seja eutanasiado. Desta forma, você apenas dará “fim ao problema”. Triste, não é?

Como colocar um animal para adoção?

Divulgue para as pessoas que você confia e que sabe que cuidará realmente do bicinho. Se ninguém do seu ciclo puder adotá-lo, distribua cartazes, use a internet e divulgue em pet shops e clínicas veterinárias. No anúncio descreva de modo fiel o animal, tamanho, raça, cor, características físicas, emocionais e etc.

Consegui uma pessoa para adotar e agora?

Se você já tomou todas as providências que falamos anteriormente, é preciso conversar com o interessado e saber se ele já teve bicinhos de estimação e tirar todas as dúvidas, além de avaliar o comportamento do novo dono. Se tudo correr bem, ele deve assinar um termo de responsabilidade garantindo que vai cuidar do animal e fazê-lo feliz. Se você tiver interesse, depois de alguns meses você pode visitar o animal para garantir sua qualidade de vida.


  • Escrito por Natália Nocelli da Equipe Eu Sem Fronteiras.

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