Saúde Integral

Romper com as paredes e quebrar padrões!

superação
Claudia Regina Pinto

Vira e mexe a vida nos convida a voar, e neste voo, às vezes, desgovernados e meio que pela cegueira, damos de encontro com obstáculos aos quais não conseguimos desviar. Assim é, mais ou menos, como o pássaro que erra a mira, bate de encontro com a parede e cai no chão.

Nós também temos as nossas próprias paredes que nos impedem de fazer um voo livre para uma nova direção. E por que insistimos em voar contra a mesma barreira vez após outra?

Essas são as paredes da nossa culpa, do nosso medo, raiva e amargura, mesquinhez, egoísmo e ansiedade.

Em minha vida pessoal, por vários momentos eu fui convidada a sair de relacionamentos que me aprisionavam, ao invés de entender logo no primeiro convite, fiquei presa nas minhas crenças e dentro daquele relacionamento que só me trazia amargura e sofrimento. O fato é que quando não tomamos a decisão por romper com padrões e sair da situação, o outro faz por nós e nos deixa ilhados em paredes de profundos questionamentos, e este nos fragiliza por escolhermos mantê-los.

Eu poderia ter optado por mudar, mas as minhas crenças me impediram de fazer.

Quantas vezes você já foi convidado a mudar e simplesmente preferiu manter-se na prisão?

Você já teve alguns destes pensamentos? 

– “Não foi minha culpa!” 

– “Como a pessoa pôde fazer isso comigo, sabendo que eu já tinha passado por esse tipo de situação?” 

– “O problema não é meu!” 

– “Eu fiz tudo o que podia, quem ter que mudar não sou eu!” 

– “Errei e não mereço perdão!” 

– “Se eu não tivesse feito isso, hoje eu estaria em outra situação!” 

– “Eu não tenho coragem de tomar essa atitude…” 

– “Eu não consigo, tenho medo de ficar sozinho!” 

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Há muitas crenças, ou verdades ilusórias, que circundam nossa mente e nos aprisiona em nossas paredes, impedindo-nos de alçar voos de liberdade e irmos em busca do que é mais importante em nossas vidas, que é a nossa verdadeira missão e propósito. E se eu acredito em algo que me faz mal e que não me traz nenhum resultado positivo, vou viver esta crença até me desfazer destes padrões.

Mantive estas e outras crenças por longos anos, dando de cara com ela por muitas e, muitas vezes, diante de mim, tornando cada vez mais doloroso o enfrentamento de reviver a dor daquela parede não rompida no tempo.

O caminho pela liberação de traumas e do saber quem sou, pela psicologia, me levou na jornada da incansável busca pelo rompimento de padrões emocionais e mentais. Sempre acreditei que relacionamentos podem ser curados, guerras e conflitos internos podem ser resolvidos, dependentes podem ser reabilitados e assim por diante.

E minha questão no aqui e agora é tentar responder o porquê algumas pessoas se perdem após vivenciar uma grande perda, e outras simplesmente se encontram e conseguem romper com as suas paredes rumo a uma nova vida.

As respostas que tenho tido com o olhar terapêutico com os meus pacientes é de que simplesmente o melhor resultado vem pela forma como cada pessoa enxerga a vida, seu passado e o presente, e de como elas transitaram por sua mudança pessoal. Muitos pacientes preferem ficar presos na dor do passado, revivendo um fato antigo, a ter que atravessar esta parede. Ficam lembrando dos fatos, revivendo cenas, sentimentos e emoções, ficam apegados aos mesmos argumentos e justificativas. Esta escolha faz com que a pessoa permaneça no mesmo ponto do passado, porém no momento presente, que faz com que a situação entre em um ciclo repetitivo de comportamento.

Ao invés de resolver a dor e seguir adiante, existem pessoas que escolhem manter o mesmo padrão de energia por aquela situação do passado e continuam a bater contra a parede, vivendo como se o passado doloroso fosse uma realidade atual. Trazem suas certezas e verdades absolutas para o presente, julgando ou condenando a si mesmo, ou ao outro, baseado em um evento único que já deveria estar resolvido e finalizado.

Sem o processo de mudança, a pessoa repetirá o mesmo padrão de comportamento e suas paredes estarão intactas, tornando o ser inseguro, onde suas emoções e fé ficarão prejudicadas.

Torna-se uma pessoa ferida, com uma vida estagnada e com pensamentos derrotistas.

Não precisa ser assim, todo mundo pode encontrar sua cura e superar suas paredes, basta simplesmente olhar as verdades que elas escondem, encontrar as mentiras que elas representam. É necessário encontrar a porta para um novo caminho e descobrir a esperança e uma nova maneira de viver.

As paredes sempre existirão, e não importa quão grandes ou intransponíveis sejam, todos nós temos condições de rodeá-las, atravessá-las, superá-las, chocar-se contra elas, só não podemos nos manter aprisionados e imóveis diante delas.

Jamais entenderemos as barreiras do relacionamento no presente, até que possamos ver o passado debaixo de uma nova luz. Sair do pensamento de derrota do próprio passado, dos erros que cometeu, das coisas que não fez e trazer a culpa para si ou para o outro, é um padrão daquele que não quer aceitar as próprias escolhas que fez e perdoar aquilo que não deu certo, mas na verdade, deu certo porque foi a primeira vez que vivenciou. Estamos aqui, em nossa experiência única e singular, para aprender! Então, errar é aceitável e totalmente perdoável, caso não seja transgressor aos princípios e leis naturais da vida.

A lente da dor que insistimos em reviver, distorce a verdade e nos mantém presos nas paredes de antigos padrões de pensamentos de amargura, de rejeição e abandono. E para começar a viver uma vida nova, no presente e sem reviver o passado, devemos nos concentrar, com clareza e leveza, nos objetivos e no nosso propósito, que está relacionado não com as dores, mas com os amores, ou seja, com a quantidade de amor que sente por si mesmo, a valorização que se dá.

Independentemente dos erros, do que alcançamos ou do que perdemos, sentir-se feliz simplesmente pelas paredes que quebrou, pelas máscaras que caiu e que deixou no caminho, serão motivos suficientes para aceitar o novo, aceitar a mudança. Isto já é uma vitória da sua evolução, conquistada ao longo de um percurso de superação pela correção dos padrões.

Quanto mais abrirmos mão da raiva que sentimos para olhar para o coração do outro, mais perceberemos que manter aquele sentimento é escolher queimar-se por dentro ao invés de optar e romper a parede para libertar-se deste fogo destrutivo e aquecer ao outro com amorosidade, pois já sofreu também de alguma forma com a nossa animosidade.

Mudar dói, mas aceitar que a mudança é necessária, dói menos. Sair dos velhos padrões e das velhas respostas para encarar as novas situações com novas respostas, com certeza, fortalecerá seu amor-próprio, sua imagem e despertará sentimentos mais nobres e elevados sobre si mesmo.

Sobre o autor

Claudia Regina Pinto

Claudia Regina Pinto

Formada em Psicologia, com Pós-Graduação em Psicodrama, MBA Gestão Pessoas. Formação como Terapeuta Holística com ênfase na Alquimia (florais Sistema Joel Aleixo), Cromoterapia, Reflexologia, Argila terapia, Mestre em Reiki, Taróloga. Atendimento Clínico, Educacional e Organizacional com desenvolvimento de Lideranças e Palestras.

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