Autoconhecimento

Todos os dias sinto-me cada vez melhor

Carlos Pompeu
Escrito por Carlos Pompeu

Todos os dias, em todos sentidos, estou ficando cada vez melhor e melhor. Essa frase pode ser remetida, tendo sido criada e cunhada por Emile Coué, psicólogo e farmacêutico francês, nascido em 26 de fevereiro de 1857, na cidade de Troyes e falecido em 2 de julho de 1926, em Nancy na França, sendo mais conhecido pelo Método Coué, que leva o seu nome, de autossugestão mental.

Além de farmacêutico, foi um dos pioneiros em hipnose, tendo aprendido esta com Ambroise Auguste Liébeault, médico francês que fundou a Escola de Nancy, em 1854, um movimento artístico, no caso, a hipnose, que trata-se de um estado semelhante ao sono, por meio de um processo de indução, onde o paciente fica suscetível ao discurso e as palavras do hipnotizador por meio da autossugestão.

Coué também afirmava que a “cura” para os problemas psicológicos encontrava-se dentro da própria pessoa, fazendo alusão ao “Conhece-te a ti mesmo”, inscrição contida na entrada do Templo, do oráculo de Delfos, na Grécia Antiga, em homenagem ao deus do sol, Apolo. A frase teria sido esculpida pelo sábio Tales de Mileto, mas existem versões que afirmam ser de Sócrates, assim como de Pitágoras e também de Heráclito.

A frase inteira é “Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo e os deuses”, este também é o princípio do espiritismo, codificado por Allan Kardec.

Emile Coué, por sua vez, colocou isso na prática, percebendo que as pessoas sob a hipnose, sujeitos a autossugestão mental, com mensagens positivas, apresentavam resultados melhores.

“Autossugestão é um instrumento que possuímos no momento do nascimento, ou melhor, essa força, reside um poder maravilhoso e incalculável”.

Ou seja, o pensamento positivo influenciava o comportamento das pessoas. Com esse conceito, essa noção, chegou à conclusão que cada um, tem em si mesmo, o instrumento de sua própria cura.

O psicólogo francês, por sua vez, trabalhou o seu método, no que conhecemos como autoimagem, a descrição que a pessoa faz de si mesmo e também chamada de autoestima, o julgamento que a pessoa faz de si, sua capacidade, de forma subjetiva, de gostar de si mesmo.

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Tendo isso como referência se apoiou em três leis: A Lei da Atração concentrada, que determina que quando temos a atenção em uma ideia, este pensamento se concretiza por si mesmo.

Já, a Lei de Esforço Contrário, alcança o resultado no sentido oposto, ou seja, se a pessoa pensa que não pode fazer algo, quanto mais pensa, menos consegue fazer aquilo ao que se propõe. Assim, se imaginar que não consegue, de fato, não obterá êxito, isso ocorre pela autossugestão de sua mente.

E temos também a Lei do Sentimento Dominante, que afirma que uma sugestão ligada à uma emoção supera qualquer outro estímulo, que possa existir no momento e na mente. Portanto, a emoção, sendo positiva ou não, influenciará em seu comportamento.

Assim, Coué desenvolveu o seu método, uma técnica psicológica fundamentada na autoestima, na crença, que se a pessoa acreditar, por meio da palavra sugestionada, em uma ideia positiva, consegue influenciar sua mente, mudando seu estado afetivo. Portanto, se a mente vibra em harmonia com pensamentos positivos entra em ressonância com coisas boas e isso se torna uma realidade, modificando seu estado emocional.

Com base nesses conhecimentos, desenvolveu os seus estudos chegando na afirmação: todos os dias, em todos os sentidos, sinto-me cada vez melhor, que funciona na prática, por meio da repetição, tendo, segundo o seu método, que ser repetida vinte vezes mentalmente, portanto, todos os dias, ao acordar, deve ser feito esse exercício ritual, o que influenciaria o comportamento da pessoa ao longo do dia.

No original, esse mantra, na cultura indiana, significa palavras ou versos ritualísticos que tem em vista uma finalidade mágica ou o estabelecimento de um estado contemplativo, seria: “Dia a dia, em todos os sentidos, estou ficando melhor e melhor” (“Tous les  jours à tous aponta de vue je vais de miuex en miuex”).

Sobre o autor

Carlos Pompeu

Carlos Pompeu

Carlos Pompeu, 46 anos, bacharel em Direito e formação em Letras, tendo sido redator publicitário e colunista em jornais e revistas, escreve em blogues, sobre entretenimento e cultura, na internet, sendo autor de livros virtuais de ficção, no qual adota o pseudônimo Boris de Pedra. Começou, ainda nos anos 1990, com esse nome artístico,”Boris”, em uma banda de Rock, na qual tocava baixo e cantava, além de compor as músicas e letras.

Já no século XXI, migrou para a Literatura, não tendo ainda nenhuma publicação, mas com a esperança de ter sua obra editada. No entanto, sabe que essa possibilidade encontra-se na formatação de um público leitor, o que vem fazendo, escrevendo na internet.

Atualmente tem suas atenções voltadas para a Terapia Holística, sendo sua especialidade o Reiki, com a graduação Nível III, o que o inspirou a escrever textos com a temática esotérica, que abordam a espiritualidade, pensamentos positivos e a autossugestão mental.

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